Um velho fone de ouvido

4 abr

No dia 23 de Outubro de 2013 eu escrevi, com samba no pé, sorriso no rosto e felicidade no coração, um post falando sobre uma nova aquisição: um fone de ouvido.

Hoje, dia 4 de Abril de 2016, depois de ter dado vários sinais de estar chegando sua hora, o fantástico fone de ouvido se foi.

Venho através dessa publicação declarar a todos que sofro. Não apenas por estar sendo obrigado a ouvir minhas músicas em fones lixo que vem junto com os celulares da Samsung. Sofro pela perda de um companheiro. Sofro pelas pessoas que assim como eu sofrem todo dia com isso. Talvez não estejamos nas estatísticas do jornal que seu pai lê ou no perfil engraçadinho de notícias que você segue no Twitter, mas existimos e nossa dor é maior que tudo.

Aonde estiver, Philips SHP2000, saiba que meu coração estará sempre com você e meus ouvidos sentirão falta do seu aconchego nas madrugadas frias de Sorocaba.

Te amei como poucas vezes fui capaz de amar, companheiro. Siga em paz.

Life, it seems, will fade away
Drifting further every day
Getting lost within myself
Nothing matters, no one else

I have lost the will to live
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
Need the end to set me free

Things not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this can’t be real
Cannot stand this hell I feel

Emptiness is filling me
To the point of agony
Growing darkness taking dawn
I was me, but now he’s gone

No one but me can save myself, but it’s too late
Now I can’t think, think why I should even try

Yesterday seems as though it never existed
Death greets me warm, now I will just say goodbye

 

O adeus a uma bicicletaria

27 jan

Tenho algumas histórias com bicicletas. Na maioria delas alguém sai atropelado e/ou com dentes quebrados (essa segunda parte, geralmente eu). Nos últimos anos estive fora desse mundo de catracas, correntes e borracha (BDSM?), mas quando era criança vivia montado em uma magrela (sim, sua mãe).

Nesse intervalo sem pedalar, percebi que estava sentindo falta da adorável e única sensação que uma pessoa só consegue ao raspar sua própria pele no asfalto. Fiz minhas pesquisas e comprei uma bicicleta. Na verdade, ganhei uma bicicleta. Sim, pois aparentemente voltei a ter 9 anos de idade e meus pais me deram ela de presente de aniversário. O curioso é que lembro muito claramente de minha mãe dizendo que “essa é a última bicicleta que vamos te dar, a próxima você já vai poder comprar com seu dinheiro” em um Natal de alguns bons anos atrás.

Certas coisas nunca mudam, mãe.

Buscando sempre evoluir minhas técnicas e de quebra desbloquear um achievement hipster, escolhi uma bicicleta fixa. O lance das bicicletas fixas é que a roda traseira irá sempre acompanhar o ritmo do pedal. Se você mexer um, mexe o outro. Se parar de mexer um, para de mexer o outro. Tem uma galera que tira os freios convencionais dessas bicicletas e passa a controlar ela nos pedais, já que você pode frear apenas diminuindo a velocidade das pedaladas. Eu não estou nesse nível, mas obrigado.

fixedarchiev

Nessas pesquisas que fiz já imaginei que nem todo mundo iria entender esse lance da bicicleta ser fixa, tanto é que nem costumo mencionar essa história de andar sem freio, mas também imaginei que não teria problemas se precisasse ir numa bicicletaria quando algo acontecesse.

A bicicleta foi entregue e decidi que eu mesmo iria montá-la. Em parte porque queria logo andar de bicicleta e em parte porque é sempre bom aproveitar uma oportunidade de utilizar ferramentas.

Montei, andei um pouco, curti, mas sabia que seria melhor levar para alguém que entende dar uma olhada e conferir se estava tudo certo antes de sair num rolê de verdade com ela. Quando ganhei minha primeira bicicleta, meu pai mesmo que a montou e também decidiu levar numa bicicletaria para ver se estava tudo certo antes de me entregá-la (obrigado por tentar garantir minha segurança em cima de uma bicicleta, pai (não funcionou, caí várias vezes)).

bike queda

Mas foi aí que tudo começou.

Meu pai não conhecia a bicicletaria do bairro. Levou lá pois era a única opção. Justamente por isso, sempre que algo acontecia, era lá que íamos para resolver. Acabamos confiando no dono da bicicletaria. Idal era o nome dele. Era Idal que sabia o jeito certo de lidar com a bicicleta.

Como a vida não é feita apenas de sorrisos, em um dado momento recebemos a notícia de que a bicicletaria iria se mudar. Iria para o bairro vizinho. Não tão longe, mas o suficiente para se pensar duas vezes caso a bicicleta estivesse com problemas e você tivesse que ir andando até lá.

Nos mantivemos fiéis a Idal e sua bicicletaria. Superamos essa dificuldade e continuamos indo até lá. Anos depois troquei de bicicleta e nada mudou. Continuamos indo até onde a nossa bicicletaria estivesse.

Aos poucos, por pressão da vida e das responsabilidades que ela nos impõe, fui parando de andar de bicicleta como antes e quando percebi, ela estava enferrujando no quintal de casa. Até fiz uma grande tentativa de voltar (parecia o Ronaldo voltando ao futebol depois daquela lesão no joelho). Fui na bicicletaria, o Idal fez festa, conversamos e troquei algumas peças, mas dias depois um dos pneus furou e voltei a desanimar. Mais uma vez, fiquei longe das bicicletas.

Até dias atrás.

Montado em minha fixa, tal qual Gandalf montado em Scadufax cavalgando pela Terra-Média, fui em direção a bicicletaria do Idal. Ele iria fazer a revisão, talvez eu trocasse algo e tudo voltaria a ser lindo. Eu estava de volta.

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Era o que eu pretendia. A vida tinha uma ideia diferente.

Cheguei na frente da bicicletaria e a encontrei fechada. “Deve estar almoçando”, pensei. Decidi esperar um pouco. Os minutos se passaram e nada acontecia. Decidi investigar e cheguei perto do portão. Vi que a bicicletaria tinha funcionado ainda naquele dia, pois algumas ferramentas estavam no chão e um rádio estava ligado lá dentro. Chamei pelo Idal. Nada. Voltei a chamar, dessa vez mais alto. Ele apareceu.

Demorou alguns segundos, mas me reconheceu. Abriu um sorriso e me recebeu bem. Falou que teve que resolver algo na chácara que ele comprou fora da cidade, que tinha voltado 30 minutos antes e que tinha ido buscar algo nos fundos da bicicletaria. Conversamos um pouco, falei da bicicleta, ele deu uma olhada, gostou, ficou intrigado quanto ao lance dela ser fixa, expliquei para ele, mas continuou achando estranho. Tive a impressão de que ele não fez esforço para entender. Só ouviu por educação. Não ajudou nada o fato dele não ter dado muita importância quando falei que queria uma revisão na bicicleta. Deu uma olhada por cima e falou que eu tinha montado tudo certo, que não precisava de revisão. Estranhei. Uma olhada superficial não é o bastante para você poder dizer uma coisa dessas. Tem muita coisa que pode estar OK por fora e ainda assim montada errada. Não gostei disso.

Troquei uma peça barata, conversamos um pouco mais e descobri que a bicicletaria não era mais a única fonte de renda dele. Ele tinha arrumado um outro emprego. A bicicletaria tinha se tornado sua segunda opção de renda. Quando ele falou isso, tudo fez sentido. A bicicletaria fechada, a falta de interesse, a aparente pressa por se livrar de mim…

Fiquei ainda mais um tempo lá, me despedi e fui embora. Magoado. Com um vazio no peito e incertezas na cabeça. Fui pedalando devagar até chegar em casa, mas ao chegar, já tinha tomada uma decisão: iria trocar de bicicletaria. Não iria dar para continuar indo na bicicletaria do Idal depois de ver que ele já não se importava mais.

Foi aí que outra dúvida surgiu: qual bicicletaria se tornaria minha bicicletaria oficial?

Tinha uma perto de casa. Depois que o Idal foi embora, criou-se um vácuo de poder no bairro, um cara aproveitou isso e abriu seu bicicletaria lá. Confesso que nunca fui muito com a cara dele. As únicas vezes que eu tinha ido até lá foi para calibrar os pneus e nunca dei chance para que uma relação fosse construída. Isso foi antes de tudo mudar. Fiquei dias avaliando opções e tentando descobrir qual seria a melhor opção de bicicletaria.

Num belo dia, tive um problema no pedivela e resolvi arriscar nessa bicicletaria do meu bairro. Cheguei lá, expliquei a situação, o cara se mostrou interessado, fez vários comentários sobre a bicicleta, me perguntou um monte de coisa e fez um bom trabalho por um preço razoável. Me ganhou. Alguns outros problemas apareceram e todos eles foram prontamente resolvidos por ele.

Desde então, estamos numa relação. Muito dinheiro já foi gasto para que eu pensasse em mudar de bicicletaria nesse momento. Não que precisasse, já que ele está dando conta.

o nome dela e Bi

o nome dela e Bi

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Ainda um tanto quanto chateado por depois de tanto tempo ter que mudar de bicicletaria, mas animado com o futuro dourado que vejo pela frente, sigo pedalando com força nas pernas e um sorriso no rosto.

 

Preciso de mais pedras

17 nov

Quando mais jovem, dediquei muitas horas a jogar Age of Empires.

O PC que eu tinha não era bom (isso ainda vale para os dias de hoje) e não rodava muitos jogos (isso também vale para os dias de hoje). Age of Empires felizmente rodava lindamente.

Eu gostava do II, mas uma hora cansei dele, pedi para meu pai comprar o III, percebi que o II era muito melhor e percebi que na verdade não tinha cansado do II, não. Voltei a jogá-lo e deixei o III de lado.

Muitos impérios foram construídos e destruídos. Incontáveis árvores foram derrubadas e rios de sangues foram formados. Flechas cobriram o sol e valentes soldados lutaram na sombra.

Existem jogadores que logo no começo já focam em fazer um exército e atacar enquanto seus inimigos ainda estão fracos. Não é uma estratégia ruim, mas não é meu jeito de jogar.

Primeiro faço o cabo da espada. Quando o cabo estiver bom e firme, eu parto para a lâmina.

Em outras palavras: crio um contingente de aldeões, peço para eles devastarem tudo que for possível e quando as florestas deixarem de existir, o rio não tiver mais peixe, as minas de ouro e pedra estiverem vazias e quando não for possível andar pelas minhas terras sem que se pise em uma plantação, eu ataco.

Guerra não é algo barato. É necessário o tipo de apoio e segurança que só a riqueza pode oferecer.

Semana passada aproveitei que Age of Empires II em HD estava em promoção na Steam e o comprei. Fui jogar um pouco só para matar a saudade e quando dei por mim estava sendo atacado por duas frentes e por dois inimigos diferentes (imagino que eles ficaram impressionados com o quão promissora minha sociedade estava e tenham feito uma aliança por medo).

Eu não poderia só sair do jogo. Eu teria que vencer ou morrer tentando. Morri tentando.

Culpo as pedras. Ou a falta delas, pelo menos.

Age2

O mapa me jogou num lugar com apenas um lugar com pedras por perto. Se quisesse mais, teria que entrar fundo demais nas florestas do inimigo e seria arriscado.

Sem pedras, pensei em usar o mercado para comprar por lá, pois eu precisava das pedras se quisesse construir um castelo e sempre quero construir castelos, pois são castelos e gosto de castelos.

Revoltado com o preço que estavam me cobrando por 100 unidades de pedra, desisti e até pensei em excluir o mercado para mostrar o quão revoltado estava, mas lembrei que no ritmo que as coisas estavam, o mercado seria destruído de qualquer forma. Eu estava sendo atacado mais uma vez.

Bati o olho e altamente treinado que sou, já vi que não iria vencer mais aquela leva de inimigos. Mandei construir mais barcos, movi meu pequeno, porém glorioso, exército por uma rota diferente, evitando o exército inimigo, e ataquei as terras deles enquanto eles atacavam as minhas. Mandei meus barcos darem a volta e atacarem tudo o que pudessem na costa do adversário.

Por um momento achei que fosse funcionar, mas o inimigo era maior e mais firme. Conseguiram destruir mais do que meu exército no mesmo tempo. Se eu tivesse castelos, teria sido diferente. Castelos são muito mais resistentes que as outras construções.

E para se ter castelo, é necessário ter pedras.

Então, numa regra de três rápida, se eu tivesse mais pedras poderia ter levado essa.

 

 

A lenda de Rafoel

17 out

Eu tenho um amigo que se chama Rafoel.

Nos tempos de outrora, Rafoel não tinha dinheiro, gostava de música e tinha acesso a internet. Do meu ponto de vista como amigo, Rafoel fez algo imperdoável. Na época ele não percebeu a gravidade de seus atos, mas posteriormente, súbita como uma lâmina vindo por baixo numa parede de escudos, a realidade o atingiu.

Rafoel baixou músicas ilegalmente. Eu o repreendi por isso, mas o estrago já estava feito.

Rafoel ficou ouvindo suas músicas e teve grandes momentos de felicidade com elas, porém um álbum em particular continha algo especial. A última música estava corrompida (Rafoel foi atrás de várias outras versões para poder confirmar isso) e tinha uma falha num solo de guitarra mais para o final.

A música era “Damage, Inc.” e o álbum era Master Of Puppets.


Veja bem, Rafoel acha esse álbum tão bom que segundo uma conversa que tivemos em algum momento sublime de nossa bela amizade, “é a prova material de que existe um deus e ele nos quer o bem”. Obviamente não foram poucas as vezes que Rafoel ouviu esse álbum. Eu poderia até arriscar um português mais rebuscado e dizer que Rafoel chafurdou na ilegalidade.

Mesmo percebendo a falha na última música, Rafoel não baixou o álbum novamente. Isso seria repetir um erro e Rafoel não queria ganhar mais estrelas e aumentar seu nível de procurado. Baixar o álbum uma vez foi o bastante para ele. Se estava corrompido, ele apenas teria que lidar com isso.

Conhecendo aquele jovem tão bem quanto conheço, Rafoel até pode ter interpretado que essa falha da música foi proposital. Uma forma de punição do universo, talvez.

Wyrd bið ful ãræd.

A vida as vezes nos pega de surpresa e acaba com coisas que pensávamos ser eternas. Rafoel e eu tivemos discussão sobre qual seria a cena mais engraçada de The Office, guardamos mágoa e acabamos nos distanciando. Recentemente após ele escapar da morte, Rafoel e eu voltamos a conversar. De início, muito timidamente, mas com o tempo acabamos acertando nossos *ponteiros.

Entre troca de selfies e palavras bonitas, perguntei a Rafoel se ele ainda ouvia Master Of Puppets. Rafoel respondeu que “sim” e completou dizendo que “seria estupidez parar de ouvir sons de uma beleza arrebatadora”. Em seguida, Rafoel me disse que tinha testado um desses serviços de streaming e depois de ter certeza de que era bom, fez uma assinatura, adicionou coisas incríveis em sua biblioteca e apagou todos seus arquivos ilegais.

Gosto de pensar que Rafoel percebeu o tamanho de seu erro poucos segundos depois de terminar de eliminar os arquivos ilegais e então gritou assustado enquanto corria nu pela casa, mas não tenho provas disso.

Acontece que por ter sido um arquivo corrompido durante o download, provavelmente aquele mp3 de “Damage, Inc.” era único. Ao eliminar ele do computador, Rafoel fatalmente o eliminou de sua vida.

Master Of Puppets nunca mais foi o mesmo. De maneira alguma se tornou inferior, claro, mas com toda a certeza  se tornou menos mágico.

A falha num solo de guitarra mais para o final da música nunca mais será ouvida, mas Rafoel jurou para mim que tampouco será esquecida. Sempre que ouve o álbum e chega na parte onde deveria estar a falha,  Rafoel fecha os olhos tal qual um velho guerreiro em sua fortificação na costa da Nortúmbria relembrando de seus dias de glória quando era jovem, forte, rápido e temido. Rafoel se lembra da falha e sorri.

Infelizmente não pode ficar tanto tempo nessa nostalgia, pois por ser a última música do álbum, ele logo precisa escolher outra coisa para ouvir.

É o jeito de Rafoel lidar com problemas: escolhe o próximo com sabedoria e lida com ele.

 

 

 

Três Coisas 8

6 out

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                     Fé no pai que o inimigo cai.

Terrível como os nudes de um certo ator global e impiedoso como uma certa afta, o Três Coisas de número 8 sai da minha cabeça e toma forma.

1 . Pókemon Shuffle

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“Fã assíduo de Pokémon” não é algo que possa ser usado para me definir, mas sempre gostei. Não pergunte se chorei quando o Ash foi transformado em pedra naquele filme e não me obrigue a mentir.

Esse jogo surgiu na minha timeline do Twitter, fui dar uma olhada e pareceu promissor. Ontem mesmo capturei um Charmeleon, então a vida é bela.

As batalhas são no estilo Candy Crush, ou seja: você precisa fazer combinações para causar dano ao adversário. Ao ganhar a partida, você tem a chance de capturar o Pokémon que derrotou. Conforme for sua vitória, suas chances podem ser maiores.

Particularmente, só me empenho em capturar um Pokémon quando é um dos clássicos. Se bato o olho e não reconheço o Pokémon, jogo pra vencer (o segredo da vida é esse, afinal), mas sem firula.

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Joguinho divertido e que pode servir de entretenimento até Pokémon Go chegar. Tem pra Android, tenho quase certeza que já vi donos de iPhone jogando e não faço ideia se tem para Windows Phone. Talvez até publicar isso eu pesquise no Google e responda com certeza.

2 . Guerra Civil

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Eu estava devendo. Deveria ter lido Guerra Civil muito tempo atrás quando comecei a me interessar por quadrinhos.

Terminei de ler recentemente e me vejo na obrigação de dizer que esperava mais. Veja bem, não estou falando que não gostei ou algo parecido. Só esperava uma história mais sólida. Imagino que se lesse todas as mais de 100 edições que compõem a história, encontraria a tal solidez, mas nesse encadernado que li, por ser um compilado da trama principal, pareceu realmente estar faltando coisa.

Mas curti. Esperando o filme.

Escolhendo um lado.

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Minha consciência infelizmente me fez escolher o lado do Capitão América, mas segue o jogo.

3 . PodcasTimão

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Um podcast sobre o Corinthians. Simples assim e tão bom como parece ser.

Sempre fui um grande defensor do podcast como a grande mídia que irá dominar todas as outras e mais uma vez a vida nos prova que sempre estive certo nisso.

Descobri através do Qual é a Boa?, ouvi alguns programas e vou continuar.

Vai, Corinthians!

 

 

 

Três Coisas 7

16 set

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Quem me conhece, sabe.

Com a preguiça de quem está de férias e o desespero de quem vê a semana de provas chegando, o Três Coisas 7 está aí.

1 . Perdido em Marte

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Esse baita livro conta a história do astronauta Mark Watney que é dado como morto após rolar um acidente numa missão a Marte. Ele precisa sobreviver num planeta que não é muito hospitaleiro e não facilita em nada a sobrevivência de alguém. Tudo é difícil. Para ajudar, como ele está “morto”, a Nasa não planeja mandar algum tipo de ajuda.

O que mais gostei desse livro é que pra poder sobreviver, o Watney usa de vários artifícios científicos, mas por ele ser um personagem engraçado e pelo autor ser bom, não fica um negócio abstrato pra quem está lendo. Você pode não entender os termos técnicos que ele usa, mas vai entender o que ele quer dizer e fazer.

Terminei o livro lá pelas 4 da manhã enquanto ouvia Disco Music, gritava “SIM! É ISSO QUE EU QUERO QUANDO LEIO FICÇÃO CIENTIFICA! QUERO MAIS DISSO POR FAVOR!” e corri pra assistir mais uma vez o trailer para descobrir a data de lançamento do filme.

Sim, vai ter um filme. A data de lançamento está para 1 de Outubro de 2015 e o trailer está aqui:

Gostei muito do livro. Posso muito bem ter usado a palavra “excelente” quando fui convencer algumas pessoas a lerem ele. Acho que o filme tem potencial de ser bem massa. Estou confiante.

Nunca imaginei que diria isso, mas Mark Watney me mostrou que botânicos podem ser divertidos.

Toma essa, Neil Armstrong.

2 . Narcos

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Uma série massa da Netflix que conta a história do império que o Cartel de Medelin e principalmente o traficante Pablo Escobar fizeram em cima do tráfico de cocaína.

A série tem dois lados: o lado dos traficantes e o lado da polícia que quando não está comprada, deseja derrubar esse império todo.

Gostei bastante da primeira temporada. Foca bastante no Escobar (ele é o personagem principal), mas também dá bastante importância para outros personagens. Achei que a Colômbia retratada na série está muito bonita e nem precisaram colocar a Shakira em tela para que isso acontecesse.

Gostei do Wagner Moura como Pablo Escobar. A barriguinha dele foi o que acabou por convencer. Vi bastante gente falando que espanhol dele não ficou legal, mas como não falo espanhol, não incomodou e se ninguém tivesse falado eu nem teria pensado nisso.

Mesmo que a série fosse ruim e eu não tivesse gostado, ela já faria sua parte na contribuição para a humanidade ao nos dar essa imagem magnífica do Wagner Moura/Pablo Escobar fazendo cara de “eu sei o que você tem aberto naquela aba anônima”:

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3 . Saca la Muerte de Tu Vida – Esteban

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Ouvi esse álbum quando foi lançado e gostei, fui no show do cara e gostei também, mas ainda não tinha entrado na vibe do álbum, aí ontem o Tavares postou uma foto no Instagram autografando uns CDs e pensei “opa, acho que vou ouvir de novo”. Ouvi e parece que finalmente entrei na vibe. Massa.

Autografando e enviando!

Uma foto publicada por Esteban Tavares (@estebantavares) em

 

Fica aí a dica de um álbum massa.

 

 

Três Coisas 6

25 ago

TresCoisas01

Solos de guitarra não vão me conquistar.

Negro como a noite que não tem luar e doce como o café da minha mãe, o Três Coisas ganha sua sexta edição!

1 . Superman – Entre a Foice e o Martelo

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Essa é uma HQ que costuma estar em várias listas de HQs boas justamente pelo fato dela ser uma HQ e ser boa.

Não sou fã do Superman. Não nego a importância do personagem e não nego que sinto algo em meu peito quando vejo cenas como essa, mas em geral ficamos cada um de um lado e nos deixamos em paz. Depois de tanto ver elogios sendo tecidos a essa história e depois de pensar “orra, não é exatamente o Superman que você conhece, então pode ser uma boa”, resolvi ler. Gostei.

É uma história alternativa que conta o que teria acontecido se a nave que trouxe o bebê Kal-El até este planeta tivesse caído na União Soviética ao invés de cair em uma fazenda dos Estados Unidos. O homem com poderes de deus teria crescido num lugar completamente diferente, seria exposto a ideais completamente diferentes e uma parte do conceito de “certo e errado” seria completamente diferente para ele, certo? É disso que se trata a HQ.

Achei muito interessante, mas ainda continuo não usando camisetas com o S estampado nelas. Leitura recomendada.

2 . Campo Minado

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Nunca entendi a vibe das pessoas que ficavam jogando campo minado, mas talvez agora eu seja uma delas.

Minha namorada me ensinou a jogar, me fez baixar um jogo na Play Store e agora costumo jogar para passar tempinhos.

Também é muito útil se você não quer fazer amizades e quer que todos pensem “ah lá aquele cara estranho jogando campo minado, pqp, que babaca” quando te verem ou se você não está a fim de prestar atenção na aula de Estatística, pois seu colega bateu seu tempo após ele ter baixado o jogo por indicação sua.

Se for baixar no Android, recomendo o Minesweeper.

3 . Corrija erros nos seus posts

Não espere passar uma semana até corrigir os erros de pontuação ou digitação de posts da semana anterior ou você vai ter que escrever o post dessa semana e já logo corrigir um outro. E vai ter que aguentar seu amigo que corrige seus posts te enchendo o saco.

 

 

 

 

Três Coisas 5

18 ago

TresCoisas01

                     O destino é inexorável.

Belo como uma Integral e pendurado como um chaveiro, o Três Coisas de número 5 está devidamente publicado.

1 . Fallout Shelter

Vi alguém falando desse jogo um tempinho atrás e fiz uma anotação mental pra dar uma olhada nele depois. Essa semana fui atualizar algum app na Play Store, ele estava na página inicial e resolvi baixar. Nunca joguei Fallout, sei pouca coisa sobre o universo e decidi jogar assim mesmo. Com pouco conhecimento e ir aprendendo e descobrindo coisas conforme o jogo me obriga.

Você precisa montar e gerenciar um abrigo nuclear e existem várias pessoinhas que vão querer seu refúgio. Com isso, você vai montar um abrigo que deixe elas seguras, não dependa de nada externo e que seja legal. Ou não. Isso depende de você. No primeiro save, fui meio que fazendo tudo a moda caralha e quando percebi, todos estavam infelizes, tudo estava dando errado e tive que começar outro jogo, pois não estava aguentando a pressão de todas as pessoinhas infelizes com a vida que eu dei a elas. Eu tinha certeza que algum deles iria acabar se matando e eu seria o responsável.

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não é printscreen do meu jogo, não

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Por isso, se for jogar, preste atenção e tente colocar as pessoinhas para fazer coisas que a deixem mais satisfeitas e menos propensas a se voltar contra você. Estou usando esse jogo como parte do meu treinamento para ser rei.

Ainda não avancei muito, mas estou preocupado pois as pessoas pararam de aparecer na porta do meu abrigo. Li em algum lugar que tenho que montar uma torre de transmissão para dizer “Venham para cá! É legal, seguro e tem café no bule!” a outras pessoas que estão longe, mas meu abrigo ainda não está tão avançado tecnologicamente.

2 . Come Join the Murder

Esses dias acordei com saudade de Sons Of Anarchy e fiquei ouvindo essa música.

Se parar pra pensar, dentro dessa indicação há uma outra indicação que te diz para sentir saudades de SOA, mas é necessário que você assista a série para sentir saudades, então assista a série.

3 . Encontre disquetes antigos

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Mas tenha onde ler eles para saber quais imbecilidades você guardava.

 

 

“Disquetes antigos” é bem redundante, não?

 

Três Coisas 4

12 ago

TresCoisas01

                     Aerodinâmica num tanque de guerra 

 

Com os olhos brilhando de fúria na sala escura que se chama “Vida”, o Três Coisas chega em seu quarto episódio!

1 . B.B. King: The Life of Riley

Esse documentário foi indicado no episódio que os caras do Troca o Disco fizeram em homenagem ao B.B. King. As coisas que eles falaram desse documentário e principalmente o modo como eles falaram, me deixaram na vontade de assistir. Demorei um pouco e só assisti alguns dias atrás, mas valeu.

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2 . Beba água

Água é vida. Essa frase me lembra desenhos com giz de cera azul numa cartolina para algum evento aleatório da escolinha, mas é verdade.

Água é algo massa, bebo bastante e não só quando ela está misturada com cafeína.

Se achar que precisa, baixe um daqueles aplicativos que te avisam de algo que seu organismo até é capaz de fazer por conta própria, mas como você o acostumou mal, ele já perdeu toda a noção de sede.

3 . Them Crooked Vultures

Essa é certamente uma das melhores coisas que já indiquei aqui e por isso que a deixei por último. Será a indicaçãozinha de ouro.

Semana passada eu estava trabalhando enquanto ouvia um show do Led Zeppelin. O Celebration Day (recomendo, também, aliás). Em algum momento, parei momentaneamente de trabalhar e fiquei assistindo e o John Paul Jones me fez pensar “Ow, qual é a desse cara? Sei pouca coisa sobre ele.”. Como sempre faço quando não sei muito sobre alguém, recorri para uma fonte segura de informações chamada Wikipédia. Lá, num caminho louco de links, acabei chegando até Them Crooked Vultures.

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Adoro quando coisas assim acontecem. Fazem você ficar mais ligado na vida. Você está sem muita pretensão e então o universo te presenteia pela curiosidade e empenho.

Como os descobri através da Wikipédia, nada mais justo que ela os explique:

Them Crooked Vultures é um projeto de Hard Rock formado em 2009 por John Paul Jones (Led Zeppelin), Josh Homme (Queens of the Stone Age e Kyuss) e Dave Grohl (Foo Fighters e ex-Nirvana).

Deus. Parte de mim se odeia por nunca ter ouvido falar dessa monstruosidade em forma de banda. Já com lágrimas nos olhos, fui ouvir os caras e foi tão bom quanto poderia ser.

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O álbum está no Spotify e um amigo me falou que se você procurar, até consegue achar o álbum completo no Youtube, veja só. Eu curti, mas me conhecendo como eu me conheço, é óbvio que eu curtiria. Tem tudo ali para ganhar meu amor.

 

Enfim, sugiro atenção especial para as músicas “Elephants”, “Mind Eraser, No Chaser”, “New Fang”, “Dead End Friends”, “Scumbag Blues”, “Gunman”

Também dê uma olhada no canal deles, pois tem poucos, mas bons vídeos por lá.

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Sim, eu sei. Obrigado eu.

 

 

 

Três Coisas 3

5 ago

TresCoisas01

                     No supino reto, o céu é o limite. 

Um dia atrasado, mas contrariando as expectativas, estamos aí.

1 . Mil pessoas tocando Learn To Fly

Se você passou por alguma zona da internet na semana passada, muito provavelmente topou com esse vídeo já que assim como eu, muitas pessoas ficaram malucas e acharam isso foda.

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1000 jovens se juntaram e tocaram Learn To Fly do Foo Fighters. Foi o método que eles encontraram de chamar atenção da banda e assim, pedir um show na cidade deles.

Assisti esse vídeo umas 20 vezes logo no dia que saiu e todas elas fizeram o vídeo ainda melhor. Acho uma boa você assistir, também. Mesmo que seja mais uma vez.

2 . TVShow Time

Quem acompanha séries sabe que as vezes é complicado se manter atualizado. Tem muita coisa boa, mas o tempo é curto. Outra coisa complicada é quando você compra uma pizza, senta no sofá e não se lembra em qual episódio parou.

Não sei se ele resolve o problema da falta de tempo, mas tenho certeza que o TVShow Time vai te ajudar no segundo problema.

É um bom aplicativo em que você se cadastra, adiciona as séries que já assistiu ou que está assistindo. Você vai conseguir saber em qual episódio está, pode receber notificações de quando um novo episódio sair e pode ficar discutindo cada episódio com pessoas pelo mundo.

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Se não me engano, quando me cadastrei, fui adicionando minhas séries pelo site, pois era muita coisa e achei que seria mais fácil, então toma: tvshowtime.com.

Baixe o aplicativo, adicione séries e veja quanto tempo da sua vida você gastou fazendo algo que te faz feliz.

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3 . Falso despertar

É uma técnica de felicidade pela manhã. Digamos que você se chame Rafoel e deva acordar 7h. Coloque um despertador para 5h45. Só pelo prazer de acordar nojentamente cedo e ter o poder de simplesmente voltar a dormir.

 

Siga estas indicações e a vida será mais bela.

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