A Menina que Roubava Livros – enriquecendo lacunas e dores no pescoço

19 fev

Não sou especialista em cinema, mas tá complicado de entender filmes.

Assim como da última vez, não posso dizer que tenha prestado muita atenção ao que estava assistindo (muitas distrações e tal) e até pensei que não seria justo escrever mais um texto sobre outro filme que não foi assistido com atenção suficiente, mas acabei sendo convencido (ameaça) do contrário.

Nunca li o livro e o trailer me fez acreditar que a menina em questão passaria o filme todo roubando livros de fogueiras nazistas. Talvez eu tenha enriquecido as lacunas dessa história ao imaginar que ela faria todo um caminho de furtos até chegar na fogueira de livros pessoal do Hitler e então, daria um jeito de vingar algo ou alguém.

Mas não.

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Nada de pipoca média, latinha bonita de Coca-Cola ou algum velhinho tropeçando e caindo. Como sempre, tiveram comerciais, trailers e o filme começou.

Algo estava errado na tela, porém. A legenda estava cortada e teve que recomeçar.

“Putz, que chato, Rafa. Assistir comerciais e trailers duas vezes seguidas por um erro? Sinto muito.”

Não sinta, amigo. As consequências desse erro alheio foram bem boas e pagaria um pouquinho a mais no ingresso para que isso voltasse a acontecer.

Bom, na segunda vez estava tudo certo com a legenda e o filme esta pronto para ser assistido. Não sei o que está acontecendo comigo, mas venho sentindo dores pelo corpo após as últimas sessões. Como se eu tivesse ficado tempo demais em uma posição não muito confortável. Se for esse o caso, acho que valeu a pena.

O filme é legal. A menina se chama Liesel e bem no começo do filme é entregue a uma família adotiva. Aprende a ler e aprende também a importância que livros, e mais especificadamente as histórias dentro deles, tem de fazer as pessoas esquecerem por alguns instantes a realidade de guerra que vivem.

Uma oportunidade de escapar momentaneamente daquilo.

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Não é um filme muito feliz e o final consegue fazer até o mais bravo dos heróis (eu) sentir um nó bem pequeno na garganta e pensar “orra”, mas foi só. O meu medo de chorar era tanto que até precisei fazer um pacto (dessa vez, não com Satanás) para garantir minha segurança.

Juro que não chorei.

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Mesmo saindo de lá com o pescoço quase travado, a sessão foi bem massa. Proveitosa e tal.

Com a mesma coragem necessária para roubar um livro de uma fogueira ou de esconder um judeu em uma casa, dou incríveis e fantásticas 9 Xícarazinhas para A Menina que Roubava Livros.

9

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Se você vai apostar uma corrida em troca de um beijo, se certifique que vai ganhar a corrida. Ou apenas roube o beijo, sei lá.

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