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Dando choque em mendigos, explodindo carros e sendo influenciado

30 set

Jogar GTA San Andreas foi algo importante em minha criação. Antes de ser um jogo legal (não para uma criança, mas OK), era um mundinho onde eu poderia descarregar toda e qualquer faísca de ódio que eu em minha infância moleque poderia ter. Lembro que uma vez meu time no futebolzinho da escola não conseguiu jogar porque os míseros 30 minutos de intervalo acabaram (foi um dia triste para as menininhas bonitas que não puderam ver minhas habilidades futebolísticas) e quando cheguei em casa, liguei o videogame para explodir carros e pessoas de uma maneira que pudesse satisfazer meu ódio.

Era algo que funcionava.

Tenho uma certa criatividade que poderia muito bem ser usada para o mal, mas felizmente consigo limitar ela apenas ao incrível mundo virtual criado pela Rockstar.

Motivado pela má fase do Corinthians (a culpa não é apenas do Tite), pelo fim de Breaking Bad (gostei), pelo café diário que ficou fraco (acho que deveria ter colocado mais meia colher de pó) ou por um de meus Tratamentos de Silêncio (no momento, 12 estão em andamento) não estar funcionando como deveria, achei que seria legal explodir algumas coisas por Los Santos.

Eu já vinha planejando isso há alguns dias e sabia que se desse certo, seria massa. Roubei um carro que estava parado num estacionamento, dei uma olhada no mapa e fui em direção a um loja de armas. Lá, comprei o necessário: uma escopeta, um galão de gasolina, 25 unidades de C4, um lança foguetes e uma arma de choque (sempre muito útil). Saí da loja e já tracei uma rota em direção a uma rodovia que eu sabia ser muito movimentada. Precisava de mais uma coisa para o plano funcionar: um ônibus. Contei com a sorte e antes da metade do caminho já tinha abordado um ônibus, jogado o motorista no meio da rua e matado três passageiros.

GTA V é um jogo muito bem feito, a Rockstar caprichou em cada detalhe dele. Assim sendo, não é exatamente uma surpresa os pedestres agirem em desespero quanto percebem que alguém está colando bombas na lateral de um ônibus. Sabendo disso (sou experiente), levei o ônibus até debaixo de um viaduto onde moram uns mendigos e sem que ninguém visse (OK, talvez algum mendigo tenha visto e tenha sido acertado com a arma de choque por mim), colei 9 das C4 compradas na carroceria e mais 2 no teto do ônibus.

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Após ficar algum tempo apreciando a obra de arte da destruição que fiz, entrei no ônibus e dirigi até o destino final.

Como disse ali em cima, a rodovia é movimentada. Depois que cheguei nela e encontrei o local ideal, só precisei de alguns segundos até que uma fila de carros estivesse parada porque um maluco tinha travado todos as faixas com um ônibus. Dei uma distância que julguei segura, respirei fundo e acionei as bombas.

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Foi lindo. Aliás, tão lindo que fiquei admirando a explosão, esqueci de tirar a foto e quando me lembrei tinha helicóptero da polícia atirando em mim, então desculpe pelo V4C1L0.

~

Este blog e seu dono apreciam e incentivam a violência nos videogames. Desde que a pessoa tenha mais de 18 anos, não há porque questionar nada. E sim, jogos realmente influenciam as pessoas. Assim como o cinema, TV, livros, rádios e qualquer outra mídia que você conheça.

 

Cintada na locadora

19 ago

Era época de férias escolares e eu e um amigo acordamos cedo, nos encontramos na rua, contamos as moedas que tínhamos e fomos até a locadora. A locadora abria às 9:30hs da manhã e tivemos que esperar uns 10 minutos para o dono chegar e começar a abrir ela. Esperar esses 10 minutos não era problema algum. Era até uma espécie de ritual de preparação.

Sempre tinha um grupo de moleques com caras amassadas de sono e com moedas contadas no bolso esperando a oportunidade de jogar mais uma sagrada hora de videogame. Ficávamos conversando sobre como fazer gols de falta no Winning Eleven, qual o melhor código para o GTA: San Andreas ou qual o carro mais rápido no Underground 2. Preparávamos uns aos outros para o que estava por vir.

Lembro-me desse dia como uma das mais doces lembranças que tenho dessa fase “locadora” da minha vida.

A locadora foi aberta (ajudamos o cara a puxar os portões, aliás), entramos e fizemos uma fila na frente do balcão. Ele anotou nossos nomes, horários e jogos escolhidos. Preparou tudo e o ambiente explodiu em sons dos jogos, gritaria e barulho de salgadinhos de qualidade duvidosa sendo vorazmente mastigados.

Normalmente, quando o jogo escolhido era futebol, corrida ou tiro, eu e meu amigo dividíamos o mesmo console e juntávamos nossas moedas para conseguir mais horas de diversão, mas quando o jogo em questão era GTA: San Andreas, cada um ficava em sua tela e explodia, matava e barbariza o quanto quisesse. Isso era GTA.

Outros dos moleques estavam jogando futebol, outros Guitar Hero (quase certeza que a música era Sweet Child O’mine) e outros estavam jogando algum dos Medal of Honor. Éramos felizes, faceiros, estávamos nos divertindo e então aconteceu.

Um grito. Alto, com autoridade e raiva. Gelou cada dedo responsável por botões diferentes do joystick. Eu não tenho vergonha em dizer que senti medo ao ouvir o tal grito e ouso dizer que não fui o único. Era um grito de mãe.

calma mãe

calma mãe

Rapidamente, com habilidade e elegância, pausei o GTA e olhei para trás, lá na entrada da locadora. Com minha audição periférica (isso existe?), percebi que todos os outros jogos também foram pausados e o silêncio prevaleu, outra vez. Sim, era uma mãe. Felizmente, não a minha. O mesmo não pôde dizer um dos garotos que estava jogando futebol.

Com passos rápidos, pesados e precisos, a tal mãe foi até o tal garoto e o pegou pela gola da camisa. Feito o Zorro empunhando um chicote, ela lhe deu uma cintada nas pernas que tenho certeza que ainda hoje permanece a marca. Estava tomada pela raiva e continuou as cintadas. O garoto, com medo de apanhar mais, vergonha por apanhar na frente dos colegas e confusão por não saber o que fazer, nada fez e continuou apanhando. Acredito que no total tenha sido algo entre 17 e 21 cintadas. Não pude contar com perfeição porque estava preocupado por estar gastando minha hora na locadora assistindo um moleque apanhar de cinto da mãe ao invés de jogar.

Tão barulhenta quanto chegou, ela se foi e levou o filho junto. Não me lembro o que aconteceu com o videogame que ele estava jogando. Muito provavelmente foi desligado, mas há quem acredite que o espaço foi isolado e se transformou num monumento histórico.

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Dias depois ficamos sabendo que o garoto tinha acordado, pedido um dinheiro para a mãe no pretexto de ir comprar pão e usado o tal dinheiro para jogar um futebolzinho na locadora. Depois desse dia, sempre pedi dinheiro honestamente para meus pais.

 

Me esquivando de pirocadas

15 ago

Estava dirigindo (muito acima do limite de velocidade, confesso) pelas ruas da cidade e após algumas voltas sem sucesso, encontrei o que queria. Ela estava andando na calçada do outro lado da pista. Sem me preocupar em olhar para o retrovisor ou em colocar a vida de outras pessoas em risco, acelerei ainda mais o carro e passei por cima do canteiro central. Ela não percebeu a loucura que fiz.

Estava ocupada caminhando de maneira calma, mas ainda assim rebolando, de vestido curto, bolsa e salto alto. Desci do carro alguns bons metros atrás dela e para não chamar atenção, fui caminhando disfarçadamente em sua direção. Ela parecia estar com a mente em outro lugar, apenas isso explica o fato de não ter percebido minha aproximação. Estaria ela preocupada com o aquecimento global, com alguma prova da faculdade ou apenas pensando em uma maneira de se afastar de pessoas que gostam de Legião Urbana? Não sabia e nunca saberei a resposta.

Já muito próximo dela, me concentrei, mirei e lhe acertei um soco na nuca. Ela não estava preparada e caiu no chão. Se não fosse pelos implantes de silicone em seus seios, o estrago da queda poderia ter sido maior. Levaram-se alguns segundos até que ela se recuperasse e tentasse encontrar um significado para aquilo que estava acontecendo. Se levantou e ficou de frente para mim. Olhando no fundo de seus olhos, vi a surpresa e perplexidade se transformarem em ódio e compreensão. Ela entendeu o que estava acontecendo.

Conjurando (sério, até hoje não sei de onde ela tirou) uma piroca roxa e de uns 60cm, correu até mim feito um cavaleiro empunhando uma espada contra um inimigo e tentou me agredir com ela. Eu quase levei pirocadas, mas por sorte, sou bem dotado (opa) de conhecimento acerca de lutas de rua e assisti muito Rocky Balboa quando era criança. Me esquivei e me defendi das pirocadas o quanto pude e então, quando surgiu a oportunidade perfeita, ataquei.

Encaixei um soco lindo na cara dela. Mais um. Mais um. E mais um. Ela foi a nocaute e caiu no chão. Dessa vez, caiu desacordada e a piroca escapou de sua mão. Decidi finalizar aquilo. Me aproximei e pisei repetidas vezes em sua cabeça.

Assim que ela morreu, várias notas de dólares magicamente apareceram ao redor dela. É esse o preço de uma vida.

Eu estava jogando GTA: San Andreas e tinha matado uma prostituta.

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Wolverine: Imortal – garras, falta de cura e orientais bonitas

9 ago

Como sempre, dotado de elegância e sofisticação, eu estava a caminho do shopping. Odeio o shopping, mas o cinema de lá muito me agrada. Dessa vez, surpreendendo a todos, inclusive ao seguranças do shopping (abraços, Valdir e Juarez!) cheguei no horário certo e já fui direto comprar o ingresso. Acho que ganhei um sorriso maroto da atendente, aliás. Seguindo sempre o plano, comprei uma pipoca média e uma coca, entrei na sala e escolhi um lugar mais no centro. Assim como das últimas vezes, não estava tocando nenhuma música pré-filme. Sinto falta de esperar um filme começar ao som de Beatles.

Após trailers e comerciais, o filme começa. Era a hora de descobrir se Wolverine é realmente imortal.

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O último filme do jovem Logan não deixou lembranças muito boas a ninguém (tenho pesadelos todas as noites por causa do Origens: Wolverine), mas esse novo parecia ter acertado a mão. É um personagem com algumas boas histórias, mas a maioria dessas histórias não funcionariam no cinema. Elas são boas apenas nas HQs. Ainda acredito que verei o Wolverine na tela de um cinema rasgar um inimigo em pedaços sangrentos de miolos e vísceras.

Gostei do começo do filme. Não me refiro apenas ao ataque a Nagasaki. Gostei muito do Wolverine isolado do mundo, vivendo na natureza e mantendo um clima de parceria com os animais. Ele tem garras longas, os ursos devem ter percebido que não seria inteligente o enfrentar. Foi legal o ver junto com seus “iguais”.

Tentei, mas não consegui me convencer que a “imortalidade” (ele não é imortal de verdade) do Wolverine seja um fardo para ele. Deve ser difícil passar por tanta coisa, ver tantas pessoas queridas morrerem e continuar vivendo até sabe os deuses quando, com as próprias garras matar o amor da sua vida, mas não acho que seja o bastante para ele aceitar se livrar dessa “condição”. Por isso, sorri quando ele negou a oferta do japonês ex-parceiro de guerra.

Por outro lado, foi até interessante ver o Wolverine tendo que se preocupar com seus atos. Antes, era atacar e caso se ferisse, ele sabia que segundos depois já estaria completamente curado e pronto para outra. Agora, se ele fosse ferido, continuaria ferido.

Não gostei do clima do filme. Ficou com um clima muito de HQ e como disse ali em cima, as vezes isso não dá certo. Agora que paro para pensar, Os Vingadores é outro filme com muito clima de HQ, mas esse eu adorei. Acho que talvez tenha achado esse novo filme do Logan muito bobo em relação a algumas coisas. O vilão, por exemplo. Quase tive um AVC ao ver uma armadura de adamantium. E aquela doutora fazendo cover de Hera Venenosa? Por favor.

Achei que os ninjas iriam dar um brilho a mais para o filme, mas foram bem ruinzinhos. Se bem que a cena das flechas é bem boa. Poética, alguns diriam. Gostando do filme, mas achando que ele poderia ser bem melhor, dou 8 Xícarazinhas para Wolverine: Imortal.

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Alguns chorões reclamaram das mesmas 8 Xícarazinhas que dei para Homem de Aço, mas quem manda nessa porra sou eu. O Poderoso Chefão 3, grande filme e um clássico, ganha nota 8. Quem é o Superman para merecer notar maior que Michael Corleone? Os Corleone, ao menos, são elegantes.

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Reencontrando um velho amor

13 maio

A última vez que nos encontramos foi no final de 2007. Foi difícil, mas precisava ser feito. Por questões de qualidade, o fim era necessário. Por não conseguir ficar sozinho, comecei um relacionamento com a principal rival, mas eis que anos depois, nos encontramos e a chama de nosso amor se inflamou outra vez. Eu e a série Fifa estamos andando no parque de mãos dadas. Nosso amor ainda vive e estamos transando muito (gols).

<3

<3

 

Meus deuses, como eu sofri. Anos sem jogar + nunca ter jogado no Xbox: não sabia nem qual botão do controle usar para correr. Quase 12 horas de jogo depois, eu já estava jogando a nata do futebol. Mais dois dias de jogatina e eu já tinha sido campeão de um torneio qualquer e chegado a conclusão de que estava pronto para me aventurar no modo Carreira.

Para quem não sabe nada da vida, o modo Carreira é o modo do jogo em que você, jogador, controla e administra um time. Você escala os jogadores, cuida das negociações e é responsável por classificações. É lindo. É nesse modo que o amor acontece.

Eu, amante de desafios, escolhi um clube com um time mediano para gerenciar. Seria legal treinar um Chelsea, Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique ou o melhor clube dentre todos: Corinthians, mas futuramente, ficaria fácil demais e eu iria enjoar. Como disse, gosto de desafios e por isso, escolhi o time da Lazio.

Lazio's Hernanes, of Brazil

 O time tinha bons jogadores, mas de cara percebi que precisaria de reforços se quisesse brigar por títulos. Vendi alguns, comprei outros, empresteis mais alguns e no fim do período de transações, eu já tinha uma escalação melhorada. O campeonato italiano se mostrou mais competitivo do que imaginei e após batalhas sangrentas, estava brigando pela 8° (oitava) posição. Foi aí que aconteceu.

Fifa em toda sua grandiosidade, é um jogo muito bem feito e muito bem pensado. No modo carreira, quando um técnico vem fazendo um bom trabalho (não era exatamente o meu caso) ele recebe convites para treinar outros clubes e até seleções, veja só. Já tinha recebido alguns desses convites, mas os recusei sem problemas, mas quando a Inter de Milão te faz uma proposta, você precisa pensar.

Pensei sentado no sofá, pensei deitado no sofá, fiquei de pé no sofá e pensei, comparei escalações, me imaginei treinando a Inter, me imaginei nas baladas de Milão, imaginei os torcedores da Lazio desconsolados por serem abandonados por seu técnico, pensei nos jogadores chorando no vestiário, desliguei o videogame, tomei um banho e pensei, chorei pensando, fui dormir e pensei, acordei e tomei uma xícara de café enquanto pensava, liguei o videogame e percebi que não poderia aceitar. Não seria justo com o time da Lazio e nem comigo mesmo.

Eu queria desafios e ser o treinador da Lazio estava se mostrando uma tarefa desafiante. Com elegância e com todo o respeito ao time da Inter de Milão, recusei a proposta. A Lazio é meu clube e até que eu seja demitido ou campeão da Champions League (o que acontecer primeiro), não posso sair de lá. Eu dei minha palavra aos dirigentes e como todos um dia saberão, a palavra de Sir Rafael Felipe é de extrema importância.

Sabe aquele futebol moleque? O futebol de várzea? Aquele futebol maroto e de dois toques na bola? No Fifa, eu o domino.

PS: o Fifa 07 tinha algo de melhor que o Fifa 13: o de 2007 tinha uma música do Seu Jorge.

Tomb Raider: de sobrevivente a heroína

7 maio

Acho que só joguei uns dois jogos da série Tomb Raider e mais importante do que a história, gameplay, gráfico ou qualquer outra coisa,  eram os peitos da Lara Croft. Ela era uma mulher protagonista de um jogo jogado por um público 95% masculino. Nada mais justo que seus peitos recebem uma atenção dobrada dos programadores.

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Mesmo em seus primeiros jogos, em que a tecnologia não era das melhores e o gráfico dos jogos da época necessitasse de um certo arredondamento, o par de seios de Lara Croft roubava a atenção de todos. Com suas duas pistolas e sua pose de “mulher machona”, ela resolvia qualquer situação.

Os anos se passaram, a tecnologia evoluiu, os peitos de Lara continuavam importantes e alguém, gosto de imaginar que seja um anjo enviado diretamente por Deus, teve a brilhante ideia de rebootar a série e contar como foi a primeira grande aventura de Lara Croft. Sério, foi uma excelente ideia.

Se fosse bem feito, agradaria os velhos fãs, poderia ganhar novos fãs e ainda dar uma humanizada na personagem. Tirar a pose de “mulher-macho-resolvo-tudo-sou-foda” e deixar a personagem mais real. Algo parecido com aquilo que o Nolan fez nos filmes do Batman.

Fizeram o jogo e deuses os abençoe, acertaram.

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Desde o dia de lançamento eu tenho visto excelentes comentários sobre o jogo. Como estava ocupado zerando Gears of War e vivendo no mundo de Skyrim, demorei para comprar o novo Tomb Raider. Duas semanas atrás, comprei e entendi o que todos estavam dizendo: o jogo é incrível.

A história é bem contada e interessante, a jogabilidade é fluída e fácil de se dominar, a personagem é boa (muito boa) e faz com que você se importe com ela, os inimigos são maus e é ótimo matá-los.

No começo, a Lara escorrega, caí e se corta, esbarra em algo e se machuca, vai realizar um golpe contra um inimigo, calcula errado e erra, toma decisões precipitadas acaba piorando as coisas… Lembram daquilo que falei sobre a personagem, antes desse jogo, ser uma mulher durona que resolve qualquer coisa? Bom, ela ainda não é essa mulher.

Ela é apenas uma garota de vinte e poucos anos que acabou tendo que se virar praticamente sozinha em uma ilha deserta cheia de inimigos. O jogo dá a entender que ela já teve algumas aulas de sobrevivência e apesar de tudo, ela é uma Croft, então na dificuldade, ela dá seu jeito e se vira.

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Ao término da primeira missão, ela está ferida, suja, perdida, assustada, sentada ao lado de uma fogueira precária e eu acabei me perguntando como diabos aquela garota, aparentemente frágil, iria se tornar a Lara Croft. Depois de umas boas horas de jogo, eu obtive minha resposta.

Eu me preocupei com a menina Lara. Eu passei pelas dificuldades junto com ela. Eu enfrentei alcateias de lobos junto com ela. Eu cacei cervos junto com ela. Eu matei bandidos que, sem pensar duas vezes, a matariam ou a estuprariam (talvez as duas coisas, não necessariamente nessa ordem). Eu escalei montanhas, explodi coisas e desvendei mistérios, tudo isso, junto com ela. Juntos, eu e Lara, vivemos uma aventura. Eu, dessa vez sozinho, presenciei o nascimento de uma sobrevivente.

No final do jogo, ela ainda é aquela garota de vinte e poucos anos, mas já um pouco mais amadurecida e experiente, cheia de cicatrizes e pronta para fazer o que for preciso. Dentre as armas do jogo, dei preferência ao arco, mas em uma das cenas finais, após derrotar um oponente, ela se abaixa no chão e pega algo: uma pistola. Naquele momento, pela primeira vez, Lara Croft aparece com duas pistolas, uma para cada mão que, depois dos peitos, é sua marca registrada.

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O jogo é excelente e vale a pena ser jogado. Eu me diverti com ele e gostei dessa nova Lara Croft. Ela é tão capaz quanto a outra e muito mais gatinha.

DICA: quando você jogar e for caçar cervos, use o arco e escolha uma flecha explosiva. É lindo mirar no coitado do cervo e explodi-lo em seguida.