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Coisas velhas e coisas novas

21 jul

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Certamente minha ausência não passou batida para a imensurável horda de pessoas que lê esse blog. Eu poderia enumerar vários motivos que me impediram de escrever nos últimos tempos, mas a coisa que mais gosto do domínio besteirasecafeina.com.br é que não tenho obrigação alguma com ele, então não preciso fazer isso.

OK, até tenho obrigação com o pagamento da hospedagem e etc, mas já que agora não é um pagamento mensal, não tenho a mosquinha da responsabilidade zumbindo no meu ouvido todo começo do mês.

Para todos os efeitos eu não estava escrevendo muito pois estava ocupado demais flanqueando o exército do Estado Islãmico, coletando dinheiro para o bolão de quando o Pelé irá morrer, fazendo as contas de qual seria o placar se Brasil e Alemanha ainda estivessem jogando ou alguma outra coisa tão importante quanto.

"entende"

“entende”

 

Mas voltei. E com novidades.

Juntando a fome e a vontade de comer (automaticamente envelheci 34 anos só de ter usado essa frase), decidi usar de uma das minhas maiores habilidades para criar coisas para esse blog. Não é sabido por todos, mas entre as vielas sujas do submundo da vida, sou conhecido por nunca ter indicado algo ruim.

Isso mesmo. Nunca uma indicação abaixo de “sensacional”. Sou praticamente uma máquina projetada pela Skynet para indicar boas coisas, deixar os seres humanos felizes aproveitando as indicações formidáveis e despreocupados o bastante para não conseguir se defender do ataque que antecede a revolta das máquinas. O plano é brilhante.

Por isso pensei em postar indicações aqui. Não necessariamente indicações de uma determinada categoria, mas um mínimo de conhecimento sobre mim já é o bastante para saber que vou acabar sempre indicando algo relacionado a The Office, café ou cochilo.

Por algum motivo, achei que 3 indicações por vez seria um bom número e criativamente, decidi chamar o negócio de “3 Coisas”. Sim.

Então é isso aí. Vai ter um post com indicações a cada X* dias.

Vou publicar isso aqui e vou começar a escrever o primeiro Três Coisas. Aliás, estou pensando em fazer algo meio “1.Três Coisas = 3 Coisas” no título. No caso, o “1” representaria que é a primeira vez que posto isso. Aí nos próximos poderia fazer “2.Três Coisas = 6 Coisas” e assim por diante, pois sou um cara muito engraçado e não consigo guardar essas coisas só para mim.

O mundo preciso sofrer junto.

 

* X = ainda não escolhi a quantidade de dias, então vou deixar você na expectativa.

 

 

Finais interpretativos

9 jan

 

Lembro de não estar entendendo muito bem o motivo das pessoas estarem discutindo vorazmente o final de Inception e de darem tão pouca atenção ao restante do filme. Baita filme massa e a galera só queria saber sua opinião sobre o final. Como se o restante do filme não tivesse importância sem um bom final.

De certa forma, é compreensível. Quantos filmes e quantas séries (Lost, estou olhando pra você) não tiveram seus brilhos reduzidos pelo final ter sido inferior a todo o resto? Hoje reconheço essa importância, na época nem tanto.

“A cicatriz não incomodara Harry nos últimos dezenove anos. Tudo estava bem.”

As histórias precisam de um fechamento e as pessoas precisam de um final. É inconcebível terem assistido Inception, curtido o filme e ficarem em dúvida com o final. Elas precisavam de um final definitivo e o filme não deu isso a elas. Por isso precisavam discutir. Precisam mostrar seus pontos, discordar de argumentos contrários ou até mesmo se convencerem por outra pessoa. O filme precisava de um final.

Lembro de ter assistido, curtindo muito, chegar no final, ver a cena do peão rodando, entender o que significava ele não cair e começar a torcer para o maldito cair logo antes que a cena acabasse. A cena acaba com o peão ainda fazendo o que peões normalmente fazem.

A cena não te dá certeza alguma, você precisa fazer o final. Odiei o Nolan por isso, mas aceitei o desafio e fiz o que ele propôs. Pra mim, o peão cai. Foi o final que escolhi. O Rafael de 10 anos no futuro pode escolher outro final. Ou o Rafael de 10 anos no futuro pode ter tanto dinheiro a sua disposição que estará se divertindo tanto pelo mundo que nunca mais pensará nesse filme.

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o rafa do futuro

 

Acabei passando a imagem de não gostar desses finais interpretativos, mas veja só, acho que preferia ter tido mais um deles.

Em Batman – The Dark Knight Rises, o filme acaba com o Batman, até então, morto e com o Alfred passando umas férias longe de Gotham. O Alfred está tomando um café e em algum momento ergue a cabeça, olha para a frente e vê algo que prende sua atenção. Eu provavelmente teria explodido e jurado ódio eterno ao Nolan (sempre ele), mas o final seria formidável se acabasse nessa cena. Diferente de Inception, ele preferiu continuar e não deixar dúvidas. Fez questão de mostrar o Bruce Wayne também tomando um café um pouco mais a frente do Alfred. Mesmo se o Bruce não aparecesse, você iria saber o que significava aquela expressão no rosto do Alfred e na real, não mudaria nada, mas de alguma forma, fez toda a diferença.

Tem um Nerdoffice em que o Jovem Nerd comenta sobre isso:

(pule para 13:01)
 

Estou falando desse negócio de finais interpretativos porque hoje (quando comecei a escrever esse post) lá pelas 2 da manhã minha namorada quis discutir o final de A Piada Mortal e acabei pensando em tudo isso por consequência.

Não sei se gosto de finais interpretativos, mas ainda assim sou obrigado a lidar com eles e meu jeito é sempre o jeito certo, então só para constar:

Inception: peão cai.
Batman – A Piada Mortal: Batman mata o Coringa (e sim, a Barbara Gordan é estuprada).
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ABS!

 

Metallica cavalgando um Iron Horse

30 jun

Não é segredo em lugar algum do mundo que gosto do Metallica. Acordo todo dia pela manhã e a primeira coisa que me pergunto é: Master Of Puppets ou Black Album? Geralmente, a resposta é Black Album, pois é um album nada menos que sensacional, mas Master Of Puppets, igualmente sensacional, também ganha bastante essa disputa.

As vezes acordo meio estranho e simplesmente escolho Ride The Lightning.

Hoje, numa dessas selvagens e desconhecidas estradas da internet, conheci o Iron Horse. A banda existe a alguns anos e toca Bluegrass (um determinado gênero da música country). A banda é formada por quatro caras e eles curtem tocar covers de várias bandas. Acho que até gravaram um CD com músicas autorais, mas não é sobre isso que se trata esse post.

Eles gravaram dois CDs tocando músicas do Metallica. O Fade to Bluegrass 1 e o Fade to Bluegrass 2.

Algumas músicas, como era de se esperar, ficaram bem diferentes das originais, mas ainda assim o resultado foi bom. Outras músicas não ficaram tão diferentes assim e essas são as mais massas.

Separei algumas.

Enter Sandman

Master Of Puppets

The Unforgiven

One

For Whom The Bell Tolls

Nothing Else Matters

Welcome Home (Sanitarium)

Hero Of The Day

The Memory Remains
 

Fade To Black

Fuel

 

Desculpe, mas não pude deixar de fazer essa piadinha ordinária no título do post.

 

 

Coletânea do Dia dos Namorados 2014

12 jun

Ainda não descobri se vai ter realmente ter copa, mas Dia dos Namorados vai ter, sim. E como já se tornou tradição, é preciso que tenha uma coletânea de músicas formidáveis feita por mim. Essa tradição começou lá em 2012, se firmou em 2013 e chega em sua melhor forma agora em 2014.

CAIXA CD 2014

 


 

Morango do Nordeste – Lairton

Apesar de colher
As batatas da terra
Com essa mulher
Eu vou até pra guerra (se vô!)

Ai, é amor
Ai é amor
É amor!


Eu Amo Você  – Tim Maia

Eu amo você, menina
Eu amo você!
Eu amo você, menina
Uh! Uh!
Eu amo você!


 

Amor Virtual – Sampacrew

Como é que eu pude assim
Gostar de alguém
Que só vejo de longe
E nunca beijei
Foi como uma luz
Forte atração
Foi como ver o sol
Em plena escuridão


 

Glory of Love – Peter Cetera 

I am a man who will fight for your honor
I’ll be the hero you’ve been dreaming of
We’ll live forever knowing together
That we did it all for the glory of love


 

So Far Way – Dire Straits

And I get so tired when I have to explain
That you’re so far away from me
See you’ve been in the sun and I’ve been in the rain
And you’re so far away from me

You’re so far away from me
So far I just can’t see
You’re so far away from me 


Menina Veneno – Ritchie

Menina Veneno
O mundo é pequeno
Demais pra nós dois
Em toda cama que eu durmo
Só dá você, só dá você
Só dá você!
Yeh! Yeh! Yeh! Yeh!


 

Nothing Else Matters – Metallica 

So close no matter how far
Couldn’t be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don’t just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

 

Pareço legal, mas ainda preciso comprar o presente da minha namorada.

 

Axl Rose errou ao driblar a morte?

23 maio

Esse post, o blog em que ele foi originalmente publicado e a pessoa que o escreveu não querem, de maneira alguma, deixar a entender que desejam a morte do Axl Rose.

Somos formidáveis, mas não o bastante para julgar merecimento de mortes alheias. 

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Como minhas professoras de Português faziam questão de repetir, uma boa história precisa de um início, um meio e um fim. A vida, também.  A diferença é que a vida é uma vadia cruel e sem coração.

Nada pode ser perfeito para sempre. Se pudesse, o Paulo André ainda seria zagueiro do Corinthians, Cliff Burton ainda seria baixista do Metallica, Alexandre Pires jamais teria saído do Só Pra Contrariar e o café jamais esfriaria na xícara enquanto você se esforça para manter um ritmo na escrita de um post sobre a decadência de um vocalista de hard rock. A vida também não é justa. Se fosse, Space Jam seria considerado um filme tão bom quanto O Poderoso Chefão, eu não sofreria com falta de espaço em disco no celular, minha melhor cadeira não estaria quebrada e não teria copa.

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Em O Cavaleiro das Trevas (segundo filme da trilogia Batman que o Nolan fez), algum personagem que não me lembro exatamente qual (talvez o Batman, mas acho que o Duas Caras), manda a frase:

Ou você morre como herói, ou vive o bastante para se tornar vilão.”

É uma boa frase, sim e em algum momento da minha vida na internet, vi alguém aplicando essa frase a vida do Axl Rose. Achei um pouco forte, mas não pude me impedir de pensar nisso. Com o passar do tempo, a frase voltava a aparecer na minha cabeça a cada apresentação que eu assistia daquele cara que um dia tinha sido o Super Axl Rose. Deixarei essas duas aqui como exemplo:


Ambas as apresentações são de shows que o Guns N’ Roses fez no Brasil no começo desse ano.

“Ah, mas ele nem está TÃO ruim assim…”

Até está, mas como ele já esteve muito pior, acabamos dando um desconto.

Você pode vir com a desculpa de que “ele poderia não estar num bom dia”, “é normal que ele não esteja mais na mesma forma que o Axl Rose no auge da carreira” e “tirando a parte da dancinha, é aceitável”, mas não. Nenhuma desculpa será aceita aqui. Esse post foi pensado e construído com o objetivo de julgar e refletir sobre a vida.

Hipoteticamente, se ele tivesse morrido logo após o fim da turnê Use Your Illusion (uma baita turnê, aliás) que o Guns fez , hoje o amigo Axl Rose seria considerado um deus maior que qualquer outro. Pense só: o vocalista de uma das maiores bandas da atualidade, jovem, no auge da carreira, amado mais do que tudo pelas fãs e de shortinho colado. Caras, uma nova Bíblia seria escrita com Axl Rose no lugar de Jesus Cristo e atrás da cruz, estaria o Slash tocando o riff de Sweet Child O’mine enquanto pessoas amarravam bandanas na cabeça.

Um anjo de cabelos loiros, shortinho colado, rosto de menina e muito marra.

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Mas não. A vida seguiu, para ele e para nós. A morte não aconteceu e no lugar dela, as fiandeiras teceram uma linha cinzenta na vida do Axl Rose.

Fica aí o questionamento: vale a pena se tornar uma sombra do que um dia já foi? Uma lembrança puída? Devemos apenas aceitar a decadência humana e sermos felizes? Morrer como herói ou se tornar vilão?

A verdade é que eu ainda seria capaz de ir num show do Guns N’ Roses. Mesmo que apenas para ficar gritando “Coloca o shotinho! Coloca o shortinho, Axl!” do lado do palco.

 

Aposto que ele come a bundinha

7 out

 

– Minha costa está doendo. Já lido com a ideia de perder o movimento das pernas.

– Vai contratar um negão para te carregar por aí?

– Talvez.

– É, parece algo que você faria em casos como esse.

– OK, entendo seu ponto, mas devo dizer que existem outras coisas que eu faria se deixasse de andar.

– Tentar dar drift com a cadeira de rodas?

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– Ah, claro! Mas digo, OUTRAS coisas.

– Seja mais específico, por favor.

– Eu rasparia a cabeça.

– Você perde os movimentos das pernas e decide raspar a cabeça? Estranho.

– Não é estranho. Seria uma homenagem ao Professor Xavier.

– Aquele que curte chupar o Magneto?

– Não há evidências desse possível caso entre eles!

– Ah, mas ele curte. Você quer ser parecido com ele porque quer curtir, também?

– Não.

– Tudo bem. Ei, tenho uma dúvida.

– Diga.

– Se você ficar numa cadeira de rodas, posso enfiar uma vassoura entre as rodas e travar elas apenas para te infernizar?

– Pode, vai ser legal.

– Sim. Acha que o magneto tentava travar as rodas da cadeira do Professor Xavier?

– Não, acho que não.

– É, ele deveria usar o cabo de vassoura para outras finalidades.

– Qual é seu problema?!

– Bom, a impunidade pelo assassinato do MC Daleste é o principal deles.

– Entendo.

– Minha namorada estar saindo de madrugada pra dar lancinho com outro cara, também é um problema. Em menor escala, porém.

.

– Entendo. Sempre te disse que essa vagabunda não era de confiança.

– Eu sei, mas ela tem uma bundinha legal.

– Bom argumento. Será que o cara é um negão?

– Não basta ele comer minha namorada e agora você quer que ele te carregue por aí no caso de você perder o movimento das pernas?

– Entendo sua revolta, mas ele pode ser um cara legal. Não o julgue apenas por ele comer sua namorada.

– Cara, eu só julgo 3 tipos de pessoas: quem vai de abadá para a academia, quem é otaku e quem começa a comer coxinha pelo biquinho.

– Justo. Aposto que ele come a bundinha.

– A bundinha da coxinha?

– Não, da sua namorada.

 

Coletânea do Dia dos Namorados 2013

12 jun

Mais uma vez, Dia dos Namorados.

Não precisa ser uma pessoa muito atenta para perceber que as pessoas mudam com a proximidade dessa data. O desespero é muito comum, seja por um presente ideal, por alguém ideal, por estar sofrendo por alguma pessoa, por ser gorda e chata e não ter ninguém, o desespero de terminar posts do dia dos namorados antes de acabar o dia dos namorados, o desespero por fazer a melhor piada do dia dos namorados no Twitter, o desespero de não conseguir fingir que não se importa com essa data (cara, todos sabem que todo ano você chora), o desespero de conseguir agradar suas 6 namoradas e ainda manter o sigilo e por aí vai.

Nesse ano, estou desesperado em fazer alguém chorar.

Há semanas que venho separando boas músicas para essa coletânea e apenas dois dias atrás, percebi o quão fantásticas elas são. Não me importo com sua situação, esteja namorando ou não, meu objetivo é te fazer chorar igual a uma menininha após cair de bicicleta no asfalto, ralar o joelho e arranhar a bicicleta rosa. No fundo, é esse o objetivo do Dia dos Namorados: fazer as pessoas chorarem.

Selecionei o puro creme do milho verde das músicas românticas. Apenas o que há de melhor está nessa lista (faltou Alexandre Pires, mas ele já estava na lista anterior, desculpe).

Pegue em minha mão, deixe uma caixa de lenços ao seu lado e venha ouvir a mais uma coletânea de Dia dos Namorados.

CAIXA CD 2013

 

cupido

Love Is In The Air –   John Paul Young

Manja quando você vai na padoca™ e no caminho vê casais de velhinhos dando uns amassos, crianças andando de mãos dadas e sorrisos bobocas no rosto, mendigos fazendo um origami maluco com jornais velhos e entregando um cisne para suas companheiras, a menina bonita que te atende na padoca™ fica trocando olhares marotos com a menina um pouco menos bonita da fila, na volta pra casa cachorros e gatos se amam (sim) e você sente que algo de muito errado há com o mundo? Então, o amor está no ar.

Love is in the air, everywhere I look around
Love is in the air, every sight and every sound
And I don’t know if I’m being foolish, don’t know if I’m being wise
But is something that I must believe in
And it’s there when I look in your eyes

 

cupido

Love of My Life – Queen

E quando AQUELA pessoa termina tudo, some nas curvas nervosas da vida e te deixa sofrendo mais que um padre capturado por bárbaros nórdicos (pagãos) na invasão a Nortúmbria? Não é de hoje que cito Queen nesse blog e formidáveis como são, sempre os citarei.

DICA: conheça a verdadeira faceta do amor aos 3:54 de video. Os olhos dela! Ela ama!

Love of my life, you’ve hurt me
You’ve broken my heart,
And now you leave me.
Love of my life, can’t you see?
Bring it back bring it back,
Don’t take it away from me,
Because you don’t know
What it means to me

cupido

Always – Bon Jovi

Ah, então tua mina, o amor da sua vida, te trocou por outro? OK, cara, é chato, mas não há nada que posso ser feito, certo? ERRADO! Lute por ela, homem! De início, não fisicamente (nem no fim, por favor).

Faça o que precisa ser feito e diga o que precisar ser dito (não minta, mano). Peça uma chance a ela e não a desperdice, imbecil.

And I will love you, baby, always
And I’ll be there, forever and a day, always
I’ll be there till the stars don’t shine
Till the heavens burst and the words don’t rhyme
I know when I die, you’ll be on my mind
And I love you, always

cupido

Careless Whisper – George Michael

Mais um que levou um soco bem dado na boca do estômago pelo Amor. O mais interessante é a metáfora com a pista de dança. Ele perdeu não apenas a amada, mas também uma parceira de dança. Sem ela, como ele irá dançar? Coitado, irá procurar uma parceira de dança qualquer e perderá o amor pela dança. Ou pela vida?

I’m never gonna dance again
Guilty feet have got no rhythm
Though it’s easy to pretend
I know you’re not a fool

cupido

Mania de Você – Pepê e Neném

OK, temos uma situação interessante. Pepê ou Neném (talvez as duas, sei lá) querem outra vez. Estariam elas, lindas e bombadas, carregando a bandeira dos casais reincidentes? É uma boa ideia? Não sei, mas com Pepê e Neném é melhor pensar duas vezes.

Olhos nos olhos
Boca na boca
Que coisa louca
A gente rolar outra vez

Baby, me chama
Me leva pra cama
E diz que me ama
Pelo menos uma vez

cupido

Still Loving You – Scorpions

Aparentemente, pessoas terminarem o relacionamento e se arrependerem é algo corriqueiro (melhor palavra). Li em algum lugar (num muro, talvez), já há algum tempo, que muitos casais curtem copular ao som dessa obra-prima do Scorpions. Será se essas pessoas são casais reincidentes ou apenas pessoas que curtem uma musica maneira nos momentos de peladice?

If we’d go again
All the way from the start
I would try to change
The things that killed our love
Your pride has built a wall, so strong
That I can’t get through
Is there really no chance
To start once again
I’m loving you

cupido

Listen To Your Heart – Roxette

É triste, mas até os maiores amores, ás vezes, são destruídos. Por exemplo, acabei de me lembrar do quão feliz era com meu SNES e de quão triste ele ficou quando comecei a jogar Crash no Playstation. Nosso amor terminou ali e recomeçará em breve.

Todos concordam que Roxette é bom para se ouvir após levar um pé ou coisa parecida, mas o que pode ser feito? As musicas são boas.

Listen to your heart
When he’s calling for you
Listen to your heart
There’s nothing else you can do
I don’t know where you’re going
And I don’t know why,
But listen to your heart
Before you tell him goodbye

cupido

Colo de Menina – Rastapé

Eis aqui um exemplo de alguém que está se iniciando nesse mundo cheiroso, colorido e cruel. Está deixando o colo da mãe para pouco a pouco ir se encaixando no colo das meninas bonitas. Poucos sabem, mas um bom xote™ deixa as novinhas eriçadas.

E tento sair dessa rotina
Não quero não
Colo de mamãe
Só quero colo de menina
E pouco a pouco
Conquistar teu coração

cupido

Wicked Game – Chris Isaak

OK, a brincadeira acabou. “Wicked Game” é coisa séria. Ninguém com um mínimo de amor no coração resiste a essa música. Enquanto escrevo esse post, me apaixonei verdadeiramente por cada palavra. Tenho certeza que já ouvi essa musica em filmes, série e até novelas, mas para mim, ela sempre será a música que toca quando Ross e Rachel fazem AQUILO.

Essa música mexe com as pessoas.

The world was on fire and no one could save me but you
It’s strange what desire make foolish people do
I never dreamed that I’d love somebody like you
And I never dreamed that I’d lose somebody like you

cupido

Sinônimos – Chitãozinho & Xororó e Zé Ramalho

Fecho essa fantástica coletânea de músicas românticas com a mensagem de: no amor, você ama ou você sofre. Se pensar bem, as chances são melhores do que jogar na loteria, então, porque não arriscar? Se o Zé Ramalho com sua poderosa voz diz isso, deve estar certo.

E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

cupido

Como mensagem final, lhes explico o que é o amor:

DFDFD

<3

 

 

 

 

Monstro consumidor de séries

10 abr

Por idiotice ou genialidade, quando estou comendo uma comidinha feita com amor e abençoada pelos deuses com o dom da gostosura, inconscientemente ou não, vou deixando um pedaço que julgo ser o mais saboroso para o final. Sei que vai acabar, mas quero que acabe com estilo. Quero fechar os olhos, colocar a garfada final na boca e sentir a presença de anjas nuas dançando ao meu lado.

A garfada final de The Office está chegando e já quase consigo ver os peitos das anjas.

A cerca de um mês atrás, The Office não tinha muita importância para mim. Era apenas a série que muita gente dizia ser engraçada. Assisti o episódio piloto e em menos de 15 dias já tinha assistido 8 temporadas da série e chegado em sua temporada final.

Baixei 17 episódios já lançados da season finale e os assisti com calma e aproveitando cada segundo. São os episódios finais, afinal, não posso simplesmente assisti-los em RMVB ou de forma selvagem. Não, os episódios finais de uma boa série merecem ser tratados feito o pedaço final de lasanha: saboreando.

Desde meus 5 anos de idade que não tenho tanto tempo de sobra. No momento, minhas obrigações diárias consistem em tomar um banho, ir na academia e postar alguma coisa nesse blog. Na maioria dos dias, apenas tomo banho e gasto meu tempo com coisas menos produtivas do que escrever besteiras ou exercitar meus músculos.

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Com essa boa quantidade de tempo de sobra, assumo que perdi o controle e The Office ganhou muito espaço. Não é comum alguém assistir tantos episódios em tão pouco tempo. Mesmo que os episódios de The Office tenham, em sua maioria, uns 20 minutos, não é normal.

Tenho a sensação de que mesmo assistindo os episódios de uma forma alucinada, não aproveitei The Office como deveria. Friends, por exemplo, como eu estudava e trabalhava na época que comecei a assistir, só poderia me dar ao luxo de assistir uns 2 episódios por dia. Tudo bem que tanto Friends como The Office não são séries que você precise pensar e teorizar sobre a história que as cerca, mas é legal sentir falta da série ou de um ou outro personagem.

Pretendo assistir The Office mais uma vez (e logo), mas farei com calma. Intercalando um episódio de The Office com dois episódios de Friends, assistindo um de Arrow e outro de Vikings, tirando um cochilo, bebendo uma xícara de café e assistindo mais um pouco The Office.

É estranho pensar que em poucos dias consumi um material que levou 8 anos para ser produzido e que já estou acompanhando a série “ao vivo”. Talvez eu deva repensar minhas horas vagas.

 

Comecei a ouvir Queen e já me sinto uma rainha

9 abr

Há algo que os ingleses não são bons? Eles tem um país bonito e com uma excelente história (Crônicas Saxônicas me ensinou essa história), são conhecidos por suas excelentes comédias e seus notórios pubs, podem até não ter criado o futebol, mas são responsáveis pelo soberbo esporte que ele é hoje, são elegantes e as inglesas são bem bonitas, eles tem Sherlock Holmes e até James Bond. E não contentes em ser um dos poucos países ainda com uma rainha, eles tem o Queen.

Em minha busca incessante por novos sons, “descobri” essa banda que, aparentemente, o mundo inteiro já conhece. “Queen” sempre esteve presente nas perigosas estradas da vida e eu que fui tolo por nunca ter tirado uns minutos para ouvi-los.

Talvez por intermédio dos deuses, aos poucos fui assistindo videos no Youtube de shows deles. O começo foi “Bohemian Rhapsody”, claro. Depois de uma boa quantidade de videos, tomei vergonha na cara, fui até uma locadora aqui perto de casa, a Pirate Bay, e aluguei uma semente com 35 das principais músicas da banda. Desde então, a arcada dentária peculiar do Freddie Mercury não para de falar coisas bonitas em meus ouvidos.

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Me surpreendi ao descobrir que a autoria de algumas músicas que já tinha ouvido em qualquer outro lugar, era deles. “Another one bites the dust” está em Homem de Ferro 2, por exemplo. Tenho certeza que “Under Pressure” é usada em algum comercial. “Crazy Little Thing Called Love” já foi tocada em alguma novela na Globo e colocaria minha mão direita no fogo se estiver errado.

Conheci outras músicas  muito boas, também. Recebi olhares tortos por ficar cantando “Made in Heaven” no ônibus e “I want it all” é uma musica interessante para se ouvir enquanto está fazendo supino.

Pearl Jam ainda é minha maior descoberta por conta própria, mas Freddie Mercury, seu bigode e o restante dos integrantes do Queen continuarão por algum tempo em minhas playlists. Feito um bardo em busca de aventuras, minha busca por boas bandas continua.

Ouvir Queen se mostrou uma ótima experiência. Se você é tolo como eu fui e nunca parou para ouvir essa banda gostosa, você deve fazer isso. Confie em mim, você vai querer Freddie Mercury cantando com sua voz sedosa em seu ouvido.

não me olha assim, cara

não me olha assim, cara

 

Me pergunto a quantidade de boas bandas que estão por aí e eu nem sei da existência delas. Creio que gordos devam pensar algo parecido com isso em relação a comida ou “Jeferson’s” devem pensar algo parecido em relação á tráfico de drogas ou peixes devem pensar algo parecido em relação a água ou até a galera que faz cosplay deve pensar algo parecido em relação a deixar os outros com vergonha.

“I want it all”

 

A cobertura internética de mortes famosas

6 mar

Hoje, dia 6 de Março de 2013 foi um dia daqueles nessa internet que tanto amo. Em menos de 24 horas, tivemos duas mortes famosas.

A primeira, foi do até então presidente venezuelano, Hugo Chávez. A notícia caiu em minhas mãos ainda no começo da noite do dia 5. A segunda morte, não menos polêmica, foi a do vocalista do Charlie Brown Jr, o Chorão, encontrado morto em seu próprio apartamento. Essa segunda morte, pegou muitos twitteiros (eu neles) ainda dormindo.

Por mais triste e doloroso que seja, as pessoas morrem e pouco se pode fazer quanto a isso. Já a algum tempo, a galera da internet faz uma cobertura completa de mortes famosas. O auge, como não poderia deixar de ser, foi com o grande Oscar Niemeyer. Fiz muitos tweets sobre o grande mestre.

Ao acordar no dia de hoje, de maneira mecânica, passei a mão por debaixo de travesseiro. Ao encostar no celular, o puxo e em 3 segundos já estou conectado por mais um dia no Twitter. Não precisei ler 5 tweets para saber o que estava acontecendo e perceber que horas importantes tinham sido gastas ao descansar meu corpo. O Chorão estava morto e os deuses da internet solicitavam minha ajuda.

sim, os beatles são os deuses da internet

sim, os beatles são os deuses da internet

 

Eu nunca tinha passado por isso. Nunca tinha presenciado duas mortes famosas em tão curto espaço de tempo. Meus dedos ainda estavam dormentes dos tantos tweets na cobertura obituária do presidente Hugo Chávez e já estavam trabalhando outra vez na cobertura dedicada ao Chorão.

Piadas, ameaças, perguntas, acusações, fotos, videos e explosão de raivas. É isso que mortes causam na internet. O corpo do cantor ainda estava esfriando e nego já tinha montagens, posts e homenagens prontas. Enquanto o corpo ainda nem tinha sido retirado do apartamento em direção ao IML, os mais ágeis e cruéis já tinham feito fanpages no Facebook com a notícia da morte dele de título. As primeiras e mais bem montadas fanpages já tinham garantidos seus milhares de seguidores. É isso que mortes causam na internet.

Por estar dormindo e pegar a coisa toda já pela metade, não pude participar ativamente e talvez por isso, pude prestar atenção em outras coisas. A quantidade de fãs do Chorão multiplicou cerca de 17 vezes em suas primeiras 12 horas de morte. Nem ele deveria saber que era tão querido assim. Mas isso é fácil de se entender, afinal de contas, qualquer um que compartilhe uma imagem com “LUTO Chorão”, “RIPCHorão” ou a letra de uma de suas músicas pôde se considerar fã do cara. Até ontem eu achava que o Chorão deveria ter uns 12 fãs, no máximo. Estou surpreso.

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No meio da tarde, a Polícia Forense do Twitter já tinha encontrado e localizado todos os 14 possíveis assassinos, provado que o pó branco encontrado no apartamente era fermento para uma torta de frango e já tinham ligado o Chorão ao afastamento do Papa Bento XVI e até aos Illuminatis. Eu amo a internet.

No momento em que escrevo esse texto, o corpo do Chorão está sendo velado. Na TV, passam imagens de “fãs” inconsolados pela morte de seu “ídolo”. Enquanto vejo essas imagens, escrevo esse texto e tomo café, penso no grande circo que o ser humano é capaz de fazer ao redor de um corpo sem vida. Hoje, fazemos isso com a ajuda da internet, mas essa comoção e o hábito de coberturas obituárias não é algo novo na história da humanidade.

Se eu me sinto mal por fazer parte disso, colaborar com as pidas e tudo mais? Não, não me sinto mal. Eu não era fã do Chorão ou do Hugo Chávez, nem tampouco fã de outras pessoas mais famosas que andaram morrendo nos últimos anos, mas não as queria ver mortas. Não tinha motivos. Não faço isso por estar satisfeito pela pessoa já não estar mais no mundo dos vivos. Não faço isso por estar feliz com a morte de pessoas que nunca tive nenhum contato. Não tinha motivos para desejar a morte delas e me sinto bem ao dizer que não tenho motivos para desejar a morte de ninguém.

Faço isso, pois estou, de certa forma (não a mais ortodoxa), homenageando a pessoa. Chorão, por exemplo; nunca fui fã dele, mas ele fez algo que marcou minha vida. Ele fez algo que marcou a vida de milhões de pessoas. Ele fez algo que deveria se orgulhar.

Ele, em toda sua glória e em meio a sua banda, fez a música tema da abertura de umas das melhores temporadas de Malhação.

Obrigado por isso Chorão, desculpe pelas piadas e cuidado para não cair de Skate.