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Música de Quinta #14 – Dança da Vassoura – Molejo

25 jul

Mais uma semana se passa e aqui estou eu em minha luta contra as mensagens subliminares das músicas populares. Dessa vez, irei analisar a música que embalou minha infância. Uma infância marota, infância moleque, infância de pés descalços, uma infância de dois toques na bola…

Dança da Vassoura – Molejo

Diga aonde você vai
Que eu vou varrendo
Diga aonde você vai
Que eu vou varrendo
Vou varrendo, vou varrendo
Vou varrendo, vou varrendo
Vou varrendo, vou varrendo
Vou varrendo, vou varrendo

Primeiramente: qual a explicação para esse risada demoníaca no início da música? Bom, continuemos.

Sabe aquela história de que varrer o pé de uma pessoa faz com que ela não case? Estou pensando em algo relacionado a isso. Qual outra explicação eu poderia ter para uma pessoa (Tadeu) que quer que uma outra pessoa (Joana) diga aonde está indo para ir varrendo? Sinto que Tadeu quer impedir que Joana se case. Seria ele recalcado apaixonado por ela?

Oh menininha eu sou seu fã
Oh menininha eu sou seu fã
Danço contigo até de manhã
Danço contigo até de manhã

Opa. Menininha? Joana é apenas uma menininha? Caras, atualmente uma das minhas leituras é Lolita e essa história de se aproximar de menininhas não é algo legal. Desista, Tadeu. Ser fã, tudo bem, mas mais que isso, não aconselho. Nunca é uma boa ideia dançar com uma menininha até de manhã. Ela precisa dormir, é fraca,  tem que recuperar as energias e tal.

Na dança da bruxinha
Dança preta, dança loura
Na dança da bruxinha
Dança preta, dança loura
Agora todo mundo
Na dancinha da vassoura
Agora todo mundo
Na dancinha da vassoura

Seria uma tentiva de Tadeu chamar a atenção de Joana? Uma brincadeira envolvendo uma dança e tal. Acho que menininhas curtem isso. Sagaz, mas errado.

Ou Tadeu está usando de magia negra para se aproximar de Joana? Isso explicaria a risada maldita no início da música. Pacto com demônios por causa de uma menininha? Que fracassado que você é, Tadeu.

Varre prá esquerda
Varre prá direita
Levanta poeira
Que essa dança é porreta

Esquerda, direita, poeira, dança e porreta. Sem medo de errar, digo: um ritual. Coitada de Joana.

Piti pi piti pi piti pau!
Piti pi piti pi piti pau!
Mas tome cuidado
Com o cabo da vassoura
É pior do que cenoura
Você pode se dar mal.

“Piti pi piti pi piti pau”, claro, é um mantra. Repetido 19 vezes dentro um pentagrama desenhado com o sangue de um bucentauro fez com que o demônio das menininhas apareça. Como sei disso? Li em um tutorial.

“Cabo de vassoura”  parece ser uma menção a uma estaca. Para quem não sabe, estava é a melhor forma de se controlar um demônio. A segunda melhor forma é cenoura. Talvez Tadeu queira fazer o ritual, mas tenha medo que o tal demônio possa fazer com ele.

Não usem drogas, não invoquem demônios e não vão atrás de menininhas, por favor.

 

Música de Quinta #13 – Dona – Roupa Nova

11 jul

O mundo é um lugar sujo e frio. Mentiras estão por toda parte e tomei elas como de minha responsabilidade. Quero destruir todas as músicas que mentem para pessoas desavisadas. Dotado de um intelecto incrível, desvendarei as informações ocultas nas letras melódicas.

Você sabia que “Dona” do Roupa Nova faz apologia a escravatura?

 

 

Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais

Dona? OK, estamos lidando com um exemplar do sexo feminino.

Aparentemente, a Dona é dona de uns traiçoeiros. Ainda é cedo demais para dizer o que os “traiçoeiros” são. Uma menina bonita já me indicou a leitura de Sandman, mas ainda não li, então não manjo dos sonhos. Peça desculpas, mas não sei interpretar os “sonhos sempre verdadeiros”. OK, a Dona tem ideiais. Isso é legal, mas que ideais seriam esses?

Pelas ruas onde andas
Onde mandas todos nós
Somos sempre mensageiros
Esperando tua voz

A Dona anda pelas ruas. Será se ela curte fazer caminhada? Particularmente, curto mais correr, mas eu sou jovem e a Dona por ser chamada de “Dona” já deve ter uma certa idade, então não a julgo.

Interessante. A Dona tem poder suficiente para mandar em alguém. A música não dá um numero exato, mas deixa claro ser mais de uma pessoa que recebe ordens da Dona.

Se eles são mensageiros, a Dona manda mensagens a outras pessoas. Quem seriam essas pessoas?

Está tudo muito complexo. Ainda é cedo para apontar algo, mas sinto que a Dona é dona de mensageiros que imitam sua voz no momento de entregar os recados. Legal, Dona.

Teus desejos, uma ordem
Nada é nunca, nunca é não
Porque tens essa certeza
Dentro do teu coração

Estou achando interessante essa história da Dona dar ordens a um grupo de pessoas. Seriam eles uma espécie de ceita religiosa e Dona a líder da ceita?

Para mim, pessoa experiente no mundo da música, está mais do que claro que as pessoas que recebiam ordens da Dona a conheciam muito bem. A amavam? Não sei.

Tan, tan, tan, batem na porta
Não precisa ver quem é
Pra sentir a impaciência
Do teu pulso de mulher

Eu diria que o tal grupo de pessoas que recebem ordens estava em uma sala e ouviram três batidas na porta. Sheldon?

Eles reconhecerem as tais três batidas e antes que a porta fosse aberta, já sabiam que era uma mulher. Será se Dona tem um pulso impaciente? Ela poderia fazer muitas coisas usando esse pulso…

Um olhar me atira à cama
Um beijo me faz amar
Não levanto, não me escondo
Porque sei que és minha
Dona!

Um dos integrantes do grupo (ou o grupo inteiro?) parece estar apaixonado por Dona, mas também parece ter um certo medo dela.

Não há pedra em teu caminho
Não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade
Que te impeçam de voar

Dona parece ser uma mulher decidida. Parece que nada a impede de seguir em frente com seus planos.

Entre a cobra e o passarinho
Entre a pomba e o gavião
Ou teu ódio ou teu carinho
Nos carregam pela mão

Cobra, passarinho, pomba e gavião: seriam animais simbólicos de famílias? Tipo acontece com as casas de Hogwarts.

Dona parece não ter um meio termo. Ou está espancando pessoas e odiando tudo ou beijando flores e dançando forró.

É a moça da Cantiga
A mulher da Criação
Umas vezes nossa amiga
Outras nossa perdição

Dona parece exercer um fascínio entre os demais. Não sei de qual cantiga a música se refere e não sei o que é “a mulher da criação”, mas já não dou importância a isso.

O que me importa é: se Dona é dona dessas pessoas que a servem, isso faz dela uma senhora (ou dona) de escravos? Não me parece que eles tenham opções, por isso pensei na escravidão.

O poder que nos levanta
A força, que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
Que isso tudo te faz
Dona! Dona!
Dona! Dona! Dona!

Já não tenho dúvidas. Dona é dona de escravos.

Nunca mais irei ouvir Roupa Nova.

Música de Quinta #12 – Baba – Kelly Key

11 abr

Uma tristeza: fui em busca da Playboy da Kelly Key (apenas por motivos profissionais, juro) e percebi que não é uma edição tão boa. Em minhas memórias, a tal edição da Playboy era excelente, algo quase divino e agora estou decepcionado.
Há boas fotos, mas não sinto magia. Eu não babei.

Baba – Kelly Key

Você não acreditou
Você nem me olhou
Disse que eu era muito nova pra você
Mas agora que cresci você quer me namorar

Com esse trecho, é difícil saber, mas como já tive o prazer de ler o restante da música, já lhes trago algumas úteis informações:

Temos aqui uma clássica situação de “Vaca da Paz”. Margareth (sim, esse é o nome de nossa garota) é filha de um Earl (um senhor, um lorde) dinamarquês. Seu pai planejava invadir Wessex após as festas do Yule, mas não tinha homens suficiente. Através de uma negociação com outro Earl, conseguiu os homens que precisava, mas para isso, precisava usar sua filha de 13 anos como moeda de troca.Ao meu ver, uma negociação bastante justa.

Estava tudo certo, todos estavam felizes e o dia do casório estava chegando. Margareth estava nervosa, mas feliz, pois além de conseguir ajudar a conseguir homens a seu pai, tinha conseguido um casamento com um homem poderoso e rico. Era tudo que a filha de um Earl poderia querer.

Mas as três fiandeiras riram de sua felicidade e escolheram uma linha negra para tecer os fios de sua vida. O Earl que deveria se casar com Margareth (nem é um nome dinamarquês) não gostava de meninas jovens. Ele sempre teve preferências por serviçais, escravas e prostitutas um pouco mais velhas. Se casar com uma menina de 13 anos iria de encontro com esse conceito e por isso, o casamento não aconteceu.

Margareth chorou durante dias e seu pai, triste por sua filha e desolado por não ter conseguido os homens que precisava para a invasão, se jogou em um rio. Alguns de seus homens correram ao rio para tentar salvá-lo, mas o peso da cota de malha o carregou  para baixo e ele morreu ali, no fundo do rio e com uma espada amarrada na mão. Ele se matou, mas não negou os prazeres do Valhalla.

Margareth jurou um dia se vingar.

Os anos se passaram, ela envelheceu e colocou a vingança em prática. Se casou com um senhor qualquer e o convenceu a ir até o castelo do tal Earl para jurar lealdade. Estando lá, Margareth usando das táticas do “ser sexy, sem ser vulgar”, fez com que o Earl se apaixonasse por ela. Quando isso aconteceu, Margareth esmagou o coração do coitado. Revelou sua verdadeira identidade e contou todo o sofrimento que a recusa dele tinha causado.

Não vou acreditar nesse falso amor
Que só quer me iludir me enganar, isso é caô
E pra não dizer que eu sou ruim
Vou deixar você me olhar
Só olhar, só olhar, baba
Baby, baba

Coitado do tal Earl, ficou cego pelos encantos de Margareth e no desespero, disse que a amava. Margareth, moça séria, vingativa e sagaz, percebeu que era apenas um plano para comê-la, mas como estava gostando de ser cobiçada pela pessoa que um dia a tinha recusado, o deixou olhar. Só olhar.

Olha o que perdeu
Baba, criança cresceu
Bom, bem feito pra você, é, agora eu sou mais eu
Isso é pra você aprender a nunca mais me esnobar
Baba baby, baby, baba, baba
Baby, baba

Margareth jogou os peitos no cara dele e o fez se arrepender de ter recusado um casamento com ela. Conseguiu sua vingança e seu pai, lá do Valhalla a olhava orgulhoso. Depois disso, as três fiandeiras decidiram usar uma linha dourada e teceram um lindo fio para a vida de Margareth.

Um de seus filhos, conseguiu juntar um horda de nórdicos e invadiu Wessex.

 

Música de Quinta #11 – Menina Veneno

22 mar

Um clássico da música brasileira. Tenho certeza que sua vizinha dançou muitas danças ao som de “Menina Veneno”. Como eu poderia não escrever sobre ela? A Menina Veneno, não sua vizinha.

Demorei para conseguir pegar o real significado da letra e por isso, na semana passada, não tivemos um “Música de Quinta”. O que vocês tem que entender é que uma música é como uma cebola. Existem muitas camadas e só depois que você passa por essas camadas, encontrará aquilo que estava procurando. Ocasionalmente, as pessoas choram.

MENINA VENENO – RITCHIE

Meia noite no meu quarto
Ela vai subir
Ouço passos na escada
Vejo a porta abrir

OK, esse começo é interessante. Aparentemente, nosso “eu lírico”, tem um encontro marcado com a tal menina veneno. O quarto dele é o ponto de encontro e por algum motivo, ela vai até ele. Será ele um frouxo? Será ela uma espiã russa? Será eles um apaixonado casal de foras da lei?

Ele, com sua treinada audição, identifica passos na escada e vê a porta abrir. Acho que deve ser a menina veneno.

Um abajur cor de carne
Um lençol azul
Cortinas de seda
O seu corpo nu

Hum, interessante e estranho. Quem teria um abajur cor de carne? Será isso uma espécie de código ou (e tenho muito medo dessa teoria) o abajur é feito com carnes? Algo no estilo aquele vestido da Lady Gaga, sei lá.

Lençol azul e cortinas de seda = um motel, talvez?

Agora, de quem é esse corpo nu? Da menina veneno, do Vagner (o eu lírico) ou talvez seja o corpo de uma outra pessoa e a carne usada no abajur seja dessa tal pessoa? Um crime!

Menina Veneno
O mundo é pequeno
Demais pra nós dois

É, “Menina Veneno” é decididamente um codinome. A teoria da espiã ainda pode estar de pé, hein?

Ah, não. A teoria da espiã acabou de ser destruída. Com “o mundo é pequeno demais pra nós dois”, Vagner deixou claro que a Menina Veneno é uma gorda. Daquelas gordas bem escrotas, sabe? Daquelas que você teria medo de encontrar em um corredor.  Essa gorda é nossa Menina Veneno.

Espiãs não são gordas.

Em toda cama que eu durmo
Só dá você, só dá você, só dá você
Yeh! Yeh! Yeh! Yeh!

SIM!

Afinal, dividir uma cama com uma gorda nessa magnitude não deve ser fácil, não? Imagino que Vagner deva pesar no minimo uns 50 kilos e dividir uma cama com uma menina veneno de 250 kilos deve ser complicado. Só dá ela na cama.

Seus olhos verdes
No espelho
Brilham para mim

Opa, estamos chegando mais perto da identidade da menina veneno. A informação de que ela tem olhos verdes, somada a informação de que ela é gorda, reduz muito os nomes em nossa lista. Não devem existir tantas meninas venenos, gordas e de olhos verdes. Aliás, acho que vi uma esses dias no shopping. A praça de alimentação era o territória dela.

Seu corpo inteiro
É um prazer
Do princípio ao fim

250 kilos de prazer? Oh, não! Vagner, você não pode ter feito isso!

Sozinho no meu quarto
Eu acordo sem você
Fico falando pras paredes
Até anoitecer

Vocês, pessoas negadas a fonte de inteligência e sem elegância, não devem saber o que aconteceu, mas eu, hábil e elegante que sou, já matei a história.

Vagner é um cirurgião clandestino. A Menina Veneno quis fazer uma cirurgia para reduzir seu peso e após receber muitas respostas negativas, procurou alguém sem escrúpulos e que fosse aceitar fazer a cirurgia. Vagner é essa pessoa. Ele claramente opera seus pacientes em um quarto de motel.

Eu, ousado que sou, afirmo que Vagner é o dono do motel. Isso faria com que ele tivesse livre acesso aos quartos (ou salas de cirurgia), muitos corpos para trabalhar (os clientes) e poderia transitar por ali sem chamar a atenção. Vagner é genial.

Acredito que ele tenha operado nossa menina veneno e por não ser um médico profissional, tenha errado na dose de tranquilizante (para uma mulher gorda desse jeito, teria que ser um dose cavalar), ela acordou no meio do procedimento e ao se ver aberta em cima de uma cama de motel (parece nome de filme pornô, não?), ficou louca de dores, se esqueceu do que estava acontecendo, deu uma pancada na cabeça de Vagner e saiu correndo motel a fora.

Vagner ainda atordoado, não foi atrás. Com medo de seus procedimentos ilegais serem descobertos por autoridades competentes, achou que seria uma boa ideia sumir com as evidências. Um pedaço gigantesco de pelanca que já tinha sido retirada da tal gorda, acabou se transformando no abajur.

Após terminar o excêntrico abajur, se sentou na cama e esperou a gorda voltar ao quarto. Foi nesse momento que ouviu passos na escada e viu a porta abrir.

Menina Veneno
Você tem um jeito
Sereno de ser

OK, mesmo pelada, aberta e com um pedaço de seu próprio corpo sendo usado como cobertura de abajur, a gorda se mantém serena. Admiro isso nela.

E toda noite
No meu quarto
Vem me entorpecer, me entorpecer, me entorpecer
Yeh! Yeh! Yeh! Yeh!

AH-HA

A gorda vai toda noite naquele quarto para o entorpecer. Será que ela faz isso de forma sexual ou química?

Será uma prostituta obesa ou uma traficante de drogas obesa?

Aposto na prostituta.

prostituta

Você vem não sei de onde
Eu sei, vem me amar
Eu nem sei qual o seu nome
Mas nem preciso chamar

Vagner, que coisa linda cara.

Quem, se não eu, poderia imaginar que a prostituta gorda e operada ilegalmente viveria uma louca paixão com o dono do motel e cirurgião operando na ilegalidade?

É disso que a vida é feita meus amigos: prostitutas, abajures pouco hortodoxos, cirurgiões, amores e bacon.

Sim, bacon. Ainda não comentei isso, mas em “seu corpo inteiro é um prazer, do princípio ao fim”, ficou mais do que claro que Vagner mantinha relações sexuais com a menina veneno e pegou o restante do material utilizado no abajur (o resto de pelanca), colocou na frigideira e fez daquilo um saboroso e exótico bacon.

Acha que as coisas já estão estranhas o bastante? Tolo.

O codinome da gorda é Menina Veneno. Quando Vagner comeu do bacon dela, ele foi envenenado pelo bacon da menina veneno e morreu. A gorda, triste pela morte do amado e infeccionada por estar com a barriga aberta em um quarto de motel, adquiriu uma doença qualquer e morreu.

O casal errado, mas apaixonado, de certa forma, se matou.

É disso que a vida é feita, não é?

 

Musica de Quinta #10 – Lua Vai – Katinguelê

7 mar

Vivemos em um mundo cruel, malvado e feio. Não podemos nos dar ao luxo de confiar em toda e qualquer pessoa que passa em nossa frente. Em poucos segundos, temos que diferenciar pessoas de bem de pessoas que estão planejando vender nossos órgãos no mercado negro. Eu descobri uma forma de testar essas pessoas. Uma forma comprovada ser eficaz e que eu mesmo já a utilizei em diversas situações.

Olhando firme nos olhos da pessoa, em um tom monótono, diga pura e simplesmente:

– Lua vai, iluminar os pensamentos…?

Se a pessoa completar a frase com perfeição, a abrace e sussurre no ouvido dela:

– Bem-vindo a minha vida.

LUA VAI – KATINGUELÊ

Lua vai,
iluminar os pensamentos dela
fala pra ela que sem ela eu não vivo
viver sem ela é o meu pior castigo.

Está mais do que claro que o “eu-lírico” é um lobisomem, não? Vamos carinhosamente chamá-lo de Tony.

Tony parece estar passando por uma crise. Realmente, não deve ser fácil ser um lobisomem. Ter que desistir de muitos sonhos por causa de uma transformação periódica em fera lupina deve ser uma daquelas coisas que muda a pessoa. Tony parece estar mudado.

Posso estar enganado (seria difícil), mas parece-me que o lobisomem Tony tem poderes especiais. Através da lua ele pode mandar mensagens a pessoas em outros lugares do globo terrestre. Não deve ser o meio mais rápido de se enviar uma mensagem, hã?

Enfim, lobisomem Tony manda  dizer quem sem ela ele não vive e que viver sem ela é o pior castigo dele.

O que essa mensagem nos diz? Certeza que há uma criptografia, mas vamos quebrá-la. Qual a coisa no mundo que um lobisomem não vive? Sim, a lua, mas a lua já estará enviando a mensagem, então não faz sentido que ela seja a mensagem em si. Como um carteiro poderá se entregar?

Agora, “viver sem ela é meu pior castigo” nos faz pensar. Essa parte é complexa. Na teoria, o maior castigo de um lobisomem seria a lua, afinal, ele teria sido amaldiçoado com isso, mas outra vez, como a lua pode ser a mensagem?

Vamos continuar com a música, mas não se esqueçam da lua, essa vadia.

Vai dizer,
Que se ela for eu vou sentir saudades
Dos velhos tempos que a felicidade
Reinava em nossos pensamentos,
Lua

OK, definitivamente não é a lua! Um lobisomem jamais sentiria saudades da lua. Na verdade, todos os meus amigos que sofrem disso, querem mais é que a lua exploda e se vejam livres dessa maldição.

au

au

O quê, sem ser a lua, poderia trazer lembranças e pensamentos felizes a um lobisomem? Seria, talvez, lembranças e pensamentos de sua vida passada? Dos seus tempos antes de se tornar um lobisomem? É bem provável.

Lua vai dizer,
Que a minha paz depende da vontade
E da bondade vinda dessa moça,
Em perdoar meus sentimentos.
Lua

AH-HA

Vocês, pessoas sem o mesmo prepara que eu não pegaram, não é? Vamos ler mais, pessoal. Aprendam a interpretar melhor o que vocês andam lendo.

Tony, através da lua, está mandando uma mensagem a uma lobisomem! Sim, isso mesmo. Um lobisomem fêmea. Chocante, não? Eu nem sabia que elas existiam.

Ora vai dizer,
Que ela sem mim não tem felicidade,
Que moça igual não há pela cidade
Mande o recado a minha amada, oh Lua

De início pensei que Tony estaria apaixonado pela lobisomem, mas me lembrei de um estudo que li anos atrás e nele dizia que o lado lupino sempre acaba por destruir a parte do cérebro dos lobisomens  que lida com emoções, então não é possível que Tony sinta amor pela tal lobisomem.

Então, o que os une?

Certa vez, apresentei um jogo online a um amigo e digamos que ele tenha começado a fazer coisas erradas no jogo. A responsabilidade era minha. Eu tinha apresentado aquele mundo a ele. Se ele estava estragando o jogo para outras pessoas, a culpa era minha.  Eu era responsável, pois o coloquei no novo mundo.

Aqui, temos algo parecido. Tony é ligado a tal lobisomem, pois foi ela que o mordeu e consequentemente, o transformou nesta besta lupina. Foi a tal lobisomem que o apresentou a esse mundo.

Não é o amor que os une, é a maldição.

E agora, essas duas bestas uivantes, estão planejando sair juntos de rolê pela cidade.

Musica de Quinta #9 – Samara – Capa de Revista

28 fev

Oh, Samara.

Já estava quase terminando o post de hoje e o video de “Samara” surgiu em minha timeline no Twitter. No momento em que dei play e me lembrei da música, soube que teria que adiar o post quase pronto. O Música de Quinta de hoje é dela, de Samara.

Samara – Capa de Revista

Ô Samara, ô Samara, ô Samara
Por que você me trai?
Por que você me trai?

Mas essa Samara é fogo, viu? Além de trair o rapaz, nem se dá ao luxo de explicar a traição. Deixasse um bilhetinho na porta da geladeira que fosse, Samara. Traição boa é aquela com motivos.

Onde já se viu? Sair por aí distribuindo a pepeka sem nenhum motivo aparente? Nada disso, Samara. Pelos deuses, pare por 5 minutos de trair pessoas e explique-se, sua linda.

Coisa linda, charmosa, Samara
Deixa eu bater na sua cara
E te chamar de safada
E fazer amor, fazer amor, fazer amor

OPA! Deve ter sido aí que o barraco desabou (nessa que meu barco se perdeu, nele está gravado só você e eu), Samara.

Entendo que o corno tenha ficado irado ao saber da série de traições de Samara e ainda mais irado por ela não ter dado motivos, mas pedir pra bater na cara da moça já é demais. Samara, moça bonita e sagaz que é, deve estar ligando para sua amiga Maria da Penha, nesse exato momento.

Cornoaldo (o macho de Samara) poderia muito bem ter dado um tapa na bunda dela. Seria elegante da parte dele e Samara já começaria a ser punida. Se bem que Samara tem cara de quem gosta de levar uns tapinhas, então não sei se seria uma boa punição, mas Cornoaldo não é bobo (é corno, porém não bobo). Após bater na cara de Samara, ele gostaria de chamá-la de safada e ainda fazer amor (3x).

Um absurdo. Não é porque Samara traiu sem motivos que precisa apanhar na cara, ser chamada de safada e fazer amor (3x).

Bonita e charmosa
Gatinha dengosa
A Samara trai
Você não quer mais a Samara trai

Caras, acho que estou me apaixonando por Samara. Não é em qualquer lugar que se encontra uma moça bonita, charmosa e que possa ser considerada uma “gatinha dengosa”, mas Samara tem essa característica própria de trair sem dar explicações e isso me incomoda.

Ela vai lá e te trai a primeira vez, tu chega pra ela e fala que não curtiu ser corneado e o que ela faz? Vai lavar uma louça? Começa a andar nua pela casa? Aprende a tricotar e te faz um par de luvas? Não, coloca remédio no seu caldo de feijão e após você dormir, sai insana pelas ruas da cidade na tentativa de fornicar com o primeiro que passar pela frente.

Samara é fogo.

Um beijo ardente
Olhar de serpente
A Samara trai
Você não quer mais a Samara trai

Em “um beijo ardente” podemos tirar a informação de que Samara coloca mais tempero do que deveria no caldo de feijão? Sim, deve ser isso. Já vejo tudo. Ela enche o caldo de feijão de pimenta, pois assim, com tudo bem temperado, Cornoaldo não vai perceber o gosto do remédio.

Samara is genius.

Ô Samara, ô Samara, ô Samara
Por que você me trai?
Por que você me trai?

Why, Samara? Why?

 

 

Música de Quinta #8 – Cheia de Manias – Raça Negra

7 fev

Nesse mundo confuso e maluco que vivemos, nada mais justo que uma música que homenageasse as meninas bonitas. Elas são o motivo de todas as coisas que faço; desde escovar os dentes, até ter um blog. Se pararmos para pensar, as meninas bonitas são responsáveis pela evolução da raça humana. Sem meninas bonitas para impressionar, ainda viveríamos em cavernas e nossa tecnologia iria evoluir até o ponto do Playstation 2, após isso, não teríamos motivo por mais evolução. É por elas que estudamos, por elas que trabalhamos e por elas que vivemos.

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oi scar, sua menina bonita

 

Que os deuses abençoem as meninas bonitas.

Cheia de Manias –  Raça Negra

Cheia de manias
Toda dengosa
Menina bonita
Sabe que é  gostosa

Ah, mas essa é a descrição perfeita de uma menina bonita! Dotada de manias (manias fofas, importante dizer) e dengosa (se fechar os olhos até consigo vê-la fazendo biquinho). Claro, como todas as meninas bonitas, ela sabe que é gostosa.

Ainda é cedo para apontar a direção que essa historia está indo, mas apostaria que nossa menina bonita é uma aluna de uma academia e com suas manias e dengo, fez um jovem rapaz que estava ali apenas para fazer supino, se apaixonar por ela.

Com esse seu jeito
Faz o que quer de mim
Domina o meu  coração
Eu fico sem saber o que fazer
Quero te deixar
Você não quer, não quer

Porra, sou muito bom. Fiz uma boa aposta e a menina bonita é realmente uma das meninas bonitas da academia. Como posso saber? Simples. A música se passa pelo ponto de vista do rapaz- supino. É ele que tem o coração dominado e que fica sem saber o que fazer. Eu, pessoa atlética e frequentadora de academias, consigo identificar sinais que você, seu gordo, não consegue.

Claramente temos aqui um caso clássico de alguém que de tão apaixonado que está, acaba deixando sua série de exercícios de lado apenas para admirar a menina bonita. Confesso que sou uma pessoa que já sofreu desse mal, aliás, teve uma voz que quase deixei uma barra cair no meu pescoço, pois uma menina bonita tinha roubado minha atenção.

O jovem rapaz-supino da música fica sem saber o quase fazer, pois quer fazer seus exercícios, mas também quer ficar perto da menina bonita. Por fim, acredito que depois de muito sofrimento, ele decide deixa-la, mas ela, menina bonita, cheia de manias e toda dengosa, “não quer”.

Mas que menina bonita cruel.

Então me ajude a segurar
Essa barra que é gostar de  você
Então me ajude a segurar
Essa barra que é gostar de você, êh

O quão longe uma menina bonita pode levar um jovem rapaz, hein? O coitado deve ter engolido todo o orgulho e agora está pedindo para a menina bonita ajuda-lo a levantar barras. Olha, não sei, não, mas acho que ele foi longe demais. É obrigação dele levantar todos os pesos disponíveis na academia apenas para impressionar a menina bonita, mas pedir para que a mesma o ajude? Jamais.

Você foi longe demais, rapaz-supino. Torço para que uma das manias da menina bonita seja arremessar pesos de 15 kg em cabeças alheias.

Didididiê
Didididiê
Didididiê

Ah, isso aqui é um easter egg para marombeiros. Poucos sabem, mas “Didididiê” é a tradução austríaca (Schwarzenegger nasceu na Áustria) para “No pain, no gain”, um dos lemas para marombeiros.

Aliás, Schwarzenegger (um grande amigo) acaba de me dizer pelo chat do Facebook que não existem meninas bonitas na Áustria. Por lá, existem “schönes mädchen”.

Se estou na sua casa  quero ir pro cinema
Você não gosta
Um motelzinho você fecha a  porta

Aqui estamos tendo exemplos de alguma das manias e dengos da menina bonita. Não gosta de sair de casa direto para o cinema, no motelzinho gosta de fazer coisas de porta fechada (achei educado da parte dela) e etc.

O rapaz-supino está reclamando demais. Menina bonita, largue dele e comece a dar em cima da professora de aeróbica, por favor.

Então me ajude a segurar
Essa barra que é gostar de  você
Então me ajude a segurar
Essa barra que é gostar de você,  êh

Rapaz-supino pediu ajuda a menina bonita, mais uma vez. E creio eu, pela ultima.

Menina bonita, educada que é, aceitou ajudar, mas “acidentalmente” derrubou a barra no pescoço do rapaz-supino.

Didididiê
Didididiê
Didididiê

Ela, bonita e de certa forma responsável pela morte, olhou para o corpo sem vida do rapaz-supino e com sua doce voz, sussurrou “didididiê” em seu ouvido.

Quando se trata de meninas bonitas, “sem dor, sem ganho”.

 

~~

Cheia de Manias é uma linda música. Sempre gostei dela, mas a música tomou uma proporção surreal depois que uma galera decidiu fazer versões indies de sucessos do Raça Negra. Sou suspeito a dizer, mas Cheia de Manias ficou excelente.

Didididiê

 

Música de Quinta #7 – É Tenso – Fernando & Sorocaba

14 dez

É quase como assistir Se Beber, Não Case, mas só que no caso, ouvindo.

A fonte da qual bebi para ter essa interpretação dessa música, foi um determinado tweet da jovem @juzao:

É meu defeito, eu bebo mesmo
Beijo mesmo, pego mesmo
E no outro dia nem me lembro.
É tenso demais!

Quem nunca ouviu da boca de um tio que o motivo dele ter esmerdalhado com tudo na noite anterior era daquela tequila sorvida entre os seios de uma prostituta? É clássico.

O álcool é o combustível responsável pela chama que incendeia o coração bárbaro do ser humano. É ele que transforma jovens educados e com futuros promissores em deuses endiabrados capazes de regurgitar o próprio fígado em troca de mais uma dose de cachaça.

Foi num desses momentos que nosso “eu-lírico” (vamos chamá-lo de  Givanildo) percebeu a insanidade que cometeu. Mesmo sabendo que a tendência de fazer merda depois da primeira lata de cerveja era de mais de 85%, Givanildo foi lá e bebeu mesmo. Depois de já ter bebida mais do que dois vikings com sede pós-batalha, Givanildo já se sentia com coragem de chegar na mulherada. Escolheu uma feia qualquer, beijou e pegou mesmo. No outro dia não se lembrava, mas se alguém dissesse, ele imaginaria que tinha sido uma bela loira de olhos azuis. É tenso.

Beijar: eu gosto.
Beber: adoro.
Qualquer lugar pra mim tá bom
Qualquer paixão me diverte
Tem farra, tô pronto!
Se é festa, me chama!
Sou sem frescura e sem limites.

OK, Givanildo é um ser de gostos simples. De beijar? Ele gosta. De beber? Ele adora.  É quase como conversar com uma criança de 7 anos de idade bêbada de tanto doce que comeu na festa do amiguinho. “De bolo? Eu gosto. De brigadeiro recheado com uma mistura de doce de leite com leite condensado? Eu adoro.”

Percebe-se também que Givanildo não faz muita questão de luxo em suas bebedeiras. Qualquer lugar está bom, afinal, ele não tem frescura e muito menos limites.

O problema é que eu bebo e apronto
Mas depois não lembro de nada
Tudo bem, não faz mal
A gente bota culpa na cachaça.

Olha aí! Givanildo é um cabra consciente! Sabe do problema que tem. Sabe que no momento em que a primeira gota de cachaça encostar em sua língua, seu corpo nas próximas horas estará fadado a fazer merda.

Pode muito bem beber, pegar um carro e matar uma família inteira, roubar uma loja, estuprar uma velhinha, explodir um posto de gasolina, comer pastel servido entre os dedos do pé de um mendigo, chupar os seios de uma freira com lepra, usar dos pelos do bigode de um senhor para coçar língua, fazer um enxerto de pele na mama esquerda, doar o rim esquerdo para um boliviano cego, aprender a manufaturar cachimbos de crack usando de sua própria saliva, fazer sexo com um polvo, amarrar uma vaca no carro e ensinar a uma aldeia de índios marroquinos com quantos paus se fazem uma canoa.

É meu defeito, eu bebo mesmo
Beijo mesmo, pego mesmo
E no outro dia nem me lembro.
É tenso demais!

Depois de uma aventura dessas, quem não iria querer sorver tequila do vão entre os seios de uma prostituta barata, hein?

Música de Quinta #6 – Não Aprendi Dizer Adeus – Leandro & Leonardo

7 dez

Uma música de letra simples, mas de significados complexos. Adeus, Phoebo!

Não Aprendi Dizer Adeus – Leandro & Leonardo

Não aprendi dizer adeus
Não sei se vou me acostumar
Olhando assim nos olhos teus
Sei que vai ficar nos meus
A marca desse olhar

Claramente o “eu-lírico” é alguém que não se pode orgulhar de ter total domínio sobre a língua portuguesa em sua forma falada. Diria que provavelmente é um bebê, mas como um bebê iria compor uma música sobre sua dificuldade em dizer uma palavra? Algo que merece uma atenção especial, hein?

Suponhamos que seja realmente um bebê, OK? Ele, coitado, está inseguro. Não sabe dizer “adeus” e teme que nunca seja capaz de executar essa tarefa. Acredito que o tal bebê (que daqui em diante será chamado de Phoebo) deseja, acima de tudo, agradar seus pais e existe uma barreira nisso. Ao olhar nos olhos de seus pais, ele encontra decepção, desencorajamento e principalmente, desafio. Sabe que se não fizer nada para mudar isso, quando deixar de ser bebê e acabar por se tornar um adulto com filhos e tal, vai acabar herdando esse olhar e não gosta nada dessa possibilidade.

Não tenho nada pra dizer
Só o silêncio vai falar por mim
Eu sei guardar a minha dor
Apesar de tanto amor
Vai ser melhor assim

Yeah, Phoebo!

Num ato completamente surpreendente, Phoebo (nosso herói) decide enfrentar o duro olhar dos pais, enfrentar o mundo de peito aberto e se livrar de seu problema (não saber dizer “adeus”).

Qual a melhor maneira de enfrentar um problema? Focar-se nele e enfrentá-lo como um igual. Foi isso que Phoebo fez.  Soube que nenhuma palavra que pudesse dizer seria capaz de fazer seus pais se esquecerem do fiasco de filho deles que não consegue nem ao menos dizer “adeus”. Phoebo, num grande ato de rebeldia, se colocou numa greve de silêncio (“Só o silêncio vai falar por mim”) e decidiu que só voltaria a falar quando tivesse certeza que conseguiria dizer “adeus” e enfim, suportar o olhar de seus pais.

Phoebo é um bebê durão. Não sei se eu quando bebê poderia ter essa força de vontade.

Não aprendi dizer adeus
Mas tenho que aceitar
Que amores vem e vão
São aves de verão
Se tens que me deixar
Que seja então feliz

Oh, meus deuses! Phoebo falhou! Mesmo depois de enfrentar seus pais e de fazer greve de silêncio, não aprendeu dizer “adeus”. Um bebê prático que é, soube no momento em que falhou, que seus pais não o aceitariam de volta, que amores vem e vão e que na verdade, são aves de verão.

Phoebo foi abandonado pelos pais ainda quando era um bebê, mas o fato de ter sido abandonado não gelou o coração deles. Sendo praticamente chutado de casa, sem direito a nenhuma chupeta, ainda teve forças para desejar felicidades ao casal que outrora, foram seus pais.

PHOEBO IS MY HERO!

Não aprendi dizer adeus
Mas deixo você ir
Sem lágrimas no olhar
O adeus me machuca
O inverno vai passar
E apaga a cicatriz.

Phoebo desse dia em diante, seguiu seu próprio caminho. Sem chorar, sem dar “adeus” a ninguém e usando um lema inverso ao dos Starks, pois exatamente como os Starks de Winterfell dizem, o inverno vai chegar, mas em algum momento ele vai passar e quando passar, apagará a cicatriz.

Adeus, Phoebo.

Música de Quinta #5 – Despedida de Solteiro – Latino

4 out

Despedida de Solteiro – Latino

http://www.youtube.com/watch?v=WzHwVwHpOk8&feature=player_detailpage

Eu vou gozar a vida hoje em 24 horas
O mulherio já sabe que essa noite é toda nossa
Caçar e ser caçado na balada só gostosas
DJ turbine o som que o LP já tá na roda
A zona continua

 Essa parece ser uma daquelas histórias inovadoras, pensada minimamente para atiçar mentes alheias e até ouso dizer que também é futurista. Sim, amigos. Despedida de Solteiro do Latino é uma musica futurista. Talvez isso explique a enorme treta que ela deu.

Mas deixarei para identificar a real localização do Tempo e Espaço da musica no momento certo, agora quero entender essa história de “gozar a vida hoje em 24 horas”, pois por mais bizarro que seja o Latino, isso é socialmente inaceitável. Seria o resultado de uma contaminação biológica, evolução humana ou falha de Deus? Sem dúvida uma questão a se pensar. Anotei o tópico aqui no meu bloquinho e voltarei a ele depois. O mundo seria mais legal se fosse possível fazer isso em provas escolares. Ou provas olímpicas, sei lá.

Se bem que não importa se o “eu-lírico” foi contaminado, sofreu por causa de um efeito evolutivo ou falha do cara-lá-de-cima. O importante é que o “mulherio já sabe” e quando o mulherio sabe de algo, todos sabem. Creio que tenha ficado claro que “Mulherio” é o nome de uma organização que retém a responsabilidade de semear, ocultar e compartilhar informações com alguém.  Imagino que essa história se passe no futuro pós-apocaliptico e claro, todos sabem a escrotidão que é isso. Pessoas que conseguem um mínimo de poder sobre outros, acabam se tornando chefes de nada e por causa de algum problema nesse “nada”, centenas de histórias podem ser criadas. No meu caso, o “nada” será uma espécie de máquina do tempo.

Isso, aliás, explicaria a questão da musica ter um tom futurista. Ela veio do futuro, afinal, e digo mais: não é uma musica. Deve ter sido uma espécie de bilhete e Latino (talvez um agente infiltrado?) usando de sua inteligência ímpar, fez com que o tal bilhete tivesse características musicais, mas ainda assim reservasse a informação nele contidas. Para quem seriam essas informações, ainda não está claro.

Latino é um agente de grande experiência. Não é mul3k3 (em alguns lugares só “leke”) e sabe que está sendo seguido. Parece que ele entrou em uma balada para tentar despistar os perseguidores e seu primeiro comentário sobre a balada foi “só gostosas”. A experîência é algo único. Outros agentes menos treinados e menos usados em missões, poderiam tentar identificar suspeitos e saídas de fuga, mas Latino é diferente, é unico! Ele identifica as gostosas.

Me considero uma pessoa razoavelmente inteligente, mas tive uma certa dificuldade em quebrar o código da seguinte frase:

DJ turbine o som que o LP já tá na roda

Sim, difícil. Depois de muito pensar, cheguei a conclusão que “DJ” e “LP” são uma espécie de identificação. Se são iniciais ou codinomes, ainda não sei, mas ficou claro que rolou uma certa confusão na balada. Teria Latino dado em cima de uma morena e acabar por perceber que é um travesti?  Teria Latino sido atacado? Teria começado a tocar Leilão do César Menotti e Fabiano na balada?

Talvez seja possível descobrir na próxima estrofe. Por enquanto, Latino está no meio de uma confusão em uma balada no futuro e a zona continua. 

Não pare
Não po-pare
As minas todas nuas
As latinetes de topless e de bumbum pra lua
E eu na captura virando uma presa sua
Ninguém me segura

 Ah, pelos arcanjos. Quão formidável essa história está se tornando. Agora, acaba de ser inserido “nudez”. Sim, as minas estão todas nuas e não podem ter simplesmente passado de “vestidas” para o estado de “nudez”. Tiveram que tirar a roupa e deve ter sido nesse momento que Latino soltou o “Não pare, não po-pare”. Se começou a tirar a roupa, termine.

Quanto a “latinetes”, temos aí uma referência clara a armamento militar. Assim como os saxões de As Crônicas Saxônicas, a patota de O Senhor dos Anéis, os anjos, arcanjos e demônios de A Batalha do Apocalipse e tantos outros personagens de inúmeras histórias, Latino batizou sua arma. É algo digno e respeitável. Eu mesmo batizei minhas armas em Skyrim. Tudo bem que elas não se chamam Latinetes, mas matam. Ao perceber o plural, fica claro que Latino usa mais de uma arma. Eu apostaria em um par de Desert Eagles, Algo no estilo Lara Croft, sabe?

Ao dizer que as Latinetes estão de “topless e de bumbum pra lua”, Latino quis dizer que está atirando em duas direções. Aquelas em que ele está sendo atacado: pela frente e por cima. É preciso uma certa m4l4ndr4g3m para pegar algumas referências.

Latino está para ser capturado. Mesmo os mais experientes agentes tem seu dia de azar e chegou o dele. Está “virando uma presa sua”, mas por enquanto existe esperança: ninguém o segura.

É despedida de solteiro
Amanhã talvez eu vá casar
Eu tô chapado
Tô muito louco
E a ressaca vai me matar
Eu ligo um “dane-se”
Eu quero só beijar, brincar de te laçar, laçar

Ah-ha! Mas que ótima estratégia, Latino. Ao perceber que iria ser capturado, o agente mais sagaz de todos os tempos, se passou por um noivo que estava curtindo sua despedida de solteiro e que claro, iria se casar amanhã. Ou melhor, talvez fosse se casar amanhã. Para explicar seu comportamento estranho (sacar duas Desert Eagles e começar a atirar), Latino disse que estava chapado, muito louco e que a ressaca o iria matar.  Esperto. Com a histórinha da ressaca, tentou ganhar a simpatia de seu inimigo.

Talvez tenha percebido que sua atuação não convenceu e que iria ser atacado do mesmo jeito, V1d4 l0k4 que é, tocou o “dane-se” e partiu pra cima”. Diria que com “eu quero só beijar”, ele fez uma brincadeira com seu par de Desert Eagle: imagine você levando um ~beijo~ de uma dessas:

Não contente com o beijo, Latino queria laçar ou “amarrar” seu inimigo e talvez conseguir algumas respostas.

Laçar, puxar, beijar
Vou te pegar
Laçar, puxar, beijar
Pra galopar
Só pra galopar

 Excelente descrição de luta.

Hey, eu quero sexo
Vou te pegar
Hey, eu quero sexo
Pra galopar

Imagino o Latino dando tiros ao léu com seu par de Desert Eagle e gritando “HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI, EU QUERO SEXO!”. Épico demais. Torcendo para sair um filme dessa história.

Te lacei
Vem cá, meu peixe grande
Baby baby, keep cook
Eu tô eletrizante
Amanhã é o “Dia D”
Preciso aproveitar
Convida as amigas pra gente zuar, galopar, galopar

Como toda xícara de café, a história tem seu fim. Latino conseguiu laçar o meliante e tirará informações dele através de tortura. Não percebeu? É isso que “Eu tô eletrizante” quis dizer. Importante também é deixar claro que amanhã, no dia do casamento, algo muito importante irá acontecer. “Dia D” não é usado para denominar qualquer coisa, mas de que importa isso? É só convidar as amigas pra zuar, galopar e galopar e de nada importará o Dia D.

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Estou triste e feliz. Triste pois não sei como foi o final dessa história: talvez Latino esteja morto e não tenha tido tempo de terminar o bilhete, logo não teríamos o final da musica. Feliz pois Latino pode estar em Os Mercenários 3.