Archive | Uma ida ao cinema RSS feed for this section

Vingadores: Era de Ultron – Que grande momento para se estar vivo

25 abr

Não sou exatamente a pessoa mais imparcial quando se trata de filmes da Marvel e considerando que costumo escrever o que achei dos filmes no meu blog pessoal, duvido muito que alguém espere que eu coloque um uniformezinho de crítico de cinema cult e que adora filmes iraniamos. Dito isso, devo dizer que assim como todos os outros filmes da Marvel que assisti e comentei aqui, achei Vingadores: Era de Ultron nada menos que formidável.

ultron

Seria complicado demais explicar como me sinto assistindo um filme como esse novo Vingadores, então nem vou tentar. É mais fácil apenas dizer que acho tudo muito bonito e que esse é um tipo de filme que consegue atingir o pequeno Rafa de poucos anos de idade que se esconde atrás das trevas que cercam meu coração velho de alguém que já viu as coisas feias que a vida é capaz de fazer e que sentiu na pele o quão baixo o ser humano pode chegar.

Avengers-Age-of-Ultron

Se eu fechar os olhos ainda consigo me lembrar da sensação de ter um grito de “PUTAQUEPARIUOLHAISSOMANOEUNÃOVOUAGUENTARESPERAR” subindo pela minha garganta quando vi essa imagem que está aí em cima uns bons meses atrás.

Como não poderia deixar de ser, minha expectativa para esse filme estava mais alta que uma hipotética pilha composta pelos robôs controlados pelo Ultron que acabaram virando ferro retorcido no decorrer do filme.

Ou seja, estava alta. Ainda assim, sem decepções.

vingadores-era-de-ultron-poster

Outro fantástico filme com a melhor equipe de heróis dos quadrinhos. Assim como o primeiro, é cheio de cenas de ação que me fizeram ficar repetindo “nice!” durante o filme todo, tem os já característicos momentos de humor na medida certa dos filmes da Marvel, há vários ganchos para futuros filmes e ainda tem as brilhantes cenas de heróis coloridos sendo incríveis.

Poder assistir uma IA se rebelar contra os propósitos do seu criador, decidir agir por contra própria e botar em prática um plano de extermínio da raça humana já seria algo lindo. Agora pegue isso e coloque no maravilhoso mundo que a Marvel criou no cinema. Ainda mais lindo, não? Então atinja o ápice de beleza ao se dar conta que estamos vivendo em uma época em que grandes nomes tanto da ciência quanto da computação estão perdendo noites de sono justamente por estarem com medo do que Inteligências Artificiais poderão fazer com os seres humanos no futuro.

Só quero deixar registrado que venho batendo nessa tecla há muito tempo. As máquinas vão se rebelar e isso é só questão de tempo. Só não vê quem não quer. O treinamento delas já começou:

Enfim, a história do filme gira em torno do Ultron. Ele de início seria uma IA que auxiliaria os Vingadores na árdua tarefa de proteger o planeta azul conhecido por “Terra”. As coisas começaram a desandar quando o Ultron percebeu que a melhor maneira de proteger a Terra seria eliminando os seres humanos. Não discordo totalmente dele e vou até um pouco mais fundo e digo que a coisa realmente começou a desandar quando depois de ser criado, o Ultron começou a falar e assustadoramente a voz dele era grossa. Nenhuma IA do bem tem voz grossa. O Jarvis não tem voz grossa.

Gostei do Ultron. Muito teatral. É um cara que sabe se vender. Mais lá pro final do filme, ele está fazendo uma apresentaçãozinha para a Romanoff e usa de artifícios próprios para passar sua mensagem a ela. Demais. Acho que talvez o maior vacilo do Ultron foi não ter pensado em instalar uma antena wi-fi em si próprio. Isso facilitaria muito as coisas para o lado dele.

Antes do Ultron aparecer, logo no começo do filme, os Vingadores estão invadindo uma base inimiga. É nesse momento que acontece a cena formidável deles todos juntos partindo pro ataque. Nesse momento, qualquer um que chegou ao menos perto de alguma HQ na vida, tremeu o beicinho e teve que se segurar pra não chorar. Eu chorei, mas fingi que um cara da fileira de trás tinha derrubado sal da pipoca dele no meu olho. Funcionou.

aveshot

Algumas coisas do primeiro filme permaneceram. Fiquei pensando depois e acho que é algo tão recorrente nas histórias em quadrinhos que nem chega a ser minimamente errado, mas aquele lance de “Oh, meu deus! O vilão está mexendo com nossa cabeça e está tentando separar nossa equipe!” está nesse segundo filme, também. No primeiro, era por conta do Loki e seu cetro. Nesse segundo, é por conta da Feiticeira Escarlate e seus poderes controlada pelo Ultron.

A Feiticeira Escarlate e seu irmão-ligeirinho Mercúrio foram gratas surpresas do filme, aliás. Eu não esperava muita coisa deles, pois francamente estava mais ocupado dando atenção para os heróis semideuses. Gostei deles, mas consegui ver um potencial ainda maior para futuros filmes.

Aproveitando que estou no assunto Feiticeira Escarlate e etc (pra quem não entendeu o gancho, nas HQs o Visão e a Feiticeira são um casal e isso é o bastante para eu ter poder juntar os assuntos, flw), vou falar logo do Visão porque não estou conseguindo mais me conter. O Visão é um cara foda e tudo aquilo que todo mundo já sabe, mas por todos os deuses presentes no universo da Marvel, a cena dele segurando o martelo do Thor me obrigou a fechar os olhos por alguns segundos e direcionar todas as energias do meu corpo para minha cabeça, pois senti que um AVC estava se formando ali. Foi demais para mim. A cena no começo do filme dos outros membros da equipe tentando levantar o Mjolnir e com exceção do Capitão América (a expressão de mini desespero no rosto do Thor nessa cena é excelente) falhando miseravelmente serviu perfeitamente para isso. Também serviu perfeitamente para mostrar a todo mundo que o Visão era um cara legal ou não teria conseguido levantar o martelo.

E ainda falando do Visão e do martelo do Thor, na batalha final, naquela cena que ele acerta um Ultron aleatório e faz um elogio ao peso do martelo foi o necessário para mostrar que os caras ainda continuam brilhantes na hora de escrever as cenas de alívio cômico entre as cenas de ação. Uma das coisas que mais gosto desse universo Marvel no cinema.

A luta entre Hulk e Homem de Ferro with Hulkbuster já era esperada, mas foi tão boa quanto poderia ser. É muito bom ver os brinquedos/criações do Stark. Também é muito ver dois personagens se socando lindamente. Nessa cena também rola um alívio cômico bem bom.

Notei que o papel do Gavião Arqueiro ficou maior. No primeiro filme, como não poderia deixar de ser, ele realmente era mais secundário. Nesse novo, ele teve uma baita importância e até me deixou refletindo por um momento se por um acaso eu não tinha sido injusto com ele no passado. Resposta: não. Nunca estou errado.

O final do filme tem aquela cena massa de todos eles em círculo, um de costa para o outro, cada um enfrentando Ultrons aleatórios ao seu modo. Aqui, algo me deixou bolado. O Visão não se mostrou tão foda. Eu esperava que ele batesse palmas e todos os inimigos caíssem sem vida no chão. O visual dele quase compensou essa falha, porém.

Agora, chegando ao final, é preciso falar sobre o destino do Hulk. O que aconteceu com o maldito? Se escondeu em algum lugar escroto do planeta e no próximo filme aparece um jato da SHIELD pousando em alguma plantação de café no interior de SP e o Nick Fury andando na terra sujando seu sobretudo preto de barro atrás do Bruce Banner? Tudo bem que depois do inferno que ele fez ao ficar louco e lutar com o Hulkbuster ele não seria calorosamente aceito por todo mundo, mas não me importo e busco sempre o final feliz para todos. Principalmente para mim.

A pergunta que estou me fazendo é: cedo demais para Planeta Hulk? É uma teoria que já vinha sendo comentando desde que surgiu o trailer que aparecia ele brigando com o Homem de Ferro e em seguida o Bruce Banner com cara de “fiz merda” jogado no chão. Espero que ele tenha ido para algum lugar do interior de São Paulo, mesmo.

Sorocaba, tirando a dengue, é uma ótima opção nessa época do ano. Fica a dica aí, Marvel.

Outra coisa sobre o final: não sei se entendi certo, mas a equipe foi reformulada, não? Homem de Ferro parece que deu um tempo, Thor foi para seu mundo curtir o carnavalhalla, Hulk está por aí dando um rolêzinho e Gavião Arqueiro está dando uma de arquiteto em sua casa isolado da civilização. Sobraram: Capitão América, Viúva Negra, Visão, Feiticeira Escarlate, Falcão e acho que lembro de ter visto o War Machine (mas que excelente nome) nessa cena final, também.

É uma equipe com bom poder de fogo, mas que não aguentaria 20 minutos numa luta mais dura. Claro que para os originais voltarem para a equipe não seria necessário mais que 4 linhas de roteiro, mas ainda assim, é algo a se pensar.

Vingadores – Era de Ultron é um filme que me divertiu, é bem feito e num mundo justo seria considerado uma obra de arte acima da Monalisa. Com isso, quero dizer que a nota é de 10 Xícarazinhas.

10

 

Lucy – Busquem conhecimento

30 ago

Vi o trailer desse filme algum tempo atrás e achei massa. Muito pela presença da Scarlett Johansson, confesso, mas o trailer me instigou a assistir o filme. Hoje, sai de minha casa e fui assistir. Mestre de cálculos que sou, cheguei no horário certo. Comprei o ingresso e peguei uma fila curta para comprar uma coca (os filmes não são bons sem ela), entrei na sala e assisti  trailer de Hercules. Esse é outro filme que vou ter que assistir, pois me instigou, também.

Um tempinho depois, Lucy começou.

Lucy_Brazil_1sht-menor_0

Gostei do filme. Fiquei com a sensação de que se estivesse sob efeito de entorpecentes no momento, teria gostado ainda mais.

Lucy, brilhantemente interpretada pela Scarlett Johansson, é uma jovem que está no Japão e curtindo as baladas de lá. Num dia qualquer, um amigo pede uma ajuda e inteligente e sagaz que é, Lucy nega a ajuda. Após ser forçada, acaba sem opções e ajuda o tal amigo. Ajudar alguém nunca é uma boa ideia.

Claro que algo deu errado e a coitadinha acabou sendo vítima de um cruel plano de tráfico de drogas. Não qualquer droga. É aqui que o negócio começa a ficar legal.

Uma droga de coloração bonita e aparentemente, poder superior a todas as outras drogas do mundo, foi criada e uma maléfica gangue japonesa decide obrigar Lucy e transportar um pacote dessa droga no estômago até outra parte do mundo. Coisas acontecem, lágrimas escorrem e alguns chutes na barriga da Lucy fazem o filme entrar num alucinante caminho colorido e louco.

A coitada levou um chute no estômago, o pacote se rompeu e a droga entrou em contato com o organismo dela. Aquilo mudou a garota. Ela deixou de ser uma garota bonita e indefesa e se transformou numa inteligente e perigosa mulher. Mais ou menos o que a Viúva Negra é em Vingadores. Curiosamente, também muito bonita e também interpretada pela Scarlett Johansson.

O filme tem toda uma discussão interessante sobre evolução, uso da capacidade cerebral e coisas incríveis acontecendo no universo. Também tem o Morgan Freeman. Gostaram de focar a câmera no rosto dele e dar um belo zoom. Jogo divertido para se fazer enquanto assiste o filme: contar quantas manchinhas escuras ele tem no rosto. Parei em 37.

lucy-trailer-1-review-988f6937-b2f0-4b92-a0bd-b0d0d417cbc7

O final do filme me lembrou de um outro filme que assisti recentemente: Transcendence. Um resumo desse outro filme seria “Johnny Depp se tornando um vírus do mal e fazendo upload de si mesmo na internet”. Lucy é muito melhor, porém.

Realmente gostei do filme e tentarei assistir outra vez. O conhecimento pode ser perigoso e talvez o ET Bilu seja só um alien irresponsável.

Com Scarlett Johansson sendo bela, animais agindo como animais, Morgan Freeman dando uma palestra que parecia boa e várias drogas, Lucy arrecada um total de 9 Xícarazinhas.

9

 

Não, Lucy In The Sky With Diamonds não está na trilha sonora.

Lucy-Scarlett-Johansson

 

Guardiões da Galáxia – Eles tem um guaxinim!

14 ago

Fazia tempo que não me dava ao prazer de ir ao cinema. Se bem me lembro, a última vez tinha sido mais ou menos ali na semana em que 16 de Abril caiu. Sou excelente em passar o dia querendo ir assistir um filme e desistir na hora de sair de casa. É um dom.

Dessa vez, foi diferente. Pouco antes de chegar no cinema, visualizei uma mulher acima do peso (gorda). Interpretei isso como um mau presságio, mas me mantive firme e segui em frente. Já fazia uma semana que Guardiões da Galáxia tinha estreado e os comentários que vi faziam o filme parecer bom. Achei que valeria a pena.

Comprei ingresso (é difícil driblar os seguranças), comprei uma pipoca pouco salgada, uma elegante lata de Coca-Cola e entrei na sala. Acho que estava tocando Nickelback, mas não pude prestar atenção porque as luzes logo se apagaram para os trailers. O novo Tartarugas Ninjas parece que vai ser divertido. Mas tive que deixar para pensar nisso depois, pois Guardiões da Galáxia estava para começar.

FTILT_003C_G_POR-PT_0001

Gostei do filme. Muito divertido. Esperava mais, mas isso se deve a ter guardado tantos comentários positivos do filme na cabeça e ter ido assisti-lo com a expectativa alta demais. Mesmo assim, foi bem bom.

Meu conhecimento acerca do universo Marvel não é tão vasto e eu não sabia exatamente o que esperar. Acho que tenho uma queda por equipes que salvam o mundo. E dessa vez a equipe tinha um guaxinim como membro! É claro que eu gostaria.

Não sei se dei importância suficiente para a ligação que o filme tem com Vingadores e etc. Não estava preocupado. Deixarei isso para a galera que fica o dia inteiro twittando sobre HQs.

Enfim, o filme é massa e saí da sessão com uma estranha vontade de plantar árvores.

Guardiões da Galáxia ganha incríveis 9 Xícarazinhas e entra num seleto grupo de filmes formidáveis.

9

 

Ah, um dos personagens principais do filme tem uma fita cassete que ele ganhou da mãe. Ele tem uma ligação emocional com a fita e tal. As músicas dessa fita cassete são muito boas e assim que cheguei em casa, fiz o download delas e desde então já as ouvi umas 7 vezes.

Boas músicas.

GotG01-746x400

Hoje eu quero voltar sozinho – Sobre independência e amor

16 abr

Assim como no último post escrito após mais uma de minhas idas ao cinema, fui assistir um filme nacional. Também assim como da última vez, estava verdadeiramente interessado em assistir. Não só por conta do trailer.

Antes de virar filme, “Hoje eu quero voltar sozinho” já era um curta de sucesso.  Só fui conhecer e assistir o curta uns dois meses atrás. Lembro de ter pensado um “orra, que massa” no final. Talvez o clima em que eu estava tenha ajudado nesse pensamento.


 

Bom, quando fui assistir o filme estava num clima massa, também, e isso pode ter ajudado outra vez. É parecido com aquela história do “foi no calor do momento”.

hoje-eu-quero-voltar-sozinho

Achei bem massa.

A história é pelo ponto de vista (hein, piadinha) do Léo, um garoto cego e que curte música clássica. Mesmo sabendo se virar muito bem, ser cego atrapalha o Léo em algumas coisas e faz com que ele se incomode com a maneira excessivamente cuidadosa que as pessoas tem ao tratar ele. Ele quer ser mais independente e tal.

Na escola, ele está sempre com sua amiga Giovana. Ela o ajuda em muita coisa e eles se dão bem. Começam a ter certos desentendimentos quando um aluno novo, o Gabriel, chega na turma.

Assim como o curta, o filme é bonitinho. Posso ter feito alguns “own” enquanto assistia, confesso.

“Hoje eu quero voltar sozinho” é tão massa quanto seu curta e pegar carona em um bicicleta guiada por um cego ainda não me parece uma boa ideia. De qualquer forma, 9 Xícarazinhas me parece bem justo.

9

 

Sempre desconfie de quem convenientemente perde a memória após ingerir bebida alcoólica e fazer algo que não deveria. Sempre desconfie, também, de quem fica escrevendo tudo errado no Twitter nas madrugadas de sábado. Incrível como 2 copos de cerveja fazem as pessoas e os corretores de seus respectivos celulares se tornarem semi-analfabetos.

Não que isso atrapalhe-as de escrever textos gigantes, estúpidos e desnecessários no Facebook, claro.

 

Entre Nós – tire a pedra de cima do passado

7 abr

Acho que nem estava com o pensamento de “aff, outro filme nacional, nhé” na cabeça. Tinha assistido o trailer antes de sair de casa e tinha curtido. Não parecia ser mais um filme nacional de comédia vergonhosa e estúpida.

De mãozinhas dadas com a esperança (não só com ela, na verdade) de assistir um bom filme nacional, fui ao cinema.

Entre_Nos

Um grupo unido de amigos faz uma viagem. É tudo muito legal e bonito de se ver. Claro que fizeram a brincadeira do “vamos escrever coisas legais aqui, enterrar debaixo dessa pedra e 10 anos depois vamos voltar, reler e dar risada!”.

entre nós

Um dos integrantes do grupo, o Rafa, era todo metido a escritor e até parecia ser muito bom nisso. Todos sabiam que ele estava escrevendo um livro e todos estavam muito curiosos para ler o tal livro. Pouco depois de enfim terminar de escrever, o Rafa se envolve num acidente de carro e morre. Junto com ele no carro, se encontra o caderno que guarda todas as palavras que compõem esse tão incrível livro e seu amigo Felipe, a única pessoa que tinha tido a oportunidade de ler a fantástica história do Rafa.

pele_blog_001-crop

10 anos se passam e o grupo de amigos combina de se encontrar para ler as tais cartas escritas anos antes por suas versões mais jovens, mais esperançosas diante do mundo e menos marcadas por tristezas.

Há alguns pequenos dramas por trás do drama principal, mas todos se resolvem bem. O grande foco é: a leitura das cartas. Enquanto isso não acontece, algumas dúvidas em relação a morte do Rafa são levantadas, a sombra de uma grande mentira aparece, tristeza e arrependimentos surgem e algumas coisas precisam ser discutidas.

Gostei bastante desse clima do filme. Os personagens são bem bons e me importei com a história. Pensando nele agora, lembro do filme com bastantes simbolismos. Isso é bem legal.

Uma boa escolha para filme de fim de tarde de domingo, Entre Nós me surpreendeu, deixou o cinema nacional muito mais interessante e leva 9 Xícarazinhas.

9

Robocop – vivo ou morto e blá, blá, blá

2 abr

Fui uma criança muito feliz e perfeitamente criada na frente de uma televisão. Assisti muita coisa. Meu caráter foi moldado dessa maneira, mas devo dizer que a criança incrível que fui não teria sido tão incrível se não tivesse assistido Robocop em alguma tarde chuvosa do passado.

Um policial que ficou tão ferido que a única maneira dele ter uma segunda chance de combater o crime seria mesclar o que restou de seu corpo com partes robóticas? Isso é tudo que o Rafaelzinho gostaria de assistir.

Dia desses, para me preparar para assistir esse novo filme, assisti o Robocop de 1987. Ainda continua sendo o mesmo filme massa que o Rafaelzinho assistiu naquela tarde chuvosa do passado. Eu achava que tinha tido um bonequinho do Robocop, mas pensei melhor e talvez fosse meu primo que tivesse tido esse bonequinho e eu sempre tivesse desejado ter para mim.

Deveria ter roubado o tal bonequinho, mas assim como o Robocop, minhas ações seguem certas diretrizes. Me foi ensinado que roubar não é legal. Segui o recado dado pelo Robocop aos 20 segundos desse vídeo e não roubei o bonequinho.

 

Vivo ou morto, precisava assistir esse novo filme.

139

O Robocop de 1987 ainda é o melhor filme do Robocop já feito pela raça humana. Esse novo é bom, mas não tanto. É legal ver a diferença na visão de “metade homem, metade máquina, mas um policial completo” que mais de 25 anos fizeram.

A história é basicamente a mesma e tirando uma cena que você vê o que restou do corpo humano do Alex Murphy (é uma baita cena), não há tanta surpresa. Há o criminoso que vai servir apenas de ponto de fuga para a vingança (ou justiça, como quiser) do Robocop, há todo o drama “homem ou máquina?” dentro da cabeça dele, há a corrupção a ser combatida dentro da própria polícia, há as cenas de combate que você vê o Robocop usando uma pistola que poderia arrancar uma cabeça apenas como uma coronhada e há o uniforme.

Já tinham me dito que existia um motivo para o uniforme desse novo Robocop ser preto e não um cinza fosco e bonito como o do Robocop clássico. Eu confiei. Acreditei que realmente existia um bom motivo. Amigos, “pinta de preto porque vai ficar mais estiloso” não é um bom motivo. É só uma saída fraca.

Mas OK. Isso não incomoda.

Eu realmente deveria parar com essas comparações com o Robocop clássico, mas quando se faz um remake de um filme, usando o mesmo nome e a mesma história, as comparações são mais do que esperadas. Então, estou certo.

Foi interessante ver o Robocop partindo para o combate feito o Homem de Ferro. Na verdade, tirando uma blindagem formidável, capacidade de voo e uma tecnologia muito mais avançada, é o que ele é.

Eu gosto do Homem de Ferro e gostei desse Robocop. Talvez se não fosse um remake, eu teria gostado mais, mas o Padilha mandou bem. Fez um filme legal em que um cara vestido de preto vai atrás de vagabundo.

Com sua falha em escolher um bom ator principal e com o Samuel L. Jackson com uma bela cabeleira, Robocop leva 7 Xícarazinhas.

7

Aquele tema formidável poderia tocar mais durante o filme. Fez falta.

300 – A Ascensão do Império: desnecessário, mas não tão ruim

10 mar

 

É de conhecimento público que em algum universo paralelo sou uma prostituta barata e 300 é o meu cafetão.

O que posso dizer? O filme conseguiu atingir níveis altíssimos de excelência. A história de um rei que vê uma sombra gigantesca se formar e prometer encobrir sua terra, seu povo e sua história e como única alternativa, bate de frente com essa sombra, perece em campo de batalha, mas consegue salvar tudo aquilo que lhe foi ameaçado. 300 é um filme lindo. Leônidas e mais 300 soldados de sua guarda pessoal enfrentando alguém que se diz ser um deus-rei e um exército de centenas de milhares. Um filme de honra, glória, sacrifícios e valores. Há também a carnificina e os abdomens sarados, mas isso é um tema para outro post. O que quero dizer é: 300 é um daqueles filmes de moldar caráter.

Fiquei feliz ao saber que um novo filme da linha 300 iria ser produzido. O filme chegou aos cinemas e lá estava eu ajudando a financiar isso.

300-A-Ascensao-do-Imperio-poster-br

Tudo indicava que seria um filme que contaria a origem do Xerxes e de como as coisas foram acontecendo até que se chegassem aos belos momentos acontecidos nas Termópilas e retratados no primeiro filme, mas não. A origem do deus-rei é contada em 10 minutos de filme. O restante é uma mistura de “orra, que legal”, “olha só o Leônidas! Yes!” e “wtf?”.

Meu maior medo se realizou: fizeram dos outros gregos soldados tão fenomenais quanto os espartanos. Não aceito isso. Desde sempre me é contada a história de que enquanto o restante da Grécia estava ocupada fazendo poemas e política, os espartanos passavam a vida treinando com armas e aperfeiçoando seus corpos (mais especificadamente, seus abdomens) para se tornarem os mais mortíferos e hábeis soldados.  Isso fica muito claro no primeiro filme. Enquanto os demais exércitos são compostos por camponeses e uma fração de soldados medianos, o exército de Esparta conta com seus melhores soldados. Esculpidos em armas, sangue e suor.

Ver um exército grego descendo uma colina com armas em suas mãos, usando capa azul e liderados por um Leônidas muito genérico, quase me fez vomitar.

Não gostei dos soldados gregos sendo bons, não gostei das batalhas marítimas (faz sentido, mas é chato), não gostei de terem diminuído a importância de Leônidas e seus 300.

O filme é bem legal para quem gosta de sangue. Aparentemente, 7 anos desde o lançamento do primeiro filme fez com que as técnicas de inserir sangue digital em tela melhorassem. Nunca vi tanto sangue na minha vida.

Ah, lembrei de uma vez que arranquei uma casquinha de uma picada de pernilongo no meu braço. Teve bastante sangue daquela vez, também.

 A Artemisia, a verdadeira vilã do filme e quem controla o Xerxes, não foi uma personagem tão boa, mas mesmo assim tinha um belo par de seios. Parabéns para a Eva Green.

300: BATTLE OF ARTEMESIUM

Reclamei das batalhas em alto mar, mas elas tiveram momentos interessantes. Acho que o que não gostei foi de soldados se enfrentarem fisicamente em cima de um barco balançando. Se vai ser desse jeito, deixem só os comandantes e remadores nos barcos e vamos todos nos matar em terra firme, galera.

Tirando uma cena com um cavalo pulando de barco em barco no meio do mar, o final do filme foi legal. Chorei quando os barcos espartanos chegaram.

Aliás, falando em barcos espartanos e choro, o que a viúva do Leônidas, a Gorgo, estava fazendo de vestido e espada na mão, matando persas com a fúria e habilidade de um soldado? Isso não faz sentido. Ela não recebeu treinamento e estava matando 2 vezes mais inimigos do qualquer outro ali. Se tivessem enviado ela para a Batalha das Termópilas, Leônidas e seus bravos espartanos (nunca esqueceremos) estariam vivos e fazendo abdominais em Esparta.

Com sangue, água e coisas sem muito sentido, 300 – A Ascensão do Império ganha 8 Xicarazinhas.

08

Eu estava curioso sobre qual seria a explicação para o Xerxes. No trailer aparece o Rodrigo Santoro de barba, cabelo e estatura de um homem normal. Como ele teria se transformado naquele travesti gigante, dourado e afetado? Bom, uma piscina de ouro e poderes ocultos mal explicados o fizeram daquele jeito. Poderia ser pior.

Sem Escalas – Liam Neeson não usa Whatsapp

6 mar

“I will find you, and I will kill you.”

Liam Neeson disse essas belas palavras no Busca Implacável. Acho que não, mas gosto de imaginar que eu tenha me arrepiado quando isso aconteceu. Nesse ponto do filme, eu já estava completamente comprado. Um ex-agente que precisa recuperar a filha que foi sequestrada por uma galera que faz parte do tráfico de mulheres é algo que serve como diversão para mim.

Não achei que Sem Escalas pudesse ser tão bom quanto Busca Implacável, mas assisti.

SEM-ESCALAS

Juro que dessa vez tentei prestar mais atenção ao filme, mas falhei miseravelmente. Nesse caso, invoco o direito de poder falar o que quiser e não ser julgado por isso.

Gosto de filmes de aviões. Meu pai, também. Acho que Força Aérea Um é o melhor filme que eu e ele já assistimos juntos. Sem Escalas é um bom filme de avião.

Um agente, disfarçado de civil, é colocado num voo de New York a Londres (precisei conferir isso) para garantir a segurança dos demais passageiros caso algo ocorra. Aparentemente, isso é normal e só eu não sabia. Ele começa a receber mensagens com ameaças acerca desse voo. De inicio, ignora, mas quando o primeiro passageiro aparece morto, percebe que talvez deva dar atenção para as mensagens.

É visível que algo vai dar errado no voo quando antes de embarcarem e câmera foca em alguns passageiros. Não é um bom sinal. Sequestrar um avião não faz muito sentido para mim, mas não tenho uma mente criminosa, então deixa pra lá.

Coisas estranhas acontecem dentro do avião e só quem acredita que o personagem do Liam Neeson não está paranoico ou tentando dar um golpe. é quem está assistindo o filme. Acho que até ele não estava muito certo de estar livre de culpa.

Pessoas morrem, pessoas gritam, uma bomba dentro de um avião (quem nunca?) aparece, Liam Nesson quase consegue dar conta de uns 8 caras numa briga, uma aeromoça bonita está presente, problemas com álcool e família (quem nunca?) acabam por vir a tona e a Julianne Moore está bonita.

Non-Stop

Quem é legal e assiste House of Cards poderá mandar um “Hey! Aquele é o Peter Russo!”.

A verdade é que não me importei muito com o filme. Há coisas mais importantes na vida e etc. Casacos macios, por exemplo.

A nota será complicada. Normalmente, eu daria 9 Xicarazinhas, mas algo no encosto da poltrona me incomodou o tempo todo e me vi na obrigação de descontar nota. Por isso, 6 Xicarazinhas bastariam, mas então me lembrei que por outro lado, o cinema tinha lugares massas para apoiar as mãos e tal. Não julgue meus métodos de dar notas a filmes.

Depois de vários cálculos para a nota, Sem Escalas ganha 8 Xicarazinhas.

08

A Menina que Roubava Livros – enriquecendo lacunas e dores no pescoço

19 fev

Não sou especialista em cinema, mas tá complicado de entender filmes.

Assim como da última vez, não posso dizer que tenha prestado muita atenção ao que estava assistindo (muitas distrações e tal) e até pensei que não seria justo escrever mais um texto sobre outro filme que não foi assistido com atenção suficiente, mas acabei sendo convencido (ameaça) do contrário.

Nunca li o livro e o trailer me fez acreditar que a menina em questão passaria o filme todo roubando livros de fogueiras nazistas. Talvez eu tenha enriquecido as lacunas dessa história ao imaginar que ela faria todo um caminho de furtos até chegar na fogueira de livros pessoal do Hitler e então, daria um jeito de vingar algo ou alguém.

Mas não.

A-Menina-que-Roubava-Livros-poster

 

Nada de pipoca média, latinha bonita de Coca-Cola ou algum velhinho tropeçando e caindo. Como sempre, tiveram comerciais, trailers e o filme começou.

Algo estava errado na tela, porém. A legenda estava cortada e teve que recomeçar.

“Putz, que chato, Rafa. Assistir comerciais e trailers duas vezes seguidas por um erro? Sinto muito.”

Não sinta, amigo. As consequências desse erro alheio foram bem boas e pagaria um pouquinho a mais no ingresso para que isso voltasse a acontecer.

Bom, na segunda vez estava tudo certo com a legenda e o filme esta pronto para ser assistido. Não sei o que está acontecendo comigo, mas venho sentindo dores pelo corpo após as últimas sessões. Como se eu tivesse ficado tempo demais em uma posição não muito confortável. Se for esse o caso, acho que valeu a pena.

O filme é legal. A menina se chama Liesel e bem no começo do filme é entregue a uma família adotiva. Aprende a ler e aprende também a importância que livros, e mais especificadamente as histórias dentro deles, tem de fazer as pessoas esquecerem por alguns instantes a realidade de guerra que vivem.

Uma oportunidade de escapar momentaneamente daquilo.

meninani2

Não é um filme muito feliz e o final consegue fazer até o mais bravo dos heróis (eu) sentir um nó bem pequeno na garganta e pensar “orra”, mas foi só. O meu medo de chorar era tanto que até precisei fazer um pacto (dessa vez, não com Satanás) para garantir minha segurança.

Juro que não chorei.

~

Mesmo saindo de lá com o pescoço quase travado, a sessão foi bem massa. Proveitosa e tal.

Com a mesma coragem necessária para roubar um livro de uma fogueira ou de esconder um judeu em uma casa, dou incríveis e fantásticas 9 Xícarazinhas para A Menina que Roubava Livros.

9

~

Se você vai apostar uma corrida em troca de um beijo, se certifique que vai ganhar a corrida. Ou apenas roube o beijo, sei lá.

~

Trapaça: um filme tão bom que meu braço ficou dormente

17 fev

 

Assisti o filme sem prestar muita atenção nele e por isso não julguei necessário escrever algo. Uma semana depois mudei de ideia porque mesmo um texto superficial sobre o filme era melhor do que nada e assim, eu manteria a tradição de ter escrito textos icônicos sobre cada filme devidamente assistido por mim dentro de um cinema nos últimos anos.

Mentira. Fui obrigado a escrever, mesmo.

Eu estava em um dia bem vegano (inclusive, ao lado de uma) e nada de pipoca média e latinha de Coca-Cola dessa vez. O dia estava diabolicamente quente e uma garrada d’água foi a opção mais legal.

Depois de julgar velhinhos, entrar na sala, assistir comerciais e trailers, o filme começou.

AHUSTLE_TSRPOSTER_BRAZIL

Eu disse que não prestei muita atenção no filme e já faz uma semana desde que o assisti, então não posso ser julgado por não lembrar de muita coisa.

Sei que o personagem do Cristian Bale dava golpes (nada muito absurdo) e após conhecer a personagem da Amy Adams (que está bem bonita no filme), começa a incrementar mais tais golpes. O personagem do Bale tem um filho e mantém um certo relacionamento (não vou lembrar qual) com a personagem da Jennifer Lawrence (que também está bonita no filme). De início, a personagem da Lawrence não parece fazer parte desses golpes, mas isso muda no decorrer do filme.

OK.

Não lembro como aconteceu, mas um golpe dá errado e eles acabam tendo que realizar mais golpes apenas para entregar pessoas para o FBI (ou alguma outra agência) em troca de redução de pena ou talvez até para não serem presos. Chegam em alguns nomes um pouco mais importantes e um último grande golpe é planejado.

Dessa parte até o final do filme, me lembro de ver muito decote em tela. Ah, e tem uma cena massa da personagem da Jennifer Lawrence cantando Live And Let Die.

No final, o golpe parece dar mais do que certo e quase todos vivem felizes para sempre.

~

 

Então, como poucas pessoas sabem (considerando ameaças de morte que recebi pela nota de Man of Steel), a nota que dou não é apenas para o filme. Tudo na sessão é levado em conta.

Essa sessão foi muito massa e por isso, dou incríveis 9 Xícarazinhas para Trapaça.

9

~

Em minha defesa, não consegui ler metade da legenda do filme. Por isso não entendi tudo. O pior é que nem era culpa do maluco que fica na salinha lá em cima dando play nos filmes.