Me esquivando de pirocadas

15 ago

Estava dirigindo (muito acima do limite de velocidade, confesso) pelas ruas da cidade e após algumas voltas sem sucesso, encontrei o que queria. Ela estava andando na calçada do outro lado da pista. Sem me preocupar em olhar para o retrovisor ou em colocar a vida de outras pessoas em risco, acelerei ainda mais o carro e passei por cima do canteiro central. Ela não percebeu a loucura que fiz.

Estava ocupada caminhando de maneira calma, mas ainda assim rebolando, de vestido curto, bolsa e salto alto. Desci do carro alguns bons metros atrás dela e para não chamar atenção, fui caminhando disfarçadamente em sua direção. Ela parecia estar com a mente em outro lugar, apenas isso explica o fato de não ter percebido minha aproximação. Estaria ela preocupada com o aquecimento global, com alguma prova da faculdade ou apenas pensando em uma maneira de se afastar de pessoas que gostam de Legião Urbana? Não sabia e nunca saberei a resposta.

Já muito próximo dela, me concentrei, mirei e lhe acertei um soco na nuca. Ela não estava preparada e caiu no chão. Se não fosse pelos implantes de silicone em seus seios, o estrago da queda poderia ter sido maior. Levaram-se alguns segundos até que ela se recuperasse e tentasse encontrar um significado para aquilo que estava acontecendo. Se levantou e ficou de frente para mim. Olhando no fundo de seus olhos, vi a surpresa e perplexidade se transformarem em ódio e compreensão. Ela entendeu o que estava acontecendo.

Conjurando (sério, até hoje não sei de onde ela tirou) uma piroca roxa e de uns 60cm, correu até mim feito um cavaleiro empunhando uma espada contra um inimigo e tentou me agredir com ela. Eu quase levei pirocadas, mas por sorte, sou bem dotado (opa) de conhecimento acerca de lutas de rua e assisti muito Rocky Balboa quando era criança. Me esquivei e me defendi das pirocadas o quanto pude e então, quando surgiu a oportunidade perfeita, ataquei.

Encaixei um soco lindo na cara dela. Mais um. Mais um. E mais um. Ela foi a nocaute e caiu no chão. Dessa vez, caiu desacordada e a piroca escapou de sua mão. Decidi finalizar aquilo. Me aproximei e pisei repetidas vezes em sua cabeça.

Assim que ela morreu, várias notas de dólares magicamente apareceram ao redor dela. É esse o preço de uma vida.

Eu estava jogando GTA: San Andreas e tinha matado uma prostituta.

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