Música de Quinta #12 – Baba – Kelly Key

11 abr

Uma tristeza: fui em busca da Playboy da Kelly Key (apenas por motivos profissionais, juro) e percebi que não é uma edição tão boa. Em minhas memórias, a tal edição da Playboy era excelente, algo quase divino e agora estou decepcionado.
Há boas fotos, mas não sinto magia. Eu não babei.

Baba – Kelly Key

Você não acreditou
Você nem me olhou
Disse que eu era muito nova pra você
Mas agora que cresci você quer me namorar

Com esse trecho, é difícil saber, mas como já tive o prazer de ler o restante da música, já lhes trago algumas úteis informações:

Temos aqui uma clássica situação de “Vaca da Paz”. Margareth (sim, esse é o nome de nossa garota) é filha de um Earl (um senhor, um lorde) dinamarquês. Seu pai planejava invadir Wessex após as festas do Yule, mas não tinha homens suficiente. Através de uma negociação com outro Earl, conseguiu os homens que precisava, mas para isso, precisava usar sua filha de 13 anos como moeda de troca.Ao meu ver, uma negociação bastante justa.

Estava tudo certo, todos estavam felizes e o dia do casório estava chegando. Margareth estava nervosa, mas feliz, pois além de conseguir ajudar a conseguir homens a seu pai, tinha conseguido um casamento com um homem poderoso e rico. Era tudo que a filha de um Earl poderia querer.

Mas as três fiandeiras riram de sua felicidade e escolheram uma linha negra para tecer os fios de sua vida. O Earl que deveria se casar com Margareth (nem é um nome dinamarquês) não gostava de meninas jovens. Ele sempre teve preferências por serviçais, escravas e prostitutas um pouco mais velhas. Se casar com uma menina de 13 anos iria de encontro com esse conceito e por isso, o casamento não aconteceu.

Margareth chorou durante dias e seu pai, triste por sua filha e desolado por não ter conseguido os homens que precisava para a invasão, se jogou em um rio. Alguns de seus homens correram ao rio para tentar salvá-lo, mas o peso da cota de malha o carregou  para baixo e ele morreu ali, no fundo do rio e com uma espada amarrada na mão. Ele se matou, mas não negou os prazeres do Valhalla.

Margareth jurou um dia se vingar.

Os anos se passaram, ela envelheceu e colocou a vingança em prática. Se casou com um senhor qualquer e o convenceu a ir até o castelo do tal Earl para jurar lealdade. Estando lá, Margareth usando das táticas do “ser sexy, sem ser vulgar”, fez com que o Earl se apaixonasse por ela. Quando isso aconteceu, Margareth esmagou o coração do coitado. Revelou sua verdadeira identidade e contou todo o sofrimento que a recusa dele tinha causado.

Não vou acreditar nesse falso amor
Que só quer me iludir me enganar, isso é caô
E pra não dizer que eu sou ruim
Vou deixar você me olhar
Só olhar, só olhar, baba
Baby, baba

Coitado do tal Earl, ficou cego pelos encantos de Margareth e no desespero, disse que a amava. Margareth, moça séria, vingativa e sagaz, percebeu que era apenas um plano para comê-la, mas como estava gostando de ser cobiçada pela pessoa que um dia a tinha recusado, o deixou olhar. Só olhar.

Olha o que perdeu
Baba, criança cresceu
Bom, bem feito pra você, é, agora eu sou mais eu
Isso é pra você aprender a nunca mais me esnobar
Baba baby, baby, baba, baba
Baby, baba

Margareth jogou os peitos no cara dele e o fez se arrepender de ter recusado um casamento com ela. Conseguiu sua vingança e seu pai, lá do Valhalla a olhava orgulhoso. Depois disso, as três fiandeiras decidiram usar uma linha dourada e teceram um lindo fio para a vida de Margareth.

Um de seus filhos, conseguiu juntar um horda de nórdicos e invadiu Wessex.