O tal primeiro dia de academia

8 jan

No pain, no gain

Salve, salve, nave louca! Não fazem ideia do esforço que estou empregando para escrever essas palavras que estão lendo. Não, ainda não começaram as dores, mas meus braços não estão me obedecendo por completo. É uma sensação legal, até.

O motivo que me levou a ir numa academia? A vida, cara. Crescer assistindo filmes de brucutus e todo aquele endeusamento a malhação,  criou um monstrinho na minha cabeça e isso somado ao fato de eu estar magro feito um nerd (que na verdade sou), fez surgir em minha mente a ideia de talvez trabalhar o corpo. Eu até pensei em começar no final do ano passado, mas achei que começar a fazer academia junto ao começo de um novo ano fosse algo mais poético. Talvez tenha sido.

Para melhor entrar no clima, dê play.

  Um universo novo. Por mais que você já tenha assistido, lido e por aí vai sobre o mundo da academia, estar lá é uma outra coisa. A loucura é ainda maior que aquela que eu tinha imaginado. Para se ter uma ideia, não fazia nem 3 minutos que eu tinha entrado no ressinto e já ouço barulho de vidro se quebrando. Esperando que saísse uma briga ali dentro (seria louco), olho ao redor e identifico o culpado pelo barulho. Aparentemente, um jovem estava tão na fúria para ver os músculos de seu braço explodindo que com o peso na mão, foi chegando cada vez mais perto do espelho. Num dado momento, chegou perto demais e arrebentou o espelho no meio da série. Imagina-se que depois de quebrar um espelho ele tenha parado, não? Errado. Continuou com sua série, tentando desviar dos cacos no chão e só após finaliza-la, foi resolver o problema. “Assustado” é a palavra que melhor define eu naquela momento. Era um universo novo, louco e eu estava gostando.

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  O som de barras de ferro em contato com os pesos, a música da aula de dança (até agora não arrumei um nome melhor), o alto volume da TV transmitindo uma novela qualquer, a conversa de nego que já frequenta aquele lugar a anos e está dando um incentivo aos amigos que estão levantando um peso muito maior do que seria recomendados a eles e etc. Curti o ambiente. Malhar em absoluto silêncio não deve ser algo muito produtivo, acho.

  Como bom companheiro que sou, arrastei dois amigos para começarem junto comigo. Ambos já tinham feito alguns meses e acabaram por parar. Eu que sempre fugi desse apelido, era o “noob” da academia. Depois de conversar com a atendente e tal, começamos a fazer séries. Disse anteriormente que sou magro, mas não sou de todo fraco. Trabalhar em um supermercado me deu um mínimo de força necessária para todo ser humano e talvez por isso que nos primeiros exercícios eu não tenha me saído tão mal. O “problema” é a repetição. Fazer 10-15 vezes o mesmo movimento, entende?. Com 40 minutos de exercícios eu sentia meus braços como se estivessem flutuando. Eles simplesmente não obedeciam por completo meu cérebro. Pareciam estar tentando resistir as minhas ordens. Como já disse, é uma sensação legal.

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  Não sou estúpido, penso eu. Na medida do possível, obedeci meu corpo. Ao ver que não iria conseguir levantar um certo peso, levantava um menor. Ao contrário do que talvez estejam imaginando, não fiquei com os pesos rosas. Apenas preferi levantar um peso que fizesse uma certa diferença, mas que não me matasse.

  Percebi que existe um companheirismo por ali. Seja para incentivar um colega ou para dar dicas a um novato (eu), as pessoas, talvez por estarem ali pelo mesmo motivo (otimizar o corpo), se ajudam.

Voltarei lá amanhã, talvez volte a escrever mais algum post sobre as coisas que podem ocorrer por lá (um peso cair na minha cabeça, por exemplo) e só para deixar registrado: meu objetivo a longo prazo é se tornar um meio termo entre Popeye e Hulk.