Finais interpretativos

9 jan

 

Lembro de não estar entendendo muito bem o motivo das pessoas estarem discutindo vorazmente o final de Inception e de darem tão pouca atenção ao restante do filme. Baita filme massa e a galera só queria saber sua opinião sobre o final. Como se o restante do filme não tivesse importância sem um bom final.

De certa forma, é compreensível. Quantos filmes e quantas séries (Lost, estou olhando pra você) não tiveram seus brilhos reduzidos pelo final ter sido inferior a todo o resto? Hoje reconheço essa importância, na época nem tanto.

“A cicatriz não incomodara Harry nos últimos dezenove anos. Tudo estava bem.”

As histórias precisam de um fechamento e as pessoas precisam de um final. É inconcebível terem assistido Inception, curtido o filme e ficarem em dúvida com o final. Elas precisavam de um final definitivo e o filme não deu isso a elas. Por isso precisavam discutir. Precisam mostrar seus pontos, discordar de argumentos contrários ou até mesmo se convencerem por outra pessoa. O filme precisava de um final.

Lembro de ter assistido, curtindo muito, chegar no final, ver a cena do peão rodando, entender o que significava ele não cair e começar a torcer para o maldito cair logo antes que a cena acabasse. A cena acaba com o peão ainda fazendo o que peões normalmente fazem.

A cena não te dá certeza alguma, você precisa fazer o final. Odiei o Nolan por isso, mas aceitei o desafio e fiz o que ele propôs. Pra mim, o peão cai. Foi o final que escolhi. O Rafael de 10 anos no futuro pode escolher outro final. Ou o Rafael de 10 anos no futuro pode ter tanto dinheiro a sua disposição que estará se divertindo tanto pelo mundo que nunca mais pensará nesse filme.

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o rafa do futuro

 

Acabei passando a imagem de não gostar desses finais interpretativos, mas veja só, acho que preferia ter tido mais um deles.

Em Batman – The Dark Knight Rises, o filme acaba com o Batman, até então, morto e com o Alfred passando umas férias longe de Gotham. O Alfred está tomando um café e em algum momento ergue a cabeça, olha para a frente e vê algo que prende sua atenção. Eu provavelmente teria explodido e jurado ódio eterno ao Nolan (sempre ele), mas o final seria formidável se acabasse nessa cena. Diferente de Inception, ele preferiu continuar e não deixar dúvidas. Fez questão de mostrar o Bruce Wayne também tomando um café um pouco mais a frente do Alfred. Mesmo se o Bruce não aparecesse, você iria saber o que significava aquela expressão no rosto do Alfred e na real, não mudaria nada, mas de alguma forma, fez toda a diferença.

Tem um Nerdoffice em que o Jovem Nerd comenta sobre isso:

(pule para 13:01)
 

Estou falando desse negócio de finais interpretativos porque hoje (quando comecei a escrever esse post) lá pelas 2 da manhã minha namorada quis discutir o final de A Piada Mortal e acabei pensando em tudo isso por consequência.

Não sei se gosto de finais interpretativos, mas ainda assim sou obrigado a lidar com eles e meu jeito é sempre o jeito certo, então só para constar:

Inception: peão cai.
Batman – A Piada Mortal: Batman mata o Coringa (e sim, a Barbara Gordan é estuprada).
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ABS!

 

Cuidado com minha orelha, mãe

7 dez

Eu não gosto de cortar cabelo. Tudo nessa tarefa é desagradável. Sair de casa, ir até um lugar desagradável, ser obrigado a manter conversas desagradáveis, ver pessoas desagradáveis, confiar sua vida a uma pessoa que geralmente você nem conhece de verdade, pagar por tudo isso e ainda ficar se coçando o resto do dia pelos fios de cabelo que entraram na sua roupa. Não é legal.

Infelizmente, ainda não consigo controlar essa parte do meu organismo e se eu não quiser que meu cabelo se enrole em meu pescoço enquanto durmo e me sufoque até a morte ou pior, que me confundam com um fã do Iron Maiden, preciso mantê-lo cortado.

Só que existe uma distância absurda entre meu cabelo estar me incomodando e eu criar coragem de ir cortá-lo. Entre um e outro, existe algo que chamo de “mãe, corta esse pedaço do meu cabelo aqui”.

Ela não gosta de fazer isso, mas é minha mãe e o amor que tem por mim a obriga a fazer coisas absurdas (como por exemplo, fazer arroz vegano para minha namorada vegana comer). Sempre reclama, mas sempre aceita cortar o meu cabelo.

Acabei de pedir para ela fazer isso. Numa parte um pouco mais complicada do corte, as lâminas da tesoura chegaram perigosamente perto da minha orelha esquerda. Meu cérebro treinado reagiu e mandou um:

 – Ow, cuidado aí. Não quero ficar igual aquele irmão do Zezé di Camargo e Luciano!

A vida é sensacional, não? Tudo o que sei sobre esse caso do irmão do Zezé di Camargo e Luciano (que aliás, estou tratando como se fossem uma única pessoa) se limita a um Linha direta que assisti quando era criança. Quem iria imaginar que anos depois eu faria uma referência a isso enquanto minha mãe cortava um pedaço do meu cabelo?

A vida é fantástica.

Sim, minha mãe riu.

 

 

Fiquem calmos. Minhas duas orelhas estão inteiras e perfeitas (diferente da sua mãe).

Um bloco falso, sim

2 nov

Tive que fazer um jogo para uma apresentação na faculdade. Como acabei programando todo o jogo, tive que arrumar um monte de bugs e aprendi que sempre (sempre!) vai aparecer mais um quando outra pessoa estiver jogando.

O esquema era deixar o jogo rodando num computador e quem olhasse, se interessa e quisesse jogar, simplesmente faria isso.

Um garoto de uns 10-12 anos estava passando, olhou para o banner do jogo, se encantou e quis jogar. Rapidamente passei os comandos e disse qual era o objetivo. Na metade do jogo, ele foi pular de uma plataforma para outra e o personagem caiu. Eu estava assistindo ele jogar e temia que isso fosse acontecer. Sabia que por algum motivo, aquilo não estava funcionando como deveria e que o personagem “cair” da plataforma sem motivo algum era algo que poderia acontecer.

Esperei a reação do garoto praticamente encolhido no meu canto e desde já morrendo de vergonha. Me surpreendi.

– Porra, cara! Um bloco falso! Dahora! 😀

A inocência é algo incrível. Eu já estava quase indo me desculpar com o garoto por ter permitido que aquilo acontecesse e estragasse a experiência dele com o jogo, quando ele vira pra mim e faz um comentário desse em tom de elogio pressupondo que fiz aquilo para “enganar” quem estivesse jogando.

Ele realmente pareceu ter gostado do jogo. Fiquei imensamente contente (difícil usar essa palavra, mas é adequada para o momento) com isso.

Obrigado, garoto.

 

Lucy – Busquem conhecimento

30 ago

Vi o trailer desse filme algum tempo atrás e achei massa. Muito pela presença da Scarlett Johansson, confesso, mas o trailer me instigou a assistir o filme. Hoje, sai de minha casa e fui assistir. Mestre de cálculos que sou, cheguei no horário certo. Comprei o ingresso e peguei uma fila curta para comprar uma coca (os filmes não são bons sem ela), entrei na sala e assisti  trailer de Hercules. Esse é outro filme que vou ter que assistir, pois me instigou, também.

Um tempinho depois, Lucy começou.

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Gostei do filme. Fiquei com a sensação de que se estivesse sob efeito de entorpecentes no momento, teria gostado ainda mais.

Lucy, brilhantemente interpretada pela Scarlett Johansson, é uma jovem que está no Japão e curtindo as baladas de lá. Num dia qualquer, um amigo pede uma ajuda e inteligente e sagaz que é, Lucy nega a ajuda. Após ser forçada, acaba sem opções e ajuda o tal amigo. Ajudar alguém nunca é uma boa ideia.

Claro que algo deu errado e a coitadinha acabou sendo vítima de um cruel plano de tráfico de drogas. Não qualquer droga. É aqui que o negócio começa a ficar legal.

Uma droga de coloração bonita e aparentemente, poder superior a todas as outras drogas do mundo, foi criada e uma maléfica gangue japonesa decide obrigar Lucy e transportar um pacote dessa droga no estômago até outra parte do mundo. Coisas acontecem, lágrimas escorrem e alguns chutes na barriga da Lucy fazem o filme entrar num alucinante caminho colorido e louco.

A coitada levou um chute no estômago, o pacote se rompeu e a droga entrou em contato com o organismo dela. Aquilo mudou a garota. Ela deixou de ser uma garota bonita e indefesa e se transformou numa inteligente e perigosa mulher. Mais ou menos o que a Viúva Negra é em Vingadores. Curiosamente, também muito bonita e também interpretada pela Scarlett Johansson.

O filme tem toda uma discussão interessante sobre evolução, uso da capacidade cerebral e coisas incríveis acontecendo no universo. Também tem o Morgan Freeman. Gostaram de focar a câmera no rosto dele e dar um belo zoom. Jogo divertido para se fazer enquanto assiste o filme: contar quantas manchinhas escuras ele tem no rosto. Parei em 37.

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O final do filme me lembrou de um outro filme que assisti recentemente: Transcendence. Um resumo desse outro filme seria “Johnny Depp se tornando um vírus do mal e fazendo upload de si mesmo na internet”. Lucy é muito melhor, porém.

Realmente gostei do filme e tentarei assistir outra vez. O conhecimento pode ser perigoso e talvez o ET Bilu seja só um alien irresponsável.

Com Scarlett Johansson sendo bela, animais agindo como animais, Morgan Freeman dando uma palestra que parecia boa e várias drogas, Lucy arrecada um total de 9 Xícarazinhas.

9

 

Não, Lucy In The Sky With Diamonds não está na trilha sonora.

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Guardiões da Galáxia – Eles tem um guaxinim!

14 ago

Fazia tempo que não me dava ao prazer de ir ao cinema. Se bem me lembro, a última vez tinha sido mais ou menos ali na semana em que 16 de Abril caiu. Sou excelente em passar o dia querendo ir assistir um filme e desistir na hora de sair de casa. É um dom.

Dessa vez, foi diferente. Pouco antes de chegar no cinema, visualizei uma mulher acima do peso (gorda). Interpretei isso como um mau presságio, mas me mantive firme e segui em frente. Já fazia uma semana que Guardiões da Galáxia tinha estreado e os comentários que vi faziam o filme parecer bom. Achei que valeria a pena.

Comprei ingresso (é difícil driblar os seguranças), comprei uma pipoca pouco salgada, uma elegante lata de Coca-Cola e entrei na sala. Acho que estava tocando Nickelback, mas não pude prestar atenção porque as luzes logo se apagaram para os trailers. O novo Tartarugas Ninjas parece que vai ser divertido. Mas tive que deixar para pensar nisso depois, pois Guardiões da Galáxia estava para começar.

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Gostei do filme. Muito divertido. Esperava mais, mas isso se deve a ter guardado tantos comentários positivos do filme na cabeça e ter ido assisti-lo com a expectativa alta demais. Mesmo assim, foi bem bom.

Meu conhecimento acerca do universo Marvel não é tão vasto e eu não sabia exatamente o que esperar. Acho que tenho uma queda por equipes que salvam o mundo. E dessa vez a equipe tinha um guaxinim como membro! É claro que eu gostaria.

Não sei se dei importância suficiente para a ligação que o filme tem com Vingadores e etc. Não estava preocupado. Deixarei isso para a galera que fica o dia inteiro twittando sobre HQs.

Enfim, o filme é massa e saí da sessão com uma estranha vontade de plantar árvores.

Guardiões da Galáxia ganha incríveis 9 Xícarazinhas e entra num seleto grupo de filmes formidáveis.

9

 

Ah, um dos personagens principais do filme tem uma fita cassete que ele ganhou da mãe. Ele tem uma ligação emocional com a fita e tal. As músicas dessa fita cassete são muito boas e assim que cheguei em casa, fiz o download delas e desde então já as ouvi umas 7 vezes.

Boas músicas.

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Fiz um gesto obsceno para um cachorro

15 jul

Cachorros nunca gostaram de mim.

– Você deve ter sido o cara da carrocinha em alguma outra vida – disse minha mãe em meio a cruéis risos certa vez após um cachorro de rua tentar dilacerar minha garganta.

Durante minha vida inteira tive que lidar com esse ódio canino. O Mickey, cachorro que ganhei de presente no meu aniversário de 1 ano de idade, em um dos atos mais nojentos de traição que já vi, mordeu minha mão esquerda. Um cachorro que cresceu praticamente junto comigo, vivendo as mesmas aventuras, correndo juntos pelo quintal, parceiros de vida e companheiros há tantos anos, teve a coragem de rasgar minha mão (a mesma mão que tanto fez carinho nele!) feito um animal sem amor enviado do inferno.

Até hoje tenha a cicatriz!

Não gosto de falar muito disso. Nosso relacionamento nunca mais foi o mesmo após esse incidente. Ele era meu cachorro e me mordeu. Considero uma traição, sim. Fiquei muito triste com sua morte, mas sinceramente? Nunca o perdoei por aquela mordida. No fundo do meu coração, ainda há mágoa. Aonde quer que esteja, espero que ele saiba como me sinto. Ele merece a verdade.

Mas é isso aí, não? Vida que segue.

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Acostumado com tanto ódio por parte de cães, segui a vida da melhor forma que pude. De cabeça erguida, sempre atento e disposto a ignorar esse ódio e se possível, transformá-lo em algo produtivo.

Li em algum lugar que “guardar” um sentimento ruim durante tanto tempo pode te prejudicar no futuro. De alguma forma, o sentimento ruim, armazenado precariamente no seu coração, iria passar por uma estranha reação e se transformar, sei lá, em um câncer. Não sei se isso tem fundamento científico. Espero que não e espero que a ciência use seus recursos de uma maneira menos imbecil.

Não posso dizer que me livrei de um hipotético futuro câncer, mas posso dizer que me senti aliviado com o que fiz.

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Já há alguns dias, decidi passar menos tempo no meu formidável quarto e dar uma olhada nas belezas do meu bairro (risos). Durante a tarde, habilmente calço meu tênis, coloco algo decente para tocar no celular e saio andando. Estou dando uma volta absurda para dizer que comecei o hábito duvidoso de caminhar? Sim.

Mas não é esse o ponto desse texto!

Em uma determinada rua do meu trajeto (sim, tenho um trajeto), cães marcam presença nela e como já muito comentado aqui, cães não gostam de mim. Não é preciso ser alguém criativo para imaginar o que acontece.

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Eu poderia muito bem evitar tudo isso e simplesmente mudar meu trajeto e não passar nessa determinada rua, certo? Mas o que isso faria de mim? Qual mensagem eu passaria para o universo? Quão ridiculamente pequeno se tornaria meu orgulho?

Não. Sinto que as vezes posso ser repetitivo nisso, mas mesmo assim continuo batendo na mesma tecla e digo: orgulho é tudo. A vida e Uhtred de Bebbanburg me ensinaram isso. Dia após dia, continuo passando pela mesma rua. Os mesmos cães tentam me amedrontar e sempre lido com eles.

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.

Salmos 23:4

A vida é fascinante. Pode parecer que não, mas ela gosta de recompensar as pessoas boas. Recentemente, recebi minha recompensa.

Estava eu, incrível e formidável, passando pela rua dos cães quando notei que um dos cachorros que mais demonstravam ódio e vontade de me rasgar ao meio com dentes e presas, não estava ali.

– Satanás o levou de volta para seu canil particular? – pensei.

Não, Satanás deve ser um cara muito ocupado e ainda não teve tempo de vir buscar o tal cachorro. Ele estava ali, mas não como gostaria.

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HAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHA!

Que fantástica invenção humana essa que te mantém preso dentro do quintal, longe da rua e por consequência, longe da minha garganta, não?

Sem realmente pensar nos meus atos, agi.

Com elegância nos gestos e triunfo no olhar, devagar e saboreando o momento, ergui o braço esquerdo, movi a mão com experiência e um único dedo, sozinho, mas vitorioso, se ergueu para completar o ato.

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E assim, fiz um gesto obsceno para um cachorro.

Segui meu caminho com orgulho renovado e um sorriso no rosto.

 

Repararam na poesia que se esconde através do gesto? A mesma mão que um dia foi alvo de uma traição canina, anos depois, foi usada para se vingar. Isso é lindo.

 

Jogos que joguei: Broforce

5 jul

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Já estou começando a cansar de comentar sobre minha fantástica infância na frente de uma tv assistindo a gloriosos filmes de ação. Rambo,  Comando Delta (o 2 é sensacional),  Comando Para Matar (eu adorava), Braddock (meu pai adorava) e até alguns filmes do Charles Bronson, veja só.

Broforce é um jogo que, muito inteligentemente, pega alguns desses brucutus e mais alguns personagens considerados “heróis de ação” e os transforma em personagens formidáveis para se jogar.

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Segundo a história, todos os personagens fazem parte de uma organização americana que visa destruir um grupo terrorista que aparentemente, é liderado pelo diabo. Sim, o diabo.

Você começa cada fase com um personagem diferente e cada um deles tem suas próprias armas, então acabam tendo “poderes” diferentes. Em alguns momentos das fases você vai ter a opção de trocar de personagem, sem nunca saber qual será o próximo e com isso, vai acumulando vidas.

É impressionante o nível de destruição que você é capaz de fazer. Alguns dos personagens são especialistas em bombas e por um acaso, alguns dos inimigos são altamente explosivos. Realize a soma e você terá algo bem divertido de se assistir. Terá um cenário bem destruído, também.

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Devo ter levado umas 2 ou 3 horas para zerar o jogo e isso porque perdi muito tempo em algumas fases mais elaboradas. Também é impressionante o quanto o jogo te deixa viciado e simplesmente não lhe parece uma ideia viável parar naquela fase que você não consegue passar e deixar para continuar depois. Você precisa matar o diabo.

Quando faz isso e contempla o cadáver diabólico estendido no chão, a bandeira americana fica orgulhosamente estendida ao vento, um helicóptero aparece para te buscar e um solo de guitarra começa a ser tocado. Não sei por quem. Talvez pelo diabo.

É um jogo bem divertido. Eu gostei.

O Jovem Nerd fez um gameplay de Broforce a algum tempo atrás. Ficou bem legal.

 

Dica: se estiver muito difícil ir por cima, improvise um caminho alternativo.

 

Metallica cavalgando um Iron Horse

30 jun

Não é segredo em lugar algum do mundo que gosto do Metallica. Acordo todo dia pela manhã e a primeira coisa que me pergunto é: Master Of Puppets ou Black Album? Geralmente, a resposta é Black Album, pois é um album nada menos que sensacional, mas Master Of Puppets, igualmente sensacional, também ganha bastante essa disputa.

As vezes acordo meio estranho e simplesmente escolho Ride The Lightning.

Hoje, numa dessas selvagens e desconhecidas estradas da internet, conheci o Iron Horse. A banda existe a alguns anos e toca Bluegrass (um determinado gênero da música country). A banda é formada por quatro caras e eles curtem tocar covers de várias bandas. Acho que até gravaram um CD com músicas autorais, mas não é sobre isso que se trata esse post.

Eles gravaram dois CDs tocando músicas do Metallica. O Fade to Bluegrass 1 e o Fade to Bluegrass 2.

Algumas músicas, como era de se esperar, ficaram bem diferentes das originais, mas ainda assim o resultado foi bom. Outras músicas não ficaram tão diferentes assim e essas são as mais massas.

Separei algumas.

Enter Sandman

Master Of Puppets

The Unforgiven

One

For Whom The Bell Tolls

Nothing Else Matters

Welcome Home (Sanitarium)

Hero Of The Day

The Memory Remains
 

Fade To Black

Fuel

 

Desculpe, mas não pude deixar de fazer essa piadinha ordinária no título do post.

 

 

Coletânea do Dia dos Namorados 2014

12 jun

Ainda não descobri se vai ter realmente ter copa, mas Dia dos Namorados vai ter, sim. E como já se tornou tradição, é preciso que tenha uma coletânea de músicas formidáveis feita por mim. Essa tradição começou lá em 2012, se firmou em 2013 e chega em sua melhor forma agora em 2014.

CAIXA CD 2014

 


 

Morango do Nordeste – Lairton

Apesar de colher
As batatas da terra
Com essa mulher
Eu vou até pra guerra (se vô!)

Ai, é amor
Ai é amor
É amor!


Eu Amo Você  – Tim Maia

Eu amo você, menina
Eu amo você!
Eu amo você, menina
Uh! Uh!
Eu amo você!


 

Amor Virtual – Sampacrew

Como é que eu pude assim
Gostar de alguém
Que só vejo de longe
E nunca beijei
Foi como uma luz
Forte atração
Foi como ver o sol
Em plena escuridão


 

Glory of Love – Peter Cetera 

I am a man who will fight for your honor
I’ll be the hero you’ve been dreaming of
We’ll live forever knowing together
That we did it all for the glory of love


 

So Far Way – Dire Straits

And I get so tired when I have to explain
That you’re so far away from me
See you’ve been in the sun and I’ve been in the rain
And you’re so far away from me

You’re so far away from me
So far I just can’t see
You’re so far away from me 


Menina Veneno – Ritchie

Menina Veneno
O mundo é pequeno
Demais pra nós dois
Em toda cama que eu durmo
Só dá você, só dá você
Só dá você!
Yeh! Yeh! Yeh! Yeh!


 

Nothing Else Matters – Metallica 

So close no matter how far
Couldn’t be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don’t just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

 

Pareço legal, mas ainda preciso comprar o presente da minha namorada.

 

E se meu azul é mais azul que o seu?

28 maio

Refleti pela primeira vez sobre isso ainda muito jovem. Uma criança bonitinha que gostava mais de jogar Super Nintendo do que sair na rua para brincar com as crianças feias tinha bastante tempo para refletir sobre coisas da vida, afinal de contas.

E se, por qualquer que seja o motivo, quando eu olho para algo, vejo isso em um determinado tom de cor e você (ou qualquer outra pessoa feia) ao olhar para a exata mesma coisa, enxergue aquilo em uma cor diferente daquela que enxerguei?

Azul

Confuso, não?

Devo ter tido muito tempo para pensar em toda a sorte de problemas que se escondiam por trás dessa simples suposição infantil.

É possível que na escolinha, ao emprestar um lápis de cor, eu estivesse pegando um que eu acreditava ser vermelho e na verdade, estivesse pegando um lápis que outro coleguinha conhecia pelo nome de vermelho, mas que de acordo com meu ponto de vista, não fosse vermelho? Sim.

Essa ideia de que pessoas alheias pelo mundo possam olhar para a mesma coisa e enxergar cores diferentes me assustou. Não demorou muito e imaginei testes sendo feito em laboratórios imaculadamente brancos e globos oculares sendo transferidos entre pacientes para que testes de “pra você, que cor é essa?” fossem feitos.

Os pacientes poderiam receber apenas um globo ocular de outra pessoa e permanecer com um globo ocular original de fábrica. “Feche o olho esquerdo e me diga que cor você vê ao olhar para aquele quadro na parede. Verde claro? Bom, muito bom. Agora feche o olho direito e diga que cor está vendo ao olhar para o mesmo quadro. Laranja? Perfeito.”

Imagine só que toda sua vida possa ser uma mentira e todas as cores que você supostamente conhece, estão erradas?

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Amigos, não sei mais o que dizer. É grande demais para mim (that’s what she said!) e só de pensar nisso, já fico boquiaberto (that’s what she said!).

Deixo-lhes essa ideia. Espero que um dia surja uma resposta sobre isso. Espero, também, que as cores que conheço estejam certas.