Um bloco falso, sim

2 nov

Tive que fazer um jogo para uma apresentação na faculdade. Como acabei programando todo o jogo, tive que arrumar um monte de bugs e aprendi que sempre (sempre!) vai aparecer mais um quando outra pessoa estiver jogando.

O esquema era deixar o jogo rodando num computador e quem olhasse, se interessa e quisesse jogar, simplesmente faria isso.

Um garoto de uns 10-12 anos estava passando, olhou para o banner do jogo, se encantou e quis jogar. Rapidamente passei os comandos e disse qual era o objetivo. Na metade do jogo, ele foi pular de uma plataforma para outra e o personagem caiu. Eu estava assistindo ele jogar e temia que isso fosse acontecer. Sabia que por algum motivo, aquilo não estava funcionando como deveria e que o personagem “cair” da plataforma sem motivo algum era algo que poderia acontecer.

Esperei a reação do garoto praticamente encolhido no meu canto e desde já morrendo de vergonha. Me surpreendi.

– Porra, cara! Um bloco falso! Dahora! 😀

A inocência é algo incrível. Eu já estava quase indo me desculpar com o garoto por ter permitido que aquilo acontecesse e estragasse a experiência dele com o jogo, quando ele vira pra mim e faz um comentário desse em tom de elogio pressupondo que fiz aquilo para “enganar” quem estivesse jogando.

Ele realmente pareceu ter gostado do jogo. Fiquei imensamente contente (difícil usar essa palavra, mas é adequada para o momento) com isso.

Obrigado, garoto.

 

Lucy – Busquem conhecimento

30 ago

Vi o trailer desse filme algum tempo atrás e achei massa. Muito pela presença da Scarlett Johansson, confesso, mas o trailer me instigou a assistir o filme. Hoje, sai de minha casa e fui assistir. Mestre de cálculos que sou, cheguei no horário certo. Comprei o ingresso e peguei uma fila curta para comprar uma coca (os filmes não são bons sem ela), entrei na sala e assisti  trailer de Hercules. Esse é outro filme que vou ter que assistir, pois me instigou, também.

Um tempinho depois, Lucy começou.

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Gostei do filme. Fiquei com a sensação de que se estivesse sob efeito de entorpecentes no momento, teria gostado ainda mais.

Lucy, brilhantemente interpretada pela Scarlett Johansson, é uma jovem que está no Japão e curtindo as baladas de lá. Num dia qualquer, um amigo pede uma ajuda e inteligente e sagaz que é, Lucy nega a ajuda. Após ser forçada, acaba sem opções e ajuda o tal amigo. Ajudar alguém nunca é uma boa ideia.

Claro que algo deu errado e a coitadinha acabou sendo vítima de um cruel plano de tráfico de drogas. Não qualquer droga. É aqui que o negócio começa a ficar legal.

Uma droga de coloração bonita e aparentemente, poder superior a todas as outras drogas do mundo, foi criada e uma maléfica gangue japonesa decide obrigar Lucy e transportar um pacote dessa droga no estômago até outra parte do mundo. Coisas acontecem, lágrimas escorrem e alguns chutes na barriga da Lucy fazem o filme entrar num alucinante caminho colorido e louco.

A coitada levou um chute no estômago, o pacote se rompeu e a droga entrou em contato com o organismo dela. Aquilo mudou a garota. Ela deixou de ser uma garota bonita e indefesa e se transformou numa inteligente e perigosa mulher. Mais ou menos o que a Viúva Negra é em Vingadores. Curiosamente, também muito bonita e também interpretada pela Scarlett Johansson.

O filme tem toda uma discussão interessante sobre evolução, uso da capacidade cerebral e coisas incríveis acontecendo no universo. Também tem o Morgan Freeman. Gostaram de focar a câmera no rosto dele e dar um belo zoom. Jogo divertido para se fazer enquanto assiste o filme: contar quantas manchinhas escuras ele tem no rosto. Parei em 37.

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O final do filme me lembrou de um outro filme que assisti recentemente: Transcendence. Um resumo desse outro filme seria “Johnny Depp se tornando um vírus do mal e fazendo upload de si mesmo na internet”. Lucy é muito melhor, porém.

Realmente gostei do filme e tentarei assistir outra vez. O conhecimento pode ser perigoso e talvez o ET Bilu seja só um alien irresponsável.

Com Scarlett Johansson sendo bela, animais agindo como animais, Morgan Freeman dando uma palestra que parecia boa e várias drogas, Lucy arrecada um total de 9 Xícarazinhas.

9

 

Não, Lucy In The Sky With Diamonds não está na trilha sonora.

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Guardiões da Galáxia – Eles tem um guaxinim!

14 ago

Fazia tempo que não me dava ao prazer de ir ao cinema. Se bem me lembro, a última vez tinha sido mais ou menos ali na semana em que 16 de Abril caiu. Sou excelente em passar o dia querendo ir assistir um filme e desistir na hora de sair de casa. É um dom.

Dessa vez, foi diferente. Pouco antes de chegar no cinema, visualizei uma mulher acima do peso (gorda). Interpretei isso como um mau presságio, mas me mantive firme e segui em frente. Já fazia uma semana que Guardiões da Galáxia tinha estreado e os comentários que vi faziam o filme parecer bom. Achei que valeria a pena.

Comprei ingresso (é difícil driblar os seguranças), comprei uma pipoca pouco salgada, uma elegante lata de Coca-Cola e entrei na sala. Acho que estava tocando Nickelback, mas não pude prestar atenção porque as luzes logo se apagaram para os trailers. O novo Tartarugas Ninjas parece que vai ser divertido. Mas tive que deixar para pensar nisso depois, pois Guardiões da Galáxia estava para começar.

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Gostei do filme. Muito divertido. Esperava mais, mas isso se deve a ter guardado tantos comentários positivos do filme na cabeça e ter ido assisti-lo com a expectativa alta demais. Mesmo assim, foi bem bom.

Meu conhecimento acerca do universo Marvel não é tão vasto e eu não sabia exatamente o que esperar. Acho que tenho uma queda por equipes que salvam o mundo. E dessa vez a equipe tinha um guaxinim como membro! É claro que eu gostaria.

Não sei se dei importância suficiente para a ligação que o filme tem com Vingadores e etc. Não estava preocupado. Deixarei isso para a galera que fica o dia inteiro twittando sobre HQs.

Enfim, o filme é massa e saí da sessão com uma estranha vontade de plantar árvores.

Guardiões da Galáxia ganha incríveis 9 Xícarazinhas e entra num seleto grupo de filmes formidáveis.

9

 

Ah, um dos personagens principais do filme tem uma fita cassete que ele ganhou da mãe. Ele tem uma ligação emocional com a fita e tal. As músicas dessa fita cassete são muito boas e assim que cheguei em casa, fiz o download delas e desde então já as ouvi umas 7 vezes.

Boas músicas.

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Fiz um gesto obsceno para um cachorro

15 jul

Cachorros nunca gostaram de mim.

– Você deve ter sido o cara da carrocinha em alguma outra vida – disse minha mãe em meio a cruéis risos certa vez após um cachorro de rua tentar dilacerar minha garganta.

Durante minha vida inteira tive que lidar com esse ódio canino. O Mickey, cachorro que ganhei de presente no meu aniversário de 1 ano de idade, em um dos atos mais nojentos de traição que já vi, mordeu minha mão esquerda. Um cachorro que cresceu praticamente junto comigo, vivendo as mesmas aventuras, correndo juntos pelo quintal, parceiros de vida e companheiros há tantos anos, teve a coragem de rasgar minha mão (a mesma mão que tanto fez carinho nele!) feito um animal sem amor enviado do inferno.

Até hoje tenha a cicatriz!

Não gosto de falar muito disso. Nosso relacionamento nunca mais foi o mesmo após esse incidente. Ele era meu cachorro e me mordeu. Considero uma traição, sim. Fiquei muito triste com sua morte, mas sinceramente? Nunca o perdoei por aquela mordida. No fundo do meu coração, ainda há mágoa. Aonde quer que esteja, espero que ele saiba como me sinto. Ele merece a verdade.

Mas é isso aí, não? Vida que segue.

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Acostumado com tanto ódio por parte de cães, segui a vida da melhor forma que pude. De cabeça erguida, sempre atento e disposto a ignorar esse ódio e se possível, transformá-lo em algo produtivo.

Li em algum lugar que “guardar” um sentimento ruim durante tanto tempo pode te prejudicar no futuro. De alguma forma, o sentimento ruim, armazenado precariamente no seu coração, iria passar por uma estranha reação e se transformar, sei lá, em um câncer. Não sei se isso tem fundamento científico. Espero que não e espero que a ciência use seus recursos de uma maneira menos imbecil.

Não posso dizer que me livrei de um hipotético futuro câncer, mas posso dizer que me senti aliviado com o que fiz.

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Já há alguns dias, decidi passar menos tempo no meu formidável quarto e dar uma olhada nas belezas do meu bairro (risos). Durante a tarde, habilmente calço meu tênis, coloco algo decente para tocar no celular e saio andando. Estou dando uma volta absurda para dizer que comecei o hábito duvidoso de caminhar? Sim.

Mas não é esse o ponto desse texto!

Em uma determinada rua do meu trajeto (sim, tenho um trajeto), cães marcam presença nela e como já muito comentado aqui, cães não gostam de mim. Não é preciso ser alguém criativo para imaginar o que acontece.

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Eu poderia muito bem evitar tudo isso e simplesmente mudar meu trajeto e não passar nessa determinada rua, certo? Mas o que isso faria de mim? Qual mensagem eu passaria para o universo? Quão ridiculamente pequeno se tornaria meu orgulho?

Não. Sinto que as vezes posso ser repetitivo nisso, mas mesmo assim continuo batendo na mesma tecla e digo: orgulho é tudo. A vida e Uhtred de Bebbanburg me ensinaram isso. Dia após dia, continuo passando pela mesma rua. Os mesmos cães tentam me amedrontar e sempre lido com eles.

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.

Salmos 23:4

A vida é fascinante. Pode parecer que não, mas ela gosta de recompensar as pessoas boas. Recentemente, recebi minha recompensa.

Estava eu, incrível e formidável, passando pela rua dos cães quando notei que um dos cachorros que mais demonstravam ódio e vontade de me rasgar ao meio com dentes e presas, não estava ali.

– Satanás o levou de volta para seu canil particular? – pensei.

Não, Satanás deve ser um cara muito ocupado e ainda não teve tempo de vir buscar o tal cachorro. Ele estava ali, mas não como gostaria.

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HAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHA!

Que fantástica invenção humana essa que te mantém preso dentro do quintal, longe da rua e por consequência, longe da minha garganta, não?

Sem realmente pensar nos meus atos, agi.

Com elegância nos gestos e triunfo no olhar, devagar e saboreando o momento, ergui o braço esquerdo, movi a mão com experiência e um único dedo, sozinho, mas vitorioso, se ergueu para completar o ato.

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E assim, fiz um gesto obsceno para um cachorro.

Segui meu caminho com orgulho renovado e um sorriso no rosto.

 

Repararam na poesia que se esconde através do gesto? A mesma mão que um dia foi alvo de uma traição canina, anos depois, foi usada para se vingar. Isso é lindo.

 

Jogos que joguei: Broforce

5 jul

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Já estou começando a cansar de comentar sobre minha fantástica infância na frente de uma tv assistindo a gloriosos filmes de ação. Rambo,  Comando Delta (o 2 é sensacional),  Comando Para Matar (eu adorava), Braddock (meu pai adorava) e até alguns filmes do Charles Bronson, veja só.

Broforce é um jogo que, muito inteligentemente, pega alguns desses brucutus e mais alguns personagens considerados “heróis de ação” e os transforma em personagens formidáveis para se jogar.

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Segundo a história, todos os personagens fazem parte de uma organização americana que visa destruir um grupo terrorista que aparentemente, é liderado pelo diabo. Sim, o diabo.

Você começa cada fase com um personagem diferente e cada um deles tem suas próprias armas, então acabam tendo “poderes” diferentes. Em alguns momentos das fases você vai ter a opção de trocar de personagem, sem nunca saber qual será o próximo e com isso, vai acumulando vidas.

É impressionante o nível de destruição que você é capaz de fazer. Alguns dos personagens são especialistas em bombas e por um acaso, alguns dos inimigos são altamente explosivos. Realize a soma e você terá algo bem divertido de se assistir. Terá um cenário bem destruído, também.

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Devo ter levado umas 2 ou 3 horas para zerar o jogo e isso porque perdi muito tempo em algumas fases mais elaboradas. Também é impressionante o quanto o jogo te deixa viciado e simplesmente não lhe parece uma ideia viável parar naquela fase que você não consegue passar e deixar para continuar depois. Você precisa matar o diabo.

Quando faz isso e contempla o cadáver diabólico estendido no chão, a bandeira americana fica orgulhosamente estendida ao vento, um helicóptero aparece para te buscar e um solo de guitarra começa a ser tocado. Não sei por quem. Talvez pelo diabo.

É um jogo bem divertido. Eu gostei.

O Jovem Nerd fez um gameplay de Broforce a algum tempo atrás. Ficou bem legal.

 

Dica: se estiver muito difícil ir por cima, improvise um caminho alternativo.

 

Metallica cavalgando um Iron Horse

30 jun

Não é segredo em lugar algum do mundo que gosto do Metallica. Acordo todo dia pela manhã e a primeira coisa que me pergunto é: Master Of Puppets ou Black Album? Geralmente, a resposta é Black Album, pois é um album nada menos que sensacional, mas Master Of Puppets, igualmente sensacional, também ganha bastante essa disputa.

As vezes acordo meio estranho e simplesmente escolho Ride The Lightning.

Hoje, numa dessas selvagens e desconhecidas estradas da internet, conheci o Iron Horse. A banda existe a alguns anos e toca Bluegrass (um determinado gênero da música country). A banda é formada por quatro caras e eles curtem tocar covers de várias bandas. Acho que até gravaram um CD com músicas autorais, mas não é sobre isso que se trata esse post.

Eles gravaram dois CDs tocando músicas do Metallica. O Fade to Bluegrass 1 e o Fade to Bluegrass 2.

Algumas músicas, como era de se esperar, ficaram bem diferentes das originais, mas ainda assim o resultado foi bom. Outras músicas não ficaram tão diferentes assim e essas são as mais massas.

Separei algumas.

Enter Sandman

Master Of Puppets

The Unforgiven

One

For Whom The Bell Tolls

Nothing Else Matters

Welcome Home (Sanitarium)

Hero Of The Day

The Memory Remains
 

Fade To Black

Fuel

 

Desculpe, mas não pude deixar de fazer essa piadinha ordinária no título do post.

 

 

Coletânea do Dia dos Namorados 2014

12 jun

Ainda não descobri se vai ter realmente ter copa, mas Dia dos Namorados vai ter, sim. E como já se tornou tradição, é preciso que tenha uma coletânea de músicas formidáveis feita por mim. Essa tradição começou lá em 2012, se firmou em 2013 e chega em sua melhor forma agora em 2014.

CAIXA CD 2014

 


 

Morango do Nordeste – Lairton

Apesar de colher
As batatas da terra
Com essa mulher
Eu vou até pra guerra (se vô!)

Ai, é amor
Ai é amor
É amor!


Eu Amo Você  – Tim Maia

Eu amo você, menina
Eu amo você!
Eu amo você, menina
Uh! Uh!
Eu amo você!


 

Amor Virtual – Sampacrew

Como é que eu pude assim
Gostar de alguém
Que só vejo de longe
E nunca beijei
Foi como uma luz
Forte atração
Foi como ver o sol
Em plena escuridão


 

Glory of Love – Peter Cetera 

I am a man who will fight for your honor
I’ll be the hero you’ve been dreaming of
We’ll live forever knowing together
That we did it all for the glory of love


 

So Far Way – Dire Straits

And I get so tired when I have to explain
That you’re so far away from me
See you’ve been in the sun and I’ve been in the rain
And you’re so far away from me

You’re so far away from me
So far I just can’t see
You’re so far away from me 


Menina Veneno – Ritchie

Menina Veneno
O mundo é pequeno
Demais pra nós dois
Em toda cama que eu durmo
Só dá você, só dá você
Só dá você!
Yeh! Yeh! Yeh! Yeh!


 

Nothing Else Matters – Metallica 

So close no matter how far
Couldn’t be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don’t just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

 

Pareço legal, mas ainda preciso comprar o presente da minha namorada.

 

E se meu azul é mais azul que o seu?

28 maio

Refleti pela primeira vez sobre isso ainda muito jovem. Uma criança bonitinha que gostava mais de jogar Super Nintendo do que sair na rua para brincar com as crianças feias tinha bastante tempo para refletir sobre coisas da vida, afinal de contas.

E se, por qualquer que seja o motivo, quando eu olho para algo, vejo isso em um determinado tom de cor e você (ou qualquer outra pessoa feia) ao olhar para a exata mesma coisa, enxergue aquilo em uma cor diferente daquela que enxerguei?

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Confuso, não?

Devo ter tido muito tempo para pensar em toda a sorte de problemas que se escondiam por trás dessa simples suposição infantil.

É possível que na escolinha, ao emprestar um lápis de cor, eu estivesse pegando um que eu acreditava ser vermelho e na verdade, estivesse pegando um lápis que outro coleguinha conhecia pelo nome de vermelho, mas que de acordo com meu ponto de vista, não fosse vermelho? Sim.

Essa ideia de que pessoas alheias pelo mundo possam olhar para a mesma coisa e enxergar cores diferentes me assustou. Não demorou muito e imaginei testes sendo feito em laboratórios imaculadamente brancos e globos oculares sendo transferidos entre pacientes para que testes de “pra você, que cor é essa?” fossem feitos.

Os pacientes poderiam receber apenas um globo ocular de outra pessoa e permanecer com um globo ocular original de fábrica. “Feche o olho esquerdo e me diga que cor você vê ao olhar para aquele quadro na parede. Verde claro? Bom, muito bom. Agora feche o olho direito e diga que cor está vendo ao olhar para o mesmo quadro. Laranja? Perfeito.”

Imagine só que toda sua vida possa ser uma mentira e todas as cores que você supostamente conhece, estão erradas?

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Amigos, não sei mais o que dizer. É grande demais para mim (that’s what she said!) e só de pensar nisso, já fico boquiaberto (that’s what she said!).

Deixo-lhes essa ideia. Espero que um dia surja uma resposta sobre isso. Espero, também, que as cores que conheço estejam certas.

 

Axl Rose errou ao driblar a morte?

23 maio

Esse post, o blog em que ele foi originalmente publicado e a pessoa que o escreveu não querem, de maneira alguma, deixar a entender que desejam a morte do Axl Rose.

Somos formidáveis, mas não o bastante para julgar merecimento de mortes alheias. 

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Como minhas professoras de Português faziam questão de repetir, uma boa história precisa de um início, um meio e um fim. A vida, também.  A diferença é que a vida é uma vadia cruel e sem coração.

Nada pode ser perfeito para sempre. Se pudesse, o Paulo André ainda seria zagueiro do Corinthians, Cliff Burton ainda seria baixista do Metallica, Alexandre Pires jamais teria saído do Só Pra Contrariar e o café jamais esfriaria na xícara enquanto você se esforça para manter um ritmo na escrita de um post sobre a decadência de um vocalista de hard rock. A vida também não é justa. Se fosse, Space Jam seria considerado um filme tão bom quanto O Poderoso Chefão, eu não sofreria com falta de espaço em disco no celular, minha melhor cadeira não estaria quebrada e não teria copa.

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Em O Cavaleiro das Trevas (segundo filme da trilogia Batman que o Nolan fez), algum personagem que não me lembro exatamente qual (talvez o Batman, mas acho que o Duas Caras), manda a frase:

Ou você morre como herói, ou vive o bastante para se tornar vilão.”

É uma boa frase, sim e em algum momento da minha vida na internet, vi alguém aplicando essa frase a vida do Axl Rose. Achei um pouco forte, mas não pude me impedir de pensar nisso. Com o passar do tempo, a frase voltava a aparecer na minha cabeça a cada apresentação que eu assistia daquele cara que um dia tinha sido o Super Axl Rose. Deixarei essas duas aqui como exemplo:


Ambas as apresentações são de shows que o Guns N’ Roses fez no Brasil no começo desse ano.

“Ah, mas ele nem está TÃO ruim assim…”

Até está, mas como ele já esteve muito pior, acabamos dando um desconto.

Você pode vir com a desculpa de que “ele poderia não estar num bom dia”, “é normal que ele não esteja mais na mesma forma que o Axl Rose no auge da carreira” e “tirando a parte da dancinha, é aceitável”, mas não. Nenhuma desculpa será aceita aqui. Esse post foi pensado e construído com o objetivo de julgar e refletir sobre a vida.

Hipoteticamente, se ele tivesse morrido logo após o fim da turnê Use Your Illusion (uma baita turnê, aliás) que o Guns fez , hoje o amigo Axl Rose seria considerado um deus maior que qualquer outro. Pense só: o vocalista de uma das maiores bandas da atualidade, jovem, no auge da carreira, amado mais do que tudo pelas fãs e de shortinho colado. Caras, uma nova Bíblia seria escrita com Axl Rose no lugar de Jesus Cristo e atrás da cruz, estaria o Slash tocando o riff de Sweet Child O’mine enquanto pessoas amarravam bandanas na cabeça.

Um anjo de cabelos loiros, shortinho colado, rosto de menina e muito marra.

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Mas não. A vida seguiu, para ele e para nós. A morte não aconteceu e no lugar dela, as fiandeiras teceram uma linha cinzenta na vida do Axl Rose.

Fica aí o questionamento: vale a pena se tornar uma sombra do que um dia já foi? Uma lembrança puída? Devemos apenas aceitar a decadência humana e sermos felizes? Morrer como herói ou se tornar vilão?

A verdade é que eu ainda seria capaz de ir num show do Guns N’ Roses. Mesmo que apenas para ficar gritando “Coloca o shotinho! Coloca o shortinho, Axl!” do lado do palco.

 

Formigas suspeitas

30 abr

Xícara de café na mão, pensamentos formidáveis na cabeça e caminhando elegantemente até minha mesa. Coloco a xícara de café um pouco mais a esquerda e após estar sentado na minha cadeira não tão confortável, dou início ao processo de ligar o computador.

Foi aí que as vi.

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Minha visão periférica treinada com afinco desde o momento em que aprendi a olhar torto para gordas, detectou algo. Rapidamente meu cérebro processou e então entendi.

Elas tinham voltado.

Aparentemente, após receberem tantas baixas através de meus punhos, o exército de formigas se reuniu e juntas, decidiram recuar por algum um tempo. Fortalecer o exército e só então retomar a ideia de conquistar a mesa que chamo de minha. Como elas bem sabem, não será uma tarefa muito fácil. Sou um adversário implacável. Não tenho medo de arriscar um ataque selvagem (borrifar água nelas) e já sou velho. Não tenho muito mais a perder.

Dia após dia, no momento em que chego caminhando elegantemente, deposito minha fumegante xícara de café mais a esquerda e sento em minha cadeira, passamos alguns minutos travando batalhas incríveis e que ainda vão dar muito trabalho a poetas.

Esses poetas me chamam de Rafael, o Esmagador de Formigas. Mas só fazem isso porque os pago com boa prata. Se um dia as formigas se saírem vencedoras e pagarem boa prata aos mesmos poetas, eles podem muito bem profanar meu nome ao me chamarem de Rafael, o Fã de Iron Maiden.

A vida é isso, meus amigos. Não confiar em poetas e esmagar formigas.