Primeira Assistida #1 – Vikings

8 mar

Já a algum tempo tenho pensando em fazer essa “série” aqui no blog. Muitos outros sites já fazem isso, mas minha opinião é sempre melhor que a deles, então sempre que eu assistir uma série nova, irei escrever sobre o que achei do primeiro episódio (piloto). Irei dizer se gostei ou não, se irei continuar assistindo ou não e estrearei uma nova forma de julgar coisas: direi, de forma fria e elegante, se deixaria de assistir qualquer episódio de Friends para assistir o episódio analisado.

Para estrear essa nova série de forma bárbara, guerreira e com a benção dos deuses nórdicos, vou comentar o piloto de VIKINGS.

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Só fui ficar sabendo dessa série umas duas semanas antes dela estrear. Pela temática, é claro que me interessei. Não escondo de ninguém que atualmente minha série literária favorita é Crônicas Saxônicas. Nesses livros, é contada a história de quando as terras, hoje conhecidas por Inglaterra, foram invadidas por uma horda de dinamarqueses sedentos por sangue, terras e riquezas. Os livros tem uma excelente narrativa e são escritos por Bernard Cornwell que além de um bom escritor, é um bom historiador. Eu ainda pretendo escrever sobre Crônicas Saxônicas, então não vou continuar falando sobre essa fantástica série literária.

Digo apenas que: se você gosta de guerreiros nascidos para a batalha, uma boa dose de história ou simplesmente queira entender o que é o júbilo pela batalha, leia Crônicas Saxônicas sem medo, mas tenho sempre duas coisas em mente: “Parede de escudos!” e “O destino é inexorável”.

Enfim, ao saber da série Vikings, tive esperanças, mas ao saber que ela estava sendo produzida pelo History Channel, tive fé. Baixei o episódio, dei play e entrei no mundo dos nórdicos. Curti o começo da série. Logo de cara ela já se inicia em um campo de batalha e mostra que o protagonista da série não é um cara qualquer. Claramente ele já tem uma experiência com batalhas e deve ter crescido sendo educado com espadas, escudos, lanças e machados. É um guerreiro nórdico.

 Uma outra coisa que curti nesse episódio piloto é que eles deixaram bem claro o lado religioso dos nórdicos. Não são apenas guerreiros barbudos matando. Eles cultuam seus próprios deuses e esperam ter o privilégio de quando morrerem, entrarem no Valhala, o enorme salão em que apenas aqueles que morreram em batalhas são levados. Lá eles passarão a eternidade batalhando, fornicando e festejando ao lado dos deuses. Tudo que um guerreiro quer.

Espero que nos próximos episódios isso se torne mais sério, pois estou acostumado com nórdicos que sacrificam animais e muitas vezes inimigos em nome dos deuses deles. Sinceramente? Estou ansioso para uma árvore de sacrifícios na série. São nessas árvores que os sacrifícios acontecem e muitos acreditavam que após um grande número de sacrifícios, a árvore se tornava especial e assim sendo, muitas delas eram usadas na construção de barcos, outra grande paixão dos nórdicos.

Ragnar, o personagem principal, é um entre muitos guerreiros liderados por um sujeito poderoso. O tal sujeito é considerado poderoso apenas porque tem uma boa frota de barcos e com seus guerreiros dentro deles, pode sair por aí e ser viking. Eis aí outra coisa que gostaria de comentar: baseado no que aprendi lendo Crônicas Saxônicas, não existia um povo chamado “Viking”. Ser viking é pegar um barco e junto com outros guerreiros, invadir cidades, matar, saquear, fazer escravos e sair dali antes que as autoridades chegassem. Viking não é, viking se faz. De certa forma, “sair viking” era quase como “sair de rolê”.

E pelo que esse episódio piloto indica, é exatamente isso que irá acontecer na série. Hordas de nórdicos saindo viking por aí, pilhando riquezas e dividindo o lucro com o dono dos barcos. Mas parece que isso já não está dando tanto dinheiro e alguns guerreiros não estão satisfeitos, Ragnar é um deles. Ele ouve histórias de que a Oeste, as cidades são mais ricas e assim, poderiam dar mais dinheiro a eles, só que aqueles eram outros tempos. Os nórdicos não poderiam simplesmente abrir o Google Maps e fazer uma rota até as cidades que iriam atacar. Eles não fazem nem ideia do que encontrariam se fosse para o Oeste. Poderiam muito bem encontrar esse mundo de riquezas, mas também poderiam ser atacados por frotas maiores e destruídos ou simplesmente poderia não haver nada a se achar.

Também temos um exemplo de como as leis funcionam. Se você matou, há menos que tenha um bom motivo e consiga convencer o lorde que dará sua sentença, morrerá e tudo que pode fazer é escolher como quer morrer. Pouco depois, a série nos mostra algo que muito vi acontecer em Crônicas Saxônicas: a entrega de braceletes. Na série Vikings, os guerreiros recebem o primeiro bracelete ainda quando são garotos, é uma forma de jurar aliança ao Lorde. Em Crônicas Saxônicas, o processo é mais interessante. Você só recebe um bracelete quando faz por merecer. Tanto é que os maiores guerreiros, os mais corajosos e mais valiosos em batalhas, são aqueles em que os braços tilintam de tantos braceletes pendurados. Quantos mais você tem, mais fez por merecer e melhor é.

Fica decidido que assim como em todos os outros anos, os barcos do Lorde irão partir a leste e procurar riquezas. Ragnar decidi desobedecer a ordem e com suas economias, manda construir um barco para ele mesmo. Ele irá para o Oeste e estará quebrando leis com isso.

A série ainda promete umas intrigas menores e sem muita importância, mas o que importa é que não curti os barcos deles. São barcos pequenos, minúsculos, não cabe nem um terço de uma tripulação de Crônicas Saxônicas. Porém mesmo sendo barcos pequenos, não posso discordar, são bonitos.

Vikings-Fjord-boat-ship-shot

Minha opinião final: gostei muito do episódio, mas acontece que eu curto esse tema. Não sei se alguém “leigo” irá gostar da série. Sinto que a série promete muito mais do que mostrou. Dando uma pesquisada no Google Imagens procurando essa foto do barco, vi algumas outras fotos que jogaram spoilers na minha cara. Como disse, a série promete. Vou continuar assistindo, sim.

Infelizmente as séries só continuam no ar se tiverem audiência e não sei se Viking conseguiu bons números. De uma forma ou de outra, acho difícil que a série seja cancelada.  Os produtores precisam agradar um certo público, conseguindo isso, conseguirão a permanência no ar.

Estou confiante com essa série. Os nórdicos são muito esquecidos pela mídia. Eu mesmo, se não fosse pelos livros do Cornwell, não sei se teria tido outras oportunidades de entrar em contato com a história desse fantástico povo.

Eu deixaria de assistir algum episódio de Friends para assistir esse episódio piloto de Vikings? 

É claro que não. É meio cedo para dizer, mas Vikings parece ser uma boa série, porém para uma série me fazer trocar Friends por ela, tem que ser muito mais do que simplesmente “boa”. O episódio piloto do Lost talvez conseguisse isso.