Robocop – vivo ou morto e blá, blá, blá

2 abr

Fui uma criança muito feliz e perfeitamente criada na frente de uma televisão. Assisti muita coisa. Meu caráter foi moldado dessa maneira, mas devo dizer que a criança incrível que fui não teria sido tão incrível se não tivesse assistido Robocop em alguma tarde chuvosa do passado.

Um policial que ficou tão ferido que a única maneira dele ter uma segunda chance de combater o crime seria mesclar o que restou de seu corpo com partes robóticas? Isso é tudo que o Rafaelzinho gostaria de assistir.

Dia desses, para me preparar para assistir esse novo filme, assisti o Robocop de 1987. Ainda continua sendo o mesmo filme massa que o Rafaelzinho assistiu naquela tarde chuvosa do passado. Eu achava que tinha tido um bonequinho do Robocop, mas pensei melhor e talvez fosse meu primo que tivesse tido esse bonequinho e eu sempre tivesse desejado ter para mim.

Deveria ter roubado o tal bonequinho, mas assim como o Robocop, minhas ações seguem certas diretrizes. Me foi ensinado que roubar não é legal. Segui o recado dado pelo Robocop aos 20 segundos desse vídeo e não roubei o bonequinho.

 

Vivo ou morto, precisava assistir esse novo filme.

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O Robocop de 1987 ainda é o melhor filme do Robocop já feito pela raça humana. Esse novo é bom, mas não tanto. É legal ver a diferença na visão de “metade homem, metade máquina, mas um policial completo” que mais de 25 anos fizeram.

A história é basicamente a mesma e tirando uma cena que você vê o que restou do corpo humano do Alex Murphy (é uma baita cena), não há tanta surpresa. Há o criminoso que vai servir apenas de ponto de fuga para a vingança (ou justiça, como quiser) do Robocop, há todo o drama “homem ou máquina?” dentro da cabeça dele, há a corrupção a ser combatida dentro da própria polícia, há as cenas de combate que você vê o Robocop usando uma pistola que poderia arrancar uma cabeça apenas como uma coronhada e há o uniforme.

Já tinham me dito que existia um motivo para o uniforme desse novo Robocop ser preto e não um cinza fosco e bonito como o do Robocop clássico. Eu confiei. Acreditei que realmente existia um bom motivo. Amigos, “pinta de preto porque vai ficar mais estiloso” não é um bom motivo. É só uma saída fraca.

Mas OK. Isso não incomoda.

Eu realmente deveria parar com essas comparações com o Robocop clássico, mas quando se faz um remake de um filme, usando o mesmo nome e a mesma história, as comparações são mais do que esperadas. Então, estou certo.

Foi interessante ver o Robocop partindo para o combate feito o Homem de Ferro. Na verdade, tirando uma blindagem formidável, capacidade de voo e uma tecnologia muito mais avançada, é o que ele é.

Eu gosto do Homem de Ferro e gostei desse Robocop. Talvez se não fosse um remake, eu teria gostado mais, mas o Padilha mandou bem. Fez um filme legal em que um cara vestido de preto vai atrás de vagabundo.

Com sua falha em escolher um bom ator principal e com o Samuel L. Jackson com uma bela cabeleira, Robocop leva 7 Xícarazinhas.

7

Aquele tema formidável poderia tocar mais durante o filme. Fez falta.