Terça Histórica #3 – O Anel do Pescador

10 jul

Não, não falarei sobre  o Smeagol estar pescando e pouco depois ter conseguido o Um Anel. Falarei sobre um dos mais importantes símbolos de um dos mais importantes símbolos da igreja católica.

O ANEL DO PAPA

 

Você imagina o quê? Que ao ser eleito o novo Papa, o sujeito vá correndo para uma joalheria e compre o maior anel de lá? Não.

A igreja católica por ser pobre e gostar de tradições, recicla o anel do papa. Sim, recicla. Após ser constatada a morte de um papa e uma série de outras tradições, o Camerlengo fica encarregado da destruição do anel papal (que frase ambígua, não?), para evitar que alguma pessoa maldita pegue o anel e saia fazendo arte por aí. Seguindo a tradição, o camerlengo pegaria um martelo de prata e esmagaria a face do anel e assim, impedindo que alguém o usasse para selar alguma coisa. Sim, porque o papa usa o anel também como objeto para selar documentos oficiais. Igreja católica sempre economizando. Impressionante.

Depois de escolhido um novo papa, o anel antigo é derretido e fundido com um novo, para a criação do próximo Anel do Pescador. No novo anel, estará escrito o nome do novo papa em latim e no centro, uma imagem de São Pedro em um barquinho e jogando uma rede de pesca. Pedro era pescador, por isso o nome.

Quando você vê alguém ajoelhado, beijando a mão do papa, a menos que seja um maluco que tenha tara por mãos, ele estará beijando o Anel do Pescador.

Sei lá, eu beijaria o anel do João Paulo II, por mais gay que essa frase soe. O JP2 parecia ser um velhinho legal, um velhinho maroto e tal.

Certeza que está rindo de alguma piada sobre a viadagem dos jogadores do São Paulo.

Eu não beijaria o anel do Bento XI. Ele parece ser um velhinho que espancaria qualquer criança que chegasse perto de sua batina papal.

Certeza que está planejando comer algum jogador do São Paulo.

Inspirado em Crônicas Saxônicas, que estou lendo e adorando, na próxima Terça Histórica, tentarei falar algo sobre a invasão dinamarquesa na Inglaterra.