Wolverine: Imortal – garras, falta de cura e orientais bonitas

9 ago

Como sempre, dotado de elegância e sofisticação, eu estava a caminho do shopping. Odeio o shopping, mas o cinema de lá muito me agrada. Dessa vez, surpreendendo a todos, inclusive ao seguranças do shopping (abraços, Valdir e Juarez!) cheguei no horário certo e já fui direto comprar o ingresso. Acho que ganhei um sorriso maroto da atendente, aliás. Seguindo sempre o plano, comprei uma pipoca média e uma coca, entrei na sala e escolhi um lugar mais no centro. Assim como das últimas vezes, não estava tocando nenhuma música pré-filme. Sinto falta de esperar um filme começar ao som de Beatles.

Após trailers e comerciais, o filme começa. Era a hora de descobrir se Wolverine é realmente imortal.

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O último filme do jovem Logan não deixou lembranças muito boas a ninguém (tenho pesadelos todas as noites por causa do Origens: Wolverine), mas esse novo parecia ter acertado a mão. É um personagem com algumas boas histórias, mas a maioria dessas histórias não funcionariam no cinema. Elas são boas apenas nas HQs. Ainda acredito que verei o Wolverine na tela de um cinema rasgar um inimigo em pedaços sangrentos de miolos e vísceras.

Gostei do começo do filme. Não me refiro apenas ao ataque a Nagasaki. Gostei muito do Wolverine isolado do mundo, vivendo na natureza e mantendo um clima de parceria com os animais. Ele tem garras longas, os ursos devem ter percebido que não seria inteligente o enfrentar. Foi legal o ver junto com seus “iguais”.

Tentei, mas não consegui me convencer que a “imortalidade” (ele não é imortal de verdade) do Wolverine seja um fardo para ele. Deve ser difícil passar por tanta coisa, ver tantas pessoas queridas morrerem e continuar vivendo até sabe os deuses quando, com as próprias garras matar o amor da sua vida, mas não acho que seja o bastante para ele aceitar se livrar dessa “condição”. Por isso, sorri quando ele negou a oferta do japonês ex-parceiro de guerra.

Por outro lado, foi até interessante ver o Wolverine tendo que se preocupar com seus atos. Antes, era atacar e caso se ferisse, ele sabia que segundos depois já estaria completamente curado e pronto para outra. Agora, se ele fosse ferido, continuaria ferido.

Não gostei do clima do filme. Ficou com um clima muito de HQ e como disse ali em cima, as vezes isso não dá certo. Agora que paro para pensar, Os Vingadores é outro filme com muito clima de HQ, mas esse eu adorei. Acho que talvez tenha achado esse novo filme do Logan muito bobo em relação a algumas coisas. O vilão, por exemplo. Quase tive um AVC ao ver uma armadura de adamantium. E aquela doutora fazendo cover de Hera Venenosa? Por favor.

Achei que os ninjas iriam dar um brilho a mais para o filme, mas foram bem ruinzinhos. Se bem que a cena das flechas é bem boa. Poética, alguns diriam. Gostando do filme, mas achando que ele poderia ser bem melhor, dou 8 Xícarazinhas para Wolverine: Imortal.

08

Alguns chorões reclamaram das mesmas 8 Xícarazinhas que dei para Homem de Aço, mas quem manda nessa porra sou eu. O Poderoso Chefão 3, grande filme e um clássico, ganha nota 8. Quem é o Superman para merecer notar maior que Michael Corleone? Os Corleone, ao menos, são elegantes.

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